Países europeus voltam a impor restrições para travar terceira vaga da pandemia

Mais de um ano após a covid-19 ter sido declarado uma pandemia, a Europa continua a lutar contra o novo coronavírus.

Mara Tribuna

Mais de um ano após a covid-19 ter sido declarado uma pandemia, a Europa continua a lutar contra o novo coronavírus. Para enfrentar a terceira vaga, vários países estão a reintroduzir medidas de confinamento.

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Ao mesmo tempo, a implementação das vacinas contra a covid-19 no bloco continua lenta, devido a problemas de produção e de fornecimento. Perante os obstáculos, os líderes da União Europeia (UE) vão reunir-se esta semana para discutir, mais uma vez, a introdução de possíveis proibições de exportação de vacinas.

Recentemente, alguns países europeus decidiram reintroduzir confinamentos para travar a terceira vaga de infeções.

A Itália enfrenta um terceiro lockdown na maior parte de seu território. A medida afeta mais de 40 milhões de pessoas e foi necessária devido ao aumento de infecções no país europeu e à pressão nos hospitais.

França, Polónia e Ucrânia implementaram medidas mais rigorosas no fim-de-semana, que devem estender-se por várias semanas.

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Um mês de confinamento parcial foi reintroduzido no sábado em Paris, bem como em 15 outras regiões de França, num esforço para conseguir travar o número crescente de casos, em grande parte atribuído às novas variantes mais infeciosas. Cerca de 21 milhões de pessoas são afetadas pelas novas regras.

Entretanto, a maior economia da Europa, a Alemanha, está a ponderar alargar o confinamento nacional uma vez que o país também está a enfrentar a terceira vaga da pandemia. Vários estados têm apelado a uma extensão das restrições atuais, visto que a taxa de incidência da covid-19 passou de 100 casos por 100.000 pessoas – um nível que o governo disse que o levaria a implementar um “travão de emergência”.

A restrição será um retrocesso para o país liderado por Merkel, que começou a aliviar as medidas de confinamento, permitindo que as escolas reabrissem em fevereiro e que algumas lojas não essenciais voltassem a admitir clientes no início deste mês.

Vacinação no bloco continua lenta

Paralelamente, as campanhas de vacinação no bloco continuam a enfrentar vários obstáculos, que não permitem acelerar o ritmo de imunização.

Os líderes da UE vão reunir-se esta quinta-feira para discutirem se devem bloquear as exportações de vacinas enquanto os fornecimentos continuam a ser escassos.

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A UE encomendou vacinas contra a covid-19 mais tarde do que o Reino Unido e os EUA, e teve de lidar com questões de abastecimento, apesar de duas das vacinas que autorizou – a Pfizer/ BioNTech e a AstraZeneca/ Oxford – serem fabricadas na UE.

Adicionalmente, o lançamento da vacina da AstraZeneca tem sofrido vários obstáculos nas últimas semanas, com dezenas de países europeus a suspender a sua utilização devido a preocupações sobre uma possível ligação a coágulos de sangue.

A Agência Europeia de Medicamentos e a Organização Mundial da Saúde já reforçaram, na semana passada, que a vacina é segura e eficaz, e que os benefícios superam quaisquer riscos.

Perante os pareceres positivos, alguns países já anunciaram que vão retomar a administração, no entanto, a confiança na segurança da vacina foi abalada.

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