Países estão a perder 427 mil milhões todos os anos graças a evasões fiscais

A cada ano, os países perdem 427 mil milhões de dólares (quase 360 mil milhões de euros) em receitas e a culpa é das multinacionais e dos indivíduos mais ricos.

Executive Digest

A cada ano, os países perdem 427 mil milhões de dólares (quase 360 mil milhões de euros) em receitas e a culpa é das multinacionais e dos indivíduos mais ricos que arranjam formas de fugir ou contornar os impostos. A conclusão é de um estudo levado a cabo pela The Tax Justice Network, que garante apresentar, pela primeira vez, dados sobre a extensão dos recursos perdidos graças à evasão fiscal.

De acordo com a análise, reportada pelo The Guardian, mais de metade das perdas dizem respeito a empresas que desviam 1,38 biliões de dólares (quase 1,2 biliões de euros) em lucros dos países onde o dinheiro é gerado. Transferem-no para paraísos fiscais, onde os impostos são mais baixos ou mesmo inexistentes.

O montante restante diz respeito a indivíduos particulares, que pagaram menos 182 mil milhões de dólares (153 mil milhões de euros) em impostos do que deviam. Como? Guardando mais de 10 biliões de dólares (8,4 biliões de euros) em activos financeiros offshore.

Perante os dados reunidos, a The Tax Justice Network apela aos membros do G20, que irão reunir este fim-de-semana, para que criem medidas mais duras no sentido de impedir cenários de evasão fiscal como estes. A rede sugere, por exemplo, que as multinacionais sejam obrigadas a divulgar os respectivos resultados líquidos país a país. Desta forma, seria mais fácil identificar infractores, tando do lado das empresas como dos paraísos fiscais.

Ilhas Caimão (16,5%), Reino Unido (10%), Holanda (8,5%), Luxemburgo (6,5%) e EUA (5,5%) são os principais responsáveis pelo dinheiro perdido pela generalidade dos países.

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«Um sistema de impostos global que perde mais de 427 mil milhões de dólares por ano não é um sistema estragado, é um sistema programado para falhar», comenta Alex Cobham, CEO da Tax Justice Network. Citado pela mesma publicação, indica que, sob pressão, os governos têm desenhado os sistemas de impostos de modo a darem prioridade às emrpesas e indivíduos mais ricos em vez terem em consideração das necessidades da sociedade.

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