Arranca esta quinta-feira uma cimeira de países árabes, na Arábia Saudita, para definirem uma resposta ao plano do presidente americano, Donald Trump, de deslocar a população da Faixa de Gaza: vão estar presentes os líderes da Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Jordânia, bem como a Autoridade Palestiniana, para examinar “em profundidade o plano de Trump e elaborar uma resposta árabe” e sublinhar a rejeição de qualquer “deslocação dos habitantes de Gaza e da sua transferência” para fora deste território.
“É possível que a Palestina seja convidada para a reunião para discutir o quadro geral da proposta (egípcia) que será apresentada à cimeira árabe”, salientou Hossan Zaki, secretário-geral assistente da Liga Árabe.
O Egito disse no início deste mês que sediará uma cimeira árabe de emergência a 27 de fevereiro após uma proposta controversa do presidente dos EUA, Donald Trump, de assumir o controlo de Gaza e deslocar os palestinianos para desenvolver o enclave no que chamou de “Riviera do Médio Oriente”.
A cimeiraa tem como objetivo “formular uma posição árabe coesa, sólida e forte sobre a questão palestiniana em geral, rejeitar o plano de deslocamento que foi uma ideia israelita e adotada pelo Governo dos EUA, e apresentar uma proposta árabe geral que se oponha a essa proposta americana”, disse Zaki.
O plano de Trump para o reassentamento palestiniano foi rejeitado pelo mundo árabe e por muitas outras nações, que dizem que isso equivale a uma limpeza étnica.
A ideia polémica surgiu durante o acordo de cessar-fogo que entrou em vigor em Gaza a 19 de janeiro, interrompendo a guerra de Israel, que matou quase 48.300 palestinos, a maioria mulheres e crianças, e deixou o enclave em ruínas.









