País europeu da NATO próximo da Ucrânia regista fuga ‘silenciosa’ de soldados: ameaça russa será a principal razão

Tendência intensificou-se recentemente como resultado do conflito na Ucrânia e da maior possibilidade de alguns países europeus mobilizarem tropas para campanhas militares

Executive Digest
Março 17, 2025
10:45

A atual instabilidade geopolítica na Europa levou a um aumento de pedidos de objeção de consciência na Alemanha desde janeiro de 2024, apontou esta segunda-feira a publicação ‘HuffPost’, segundo dados do Escritório Federal de Assuntos da Família e Sociedade Civil (BAFzA) relatado à ‘RedaktionsNetzwerk Deutschland’ (RND).

De acordo com a publicação, apenas em 2024 foram processados 2.241 pedidos, mais do dobro dos 1.079 pedidos processados em 2023: a tendência ‘explodiu’ em 2025, com as autoridades a registar 433 pedidos – se o ritmo continuar, deverá traduzir-se em até 2.600 até ao final do ano.

A tendência intensificou-se recentemente como resultado do conflito na Ucrânia e da maior possibilidade de alguns países europeus mobilizarem tropas para campanhas militares. No caso alemão, as petições de objeção de consciência tornaram-se o principal recurso usado por centenas de militares para se ‘removerem’ de possível destacamentos.

Assim, os dados são claros: do início de junho de 2024 até dezembro, houve mais de 1.300 inscrições (79 de militares, 720 de reservistas e 625 de não conscritos), enquanto até fevereiro de 2025, já haviam sido feitas 29 inscrições de soldados, 241 de reservistas e 163 de suboficiais.

Michael Schulze von Glaßer, diretor político da Sociedade Alemã pela Paz – Resistentes Unidos à Guerra (DFG-VK), salientou tratar-se de um sinal muito positivo. “É encorajador que mais pessoas estejam a abordar a questão da objeção de consciência. Isso mostra que a preocupação na sociedade está a crescer”, observou.

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