Painéis solares flutuantes podem valer 9,5 mil milhões de euros até 2030 mas têm um segredo poluente… exceto o do Alqueva

Há cerca de um ano, em maio de 2021, foi avançado que a construção do parque com 12 mil painéis solares da EDP na albufeira do Alqueva iria arrancar.

O projeto, que implicava na altura um investimento na ordem dos 4 milhões de euros, tinha uma produção anual prevista de 7GWh e a expectativa era de que abastecesse o equivalente a 25% dos consumidores da região de Portel e Moura, segundo a empresa divulgou em comunicado na altura.

O projeto da EDP no Alqueva tem uma diferença em relação aos outros painéis solares flutuantes: a inexistência de plástico.

Em comparação com os painéis solares normais que vemos em montanhas, desertos e telhados, o site ‘Fast Company’ explica que têm instalações com custos mais elevados, mas mais vantagens: não usam terra, demostram taxas de eficiência 16% superiores devido à água, que mantém os painéis frescos, para além de ajudarem na poupança de água para energia hidrelétrica, quando instalados em barragens.

No entanto, são fixados em boias plásticas ocas que ficam ancoradas no fundo do lago ou da barragem onde estão inseridos, boias essas que precisam de gás natural ou petróleo para serem produzidas.

O painel flutuante do Alqueva apresenta “boias” de plástico reciclado e cortiça desenvolvido pela Corticeira Amorim.

“O novo flutuador fotovoltaico fabricado com este novo compósito, para além da incorporação da cortiça, irá também substituir parte do plástico virgem utilizado nos flutuadores convencionais, por plástico reciclado”, disse a empresa em comunicado.

“A EDP acredita que, com esta combinação mais sustentável, o projeto solar flutuante possa alcançar uma redução de, pelo menos, 30% da pegada de CO2 (será elaborado um estudo de análise de ciclo de vida – Life Cycle Assessment – para validação quer deste pressuposto, quer para análise da exequibilidade de metas mais ambiciosas para o futuro)”, acrescenta.

Dados do estudo Precedence Research mostram que em 2021, o mercado solar flutuante chegou a uma avaliação de 2,5 mil milhões de dólares (cerca de 2,3 mil milhões de euros) e a previsão é para que supere os 10 mil milhões de dólares (cerca de 9,5 mil milhões de euros) até 2030.

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