Um padre do estado norte-americano de Rhode Island deu uma entrevista que está a causar polémica. Richard Bucci é um acérrimo defensor da penalização do aborto e acredita mesmo que esta opção é pior do que o abuso de crianças: «A pedofilia não mata ninguém, mas isto [o aborto] sim», afirmou o pároco à estação televisiva local WJAR.
Segundo indica o jornal The Guardian, o comentário de Richard Bucci chega depois de o padre ter proibido 44 legisladores de comungar. A lista foi elaborado com base no facto de serem a favor de a mulher poder escolher o que faz com o seu corpo.
A mesma publicação indica que a lista inclui legisladores que votaram a favor o Reproductive Privacy Act, lei que propõe a transposição para o direito estatal da decisão de 1973 do Tribunal Supremo relativamente à legalização do aborto.
Here’s a photo of the notice received by lawmakers including @repmcentee33 pic.twitter.com/diBYuAVod9
— Ian Donnis (@IanDon) January 31, 2020
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Mas a comunhão não é o único acto do qual estas 44 pessoas estão banidas. Richard Bucci proibiu também a sua participação em casamentos, leituras em funerais e a possibilidade de assumirem o papel de padrinhos.
«Quando diz que a pedofilia não mata pessoas, bem, ele claramente não entende», afirma Carol Hagan McEntee, representante democrata que promulgou uma lei que alarga o prazo de prescrição em casos de abuso de menores e cuja irmã mais velha foi molestada na mesma igreja que agora Richard Bucci supervisiona. Carol Hagan McEntee faz parte da lista afixada pelo padre e afirma ter sido expulsa do funeral de um familiar.
A democrata garante que algumas pessoas morrem na sequência de casos de pedofilia. «As vozes magoadas que ouvi – eles roubaram-lhe as suas infâncias. Eles praticamente destruíram as suas vidas. E aquelas que ainda ouvimos são dos sortudos que continuam vivos; que não morreram de uma overdose ou suicídio.»












