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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Morreu o antigo autarca de Portel José Manuel Grilo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 13:15:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O antigo presidente da Câmara de Portel José Manuel Grilo morreu na sexta-feira à noite, aos 65 anos, revelou hoje este município do distrito e Évora, que decretou três dias de luto municipal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O antigo presidente da Câmara de Portel José Manuel Grilo morreu na sexta-feira à noite, aos 65 anos, revelou hoje este município do distrito e Évora, que decretou três dias de luto municipal.</P><br />
<P>Fonte familiar indicou à agência Lusa que José Manuel Grilo sofreu uma paragem cardiorrespiratória na noite do dia 24 de junho e encontrava-se, desde então, nos cuidados intensivos do Hospital do Espírito Santo de Évora</P><br />
<P>Numa nota de pesar publicada na sua página de Internet, consultada pela Lusa, a autarquia indicou que &#8220;é com o mais profundo sentimento de pesar que o Município de Portel comunica o falecimento&#8221; do antigo presidente do município José Manuel Clemente Grilo.</P><br />
<P>Economista de profissão e com &#8220;profunda vocação para o serviço público, o Dr. José Manuel Clemente Grilo dedicou a sua vida ao desenvolvimento e bem-estar do concelho de Portel&#8221;, realçou a câmara.</P><br />
<P>Serviu o município &#8220;de forma exemplar ao longo de quase três décadas, tendo liderado com distinção os destinos do concelho como presidente da Câmara Municipal de Portel nos últimos 12 anos, depois de ter desempenhado as funções de vice-presidente durante quatro mandatos. Atualmente mantinha o seu compromisso cívico e político como membro em funções da Assembleia Municipal de Portel&#8221;, lê-se na nota de pesar.</P><br />
<P>&#8220;A sua integridade, capacidade de liderança, dedicação e proximidade com as populações deixam uma marca indelével na história e no coração de todos os portelenses. O seu legado continuará a ser uma referência de nobreza no exercício da causa pública&#8221;, adiantou a autarquia.</P><br />
<P>A Câmara de Portel, &#8220;nesta hora de imensa dor, endereça as mais sentidas condolências à família e amigos, associando-se ao luto de todo o concelho&#8221;.</P><br />
<P>O corpo fica em câmara ardente na igreja Matriz, em Portel, durante o dia de hoje, e as cerimónias fúnebres realizam-se no domingo, a partir das 10:00, seguindo para o cemitério local onde será sepultado.</P><br />
<P>&#8220;Como justa homenagem à sua memória e ao inestimável serviço prestado à nossa comunidade, o Município decreta tês dias de Luto Municipal, com a bandeira do Município hasteada a meia haste nos edifícios públicos do concelho&#8221;.</P><br />
<P>Também o Partido Socialista de Portel manifestou o seu &#8220;profundo pesar&#8221; pela morte de José Manuel Grilo, que &#8220;ao longo de várias décadas exerceu com muita dedicação, empenho e determinação, as funções de presidente de Câmara Municipal de Portel, vice-presidente e membro da Assembleia Municipal, tendo sempre representado o Partido Socialista neste período de tempo, dedicando grande parte da sua vida ao serviço público e ao concelho de Portel&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O PS de Portel e todos os seus militantes apresentam as sentidas condolências à sua família e aos amigos, manifestando-lhes a sua solidariedade neste momento de dor e de perda&#8221;, adiantou.</P><br />
<P></P><br />
<P>TCA/SM // MAG</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785548]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: mais de 100 bombeiros e 45 veículos de Espanha no apoio aos fogos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 13:08:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de uma centena de bombeiros e 45 veículos de Espanha chegaram a Portugal na sexta-feira para combater os incêndios, em coordenação com o Mecanismo de Proteção Civil da UE, disse hoje a Comissão Europeia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Mais de uma centena de bombeiros e 45 veículos de Espanha chegaram a Portugal na sexta-feira para combater os incêndios, em coordenação com o Mecanismo de Proteção Civil da UE, disse hoje a Comissão Europeia.</P><br />
<P>&#8220;Para ajudar o país a enfrentar os incêndios florestais de grandes proporções, três aeronaves de combate a incêndios da rede rescEU, provenientes de Itália e de Espanha, já estão a caminho&#8221; de Portugal, estando a chegada prevista para hoje, disse à Lusa fonte oficial da Comissão Europeia.</P><br />
<P>Ao mesmo tempo, &#8220;118 bombeiros e 45 veículos provenientes de Espanha chegaram ao local ontem à noite, apenas algumas horas após a ativação do mecanismo&#8221;, referiu.</P><br />
<P>A rede rescEU faz parte do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia (UE), funcionando como uma reserva estratégica de meios para dar resposta a situações de emergência que são coordenadas pelo instrumento europeu quando um país faz um pedido de ajuda.</P><br />
<P>Espanha disponibilizou na sexta-feira um de dois aviões Canadair solicitados por Portugal no âmbito do acordo de assistência existente entre os dois países, ativado preventivamente em paralelo com o mecanismo da UE.</P><br />
<P>O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou na sexta-feira que Portugal acionou o mecanismo europeu e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos para reforçar o dispositivo de combate aos incêndios.</P><br />
<P>O mecanismo europeu ajuda os Estados-membros e países terceiros à UE a dar resposta a emergências, como incêndios, crises sanitárias ou conflitos.</P><br />
<P>Quando um país faz um pedido de assistência, o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência mobiliza o destacamento de apoio através de uma ligação direta com as autoridades nacionais de proteção civil.</P><br />
<P>&#8220;A solidariedade da UE encontra-se em curso e continuará presente durante todo o verão&#8221;, reforçou fonte da Comissão Europeia.</P><br />
<P></P><br />
<P>PCT/TA (MCA) // MAG</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785547]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Moçambique recebe mais 65 nacionais vítimas de xenofobia na África do Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 13:08:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Moçambique recebe hoje mais 65 cidadãos nacionais repatriados da vizinha África do Sul, vítimas de ataques xenófobos, anunciou o Governo que tem registo de mais 48 pessoas que manifestaram, nas representações diplomáticas, o desejo de regressar ao país. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Moçambique recebe hoje mais 65 cidadãos nacionais repatriados da vizinha África do Sul, vítimas de ataques xenófobos, anunciou o Governo que tem registo de mais 48 pessoas que manifestaram, nas representações diplomáticas, o desejo de regressar ao país. </P><br />
<P>Num comunicado do Gabinete de Informação de Moçambique (Gabingo), divulgado hoje, refere-se que mais cidadãos moçambicanos regressam ao país na sequência da violência anti-imigrantes na África do Sul, estando prevista a chegada, na tarde de hoje, de mais 65 cidadãos, incluindo 14 provenientes de Witbank, na província de Mpumalanga, &#8220;no quadro das ações de apoio e repatriamento em curso&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Na província do Cabo Ocidental, as autoridades locais notificaram a missão consular de Moçambique na cidade do Cabo sobre a presença de 48 cidadãos moçambicanos, incluindo quatro crianças, que manifestaram intenção de regressar ao país&#8221;, avança o órgão.</P><br />
<P>O Gabinfo afirma que os cidadãos continuam a ser acolhidos no Alto Comissariado de Moçambique em Pretória, incluindo os provenientes de Joanesburgo, Pretória, Gauteng e outras localidades.</P><br />
<P>&#8220;Prossegue o processo de assistência e repatriamento de cidadãos moçambicanos afetados pelos atos de intimidação e violência contra imigrantes em várias províncias da República da África do Sul&#8221;, refere o Gabinfo. </P><br />
<P>Em Gauteng, a cidadã moçambicana que deu à luz nas instalações do Alto Comissariado, na quarta-feira, teve alta hospitalar e encontra-se, com o recém-nascido, &#8220;em boas condições de saúde&#8221;, com as autoridades a acompanharem o caso e a prestar a assistência necessária à mãe e ao bebé, conforme indica o Gabinfo.</P><br />
<P>&#8220;Continuam, igualmente, a ser registadas situações de vulnerabilidade envolvendo cidadãos moçambicanos que perderam abrigo ou foram retirados dos seus locais de trabalho, em consequência do agravamento das ações de perseguição e das operações de controlo migratório&#8221;, avança a instituição.</P><br />
<P>Os episódios de violência contra estrangeiros levaram o Governo moçambicano a reforçar a assistência consular e as operações de repatriamento dos cidadãos afetados, mantendo o acompanhamento da situação através das representações diplomáticas e consulares na África do Sul.</P><br />
<P>Manifestantes anti-imigração sul-africanos fizeram um ultimato até 30 de junho, terça-feira, para todos os estrangeiros abandonarem o país e o Governo da África do Sul anunciou nos últimos dias restrições às políticas migratórias e o reforço da segurança.</P><br />
<P>O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, reconheceu na quarta-feira o agravamento da xenofobia na África do Sul, na sequência de incidentes violentos envolvendo cidadãos moçambicanos, e garantiu existirem condições logísticas para o repatriamento e acolhimento das vítimas.</P><br />
<P>Pelo menos 283 moçambicanos foram agredidos, viram as suas casas incendiadas e bens vandalizados na última vaga de ataques xenófobos na África do Sul, avançou no mesmo dia o Governo de Moçambique, que tenta assegurar assistência e o repatriamento.</P><br />
<P>No dia seguinte, o Presidente moçambicano disse que 38 cidadãos moçambicanos residentes legalmente na África do Sul foram agredidos e expulsos das suas casas em ataques xenófobos.</P><br />
<P>Moçambique tem cerca de 300.000 cidadãos residentes na África do Sul. A Presidência indicou, em comunicado, que &#8220;milhares&#8221; já regressaram ao país face à violência.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785546]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Teerão nomeia novo chefe da Marinha da Guarda Revolucionária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 13:02:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Irão nomeou hoje o almirante Ali Ozmaei como novo comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, força de elite que procura manter o controlo do estreito de Ormuz, num contexto de tensão com os Estados Unidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Irão nomeou hoje o almirante Ali Ozmaei como novo comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, força de elite que procura manter o controlo do estreito de Ormuz, num contexto de tensão com os Estados Unidos.</P><br />
<P>Segundo a agência iraniana DefaPress, ligada a organizações de defesa do país, Ozmaei foi nomeado para o cargo depois de ter comandado a Quinta Região Naval da Guarda Revolucionária, que abrange as ilhas iranianas de Qeshm e Kish, no golfo Pérsico.</P><br />
<P>O almirante sucede a Alireza Tangsiri, anterior comandante das forças navais da Guarda Revolucionária, que morreu num ataque aéreo norte-americano-israelita durante a guerra, em março, e a quem Telavive atribuiu a responsabilidade pelo encerramento, por parte de Teerão, do estratégico estreito de Ormuz durante o conflito.</P><br />
<P>Na sua primeira mensagem como comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, e por ocasião do segundo dia das cerimónias fúnebres do líder supremo iraniano Ali Khamenei, descrito no texto como tendo sido assassinado, Ozmaei afirmou que a &#8220;vingança divina&#8221; contra os Estados Unidos e Israel &#8220;não está longe&#8221;.</P><br />
<P>Acrescentou que os membros da força naval e os &#8220;guardiões do estratégico estreito de Ormuz&#8221; continuarão &#8220;com firmeza e determinação&#8221; o caminho de Khamenei, que, segundo o texto, morreu no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro.</P><br />
<P>O Irão anunciou a reabertura da navegação no estratégico estreito de Ormuz no âmbito do memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos para pôr termo à guerra, mas continua a defender que os navios que pretendam atravessar aquela via marítima devem fazê-lo mediante autorização de Teerão e pelas rotas por este definidas.</P><br />
<P>Nas últimas semanas, as tensões entre Teerão e Washington voltaram a intensificar-se, com ataques iranianos contra vários navios e bombardeamentos norte-americanos contra alvos militares na costa sul do Irão, no quadro da disputa pelo controlo do estreito de Ormuz.</P><br />
<P>Na sequência desses confrontos, as duas partes realizaram esta semana negociações indiretas no Qatar para discutir o memorando de entendimento assinado em 17 de junho com vista ao fim da guerra.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785545]]></sapo:autor>
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		<title>Usa protetor solar? Há uma zona que quase toda a gente esquece — e pode fazer diferença durante décadas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/usa-protetor-solar-ha-uma-zona-que-quase-toda-a-gente-esquece-e-pode-fazer-diferenca-durante-decadas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 13:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[A recomendação é simples, mas muitas vezes ignorada. A pele do pescoço está regularmente exposta ao sol, tal como o rosto, as orelhas, o decote, os braços e as mãos. Ainda assim, é comum que a aplicação de protetor solar termine no queixo, deixando de fora uma área particularmente vulnerável ao fotoenvelhecimento]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O protetor solar costuma entrar na rotina pelo rosto. É aí que muitas pessoas o aplicam de manhã, antes de sair de casa, ou reforçam durante os dias de praia. Mas há uma zona que fica frequentemente esquecida e que também está exposta aos mesmos raios ultravioleta: o pescoço.</p>
<p>A recomendação é simples, mas muitas vezes ignorada. A pele do pescoço está regularmente exposta ao sol, tal como o rosto, as orelhas, o decote, os braços e as mãos. Ainda assim, é comum que a aplicação de protetor solar termine no queixo, deixando de fora uma área particularmente vulnerável ao fotoenvelhecimento.</p>
<p>Segundo a &#8216;IFLScience&#8217;, a exposição solar pode ter um efeito profundo na pele porque os raios ultravioleta conseguem penetrar nas suas camadas e danificar as células. O envelhecimento natural, provocado apenas pela passagem do tempo, é conhecido como envelhecimento cronológico. Já o envelhecimento associado à exposição solar chama-se fotoenvelhecimento.</p>
<p><strong>Envelhecer pelo tempo não é o mesmo que envelhecer pelo sol</strong></p>
<p>A diferença é importante. Todos envelhecemos com a idade, mas a pele exposta ao sol tende a envelhecer de forma mais marcada. Por isso, zonas como rosto, pescoço, braços e mãos podem apresentar sinais diferentes das áreas que passam a maior parte do tempo protegidas pela roupa.</p>
<p>O problema não é apenas estético. O sol pode contribuir para manchas, rugas, perda de elasticidade e alterações visíveis da pele, mas também pode provocar danos no ADN das células cutâneas. Com o tempo, esses danos podem acumular-se e aumentar o risco de mutações associadas a alguns cancros da pele.</p>
<p><strong>Quando envelhecimento e cancro andam lado a lado</strong></p>
<p>Num comentário publicado em 2021 no Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, o dermatologista Christian Posch, especialista em investigação sobre cancro da pele, defendeu que há uma ligação relevante entre os mecanismos do envelhecimento e os mecanismos que favorecem o desenvolvimento de cancro.</p>
<p>A ideia não significa que seja possível eliminar o risco apenas com protetor solar. Mas reforça um ponto essencial: reduzir o dano solar não é só uma questão de aparência. Pode também ser uma forma de diminuir a exposição a um fator de risco conhecido.</p>
<p><strong>A zona esquecida da rotina diária</strong></p>
<p>O pescoço é um dos exemplos mais claros deste esquecimento. Está exposto durante grande parte do ano, sobretudo em dias de calor, roupa aberta ou caminhadas ao ar livre, mas raramente recebe a mesma atenção que o rosto. O mesmo acontece com o decote, as orelhas e a parte superior das mãos.</p>
<p>A recomendação prática é prolongar a aplicação. Em vez de parar no rosto, o protetor deve descer até ao pescoço e, sempre que necessário, ao decote. Em dias de exposição prolongada, a reaplicação também é importante, sobretudo depois de transpirar, nadar ou permanecer várias horas ao ar livre.</p>
<p><strong>Não é apenas um cuidado de verão</strong></p>
<p>Outro erro comum é associar protetor solar apenas à praia ou às férias. A radiação ultravioleta não desaparece nos dias menos quentes e pode acumular danos ao longo de anos. Por isso, os dermatologistas insistem cada vez mais numa proteção diária, sobretudo nas zonas que ficam habitualmente descobertas.</p>
<p>A mensagem é menos dramática do que parece: não é preciso transformar a rotina num ritual complexo. Basta lembrar que a pele não termina no rosto. Se o pescoço fica ao sol, também deve ser protegido.</p>
<p>No fim, a lição é direta. Usar protetor solar no rosto é importante, mas pode não chegar. O pescoço, tantas vezes esquecido, também envelhece, também acumula danos e também precisa de defesa. Da próxima vez que aplicar protetor, a regra é simples: não pare no queixo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784933]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Montenegro felicita EUA e destaca &#8220;fortes laços humanos, culturais e económicos&#8221; com Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 12:56:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro, Luís Montenegro, felicitou hoje os Estados Unidos da América por ocasião do 250.º aniversário da independência daquele país, destacando os "fortes laços humanos, culturais e económicos" que unem "as duas margens do Atlântico".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro, Luís Montenegro, felicitou hoje os Estados Unidos da América por ocasião do 250.º aniversário da independência daquele país, destacando os &#8220;fortes laços humanos, culturais e económicos&#8221; que unem &#8220;as duas margens do Atlântico&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Felicito vivamente os EUA pelos seus 250 anos de independência. Ao longo de uma História comum, que foi também construída com o contributo da numerosa comunidade portuguesa e lusodescendente, os EUA desempenharam um papel fundamental no mundo e na defesa dos valores que continuam a unir-nos, como a liberdade, a democracia e a prosperidade&#8221;, lê-se numa publicação na conta oficial do chefe do executivo português na rede social &#8216;X&#8217;.</P><br />
<P>No texto, Luís Montenegro destaca que Portugal foi um dos primeiros países a reconhecer a independência dos EUA e, juntamente com os norte-americanos, é um dos membros fundadores da NATO &#8212; que realiza a sua próxima cimeira terça e quarta-feira, em Ancara, capital da Turquia.</P><br />
<P>&#8220;Firme defensor da comunidade transatlântica&#8221;, escreveu Montenegro, &#8220;Portugal celebra assim estes dois séculos e meio de história comum com uma perspetiva de futuro alicerçada nos fortes laços humanos, culturais e económicos que unem as nossas duas margens do Atlântico&#8221;.</P><br />
<P>O primeiro-ministro finaliza a mensagem desejando &#8220;ao povo amigo norte-americano&#8221;, ao Presidente Donald Trump e &#8220;a todos os portugueses e lusodescendentes que vivem nos EUA&#8221;, um &#8220;feliz Dia da Independência&#8221;. </P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785544]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Calor: Bastonário da Ordem dos Médicos diz que a mensagem é de tranquilidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 12:50:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Ordem dos Médicos (OM) reuniu-se na sexta-feira com todos os diretores clínicos do país devido à onda de calor que está a afetar Portugal Continental e a mensagem que foi transmitida é de tranquilidade.</P><br />
<P>&#8220;As várias instituições nomeadamente as de saúde têm os seus planos de contingência, têm reforço, tem previsibilidade para este período e, nomeadamente aqui [Castelo Branco] e também de outros locais do país foi-nos reportado que estão preparados. E estão preparados não propriamente este ano e neste momento. Já conhecem o impacto do calor neste período do ano&#8221;, afirmou o bastonário da OM.</P><br />
<P>Carlos Cortes falava hoje em conferência de imprensa, após visitar o Centro de Atendimento Complementar de Proença-a-Nova e o Hospital Amato Lusitano (HAL) de Castelo Branco para apurar no terreno o impacto da onda de calor na atividade clínica e avaliar a resposta e as necessidades e medidas prioritárias para reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS).</P><br />
<P>Este responsável informou que se reuniu na sexta-feira com todos os diretores clínicos do país para abordar a questão da onda de calor e os cuidados a desenvolver: &#8220;A mensagem que me foi transmitida é uma mensagem de tranquilidade&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Aqui na urgência [do Hospital Amato Lusitano], até este momento, não há propriamente um aumento de episódios de urgência relacionados com o calor&#8221;, disse.</P><br />
<P>O bastonário deixou alguns alertas, sobretudo relacionados com os lares de idosos e pessoas que se encontram isoladas.</P><br />
<P>&#8220;As pessoas isoladas, sobretudo idosos, não só nas aldeias mas também nas grandes cidades e muitas vezes essas pessoas, não tem rede de apoio. Muitas vezes, só tardiamente em situações graves de descompensação é que recorrem aos cuidados de saúde&#8221;.</P><br />
<P>A segunda mensagem que também preocupa a OM está relacionada com os lares.</P><br />
<P>&#8220;Os lares têm de ter refrigeração, ar condicionado e cuidados adicionais e sabemos que, infelizmente, muitos não têm enfermeiros e médicos em permanência e tem de haver aqui uma atenção especial e redobrada&#8221;, vincou.</P><br />
<P>Carlos Cortes deixou ainda uma mensagem de reconhecimento e de gratidão a todos os profissionais nomeadamente os de saúde, sobretudo dirigida à área da saúde pública, &#8220;onde tem sido feito um extraordinário trabalho&#8221;. &#8220;Tem sido extremamente ativa e determinante para o êxito da resposta que estamos a dar&#8221;.</P><br />
<P>Questionado sobre o número de mortes anuais devido ao calor, o bastonário foi taxativo em afirmar que se a OM percebesse que as coisas não eram feitas de forma adequada ele próprio estaria a apontar as falhas.</P><br />
<P>&#8220;Mas também entendemos que é o momento de estarmos unidos e no final a OM fará um balanço&#8221;, frisou.</P><br />
<P>Este responsável disse ainda que é necessário parar de fazer planos de contingência e sazonais diferentes todos os anos.</P><br />
<P>&#8220;Obviamente, perante as mudanças que existem podem ser atualizados num ou outro ponto, mas temos de ter aqui uma base constante e permanente&#8221;, disse.</P><br />
<P>Carlos Cortes deixou ainda uma sugestão de antecipação.</P><br />
<P>&#8220;Não podemos estar no início de julho a elaborar um plano sazonal. O plano já deveria ter sido preparado há mais tempo para que as Unidades Locais de Saúde (ULS), com tempo, pudessem adquirir os recursos de que necessitam para cumprir esse plano. Felizmente muitas ULS e esta [Castelo Branco] é um exemplo, anteciparam-se e programaram&#8221;, sustentou.</P><br />
<P>Relativamente aos recursos humanos, considerou que é o &#8220;grande problema&#8221; do SNS e não só nesta altura do ano, em que a falta de recursos se intensifica devido ao período de férias.</P><br />
<P>&#8220;Cabe ao Ministério da Saúde, anual e permanentemente, construir os mecanismos adequados para o SNS. A OM entregou um documento de 25 medidas para a atratividade do SNS. Enquanto isso não for levado a sério e não houver medidas concretas para atrair os médicos e outros profissionais de saúde para o SNS vamos ter sempre estas dificuldades&#8221;, vincou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785543]]></sapo:autor>
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		<title>José Luís Carneiro exige que Montenegro peça desculpa por situação dos exames</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 12:32:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, exigiu hoje um pedido de desculpas ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, pela &#8220;situação absolutamente grave&#8221; relacionada com as falhas na segunda fase dos exames nacionais.</P><br />
<P>&#8220;Quero referir-me à situação absolutamente grave que tem a ver com os exames dos alunos que querem concorrer ao ensino superior. O Ministro da Educação e o Governo permitiram que se instalasse o caos nas escolas e, mais grave do que isso, o ministro faltou à sua responsabilidade na Assembleia da República, porque procurou esconder a gravidade do que estava a passar&#8221;, criticou José Luís Carneiro.</P><br />
<P>O secretário-geral dos socialistas falava à chegada ao 22.º Congresso da Federação Distrital do Porto do PS, comentando a decisão anunciada sexta-feira pelo Ministério da Educação de que a divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido às falhas da avaliação eletrónica, havendo ainda professores sem receber os itens das provas para corrigir.</P><br />
<P>No final do mês, Carneiro já havia exigido explicações e, hoje, subiu de tom nas críticas ao Governo, que acredita ter procurado &#8220;culpar os diretores das escolas e os professores, mostrando total insensibilidade com o que se está a passar com os jovens e com as famílias&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Eu, se fosse primeiro-ministro, nesta altura já tinha vindo pedir desculpa às famílias portuguesas&#8221;, sentenciou.</P><br />
<P>Criticando o &#8220;caos instalado num dos momentos mais vitais da vida das famílias&#8221;, Carneiro criticou a &#8220;declaração de gravidade imensa&#8221; do ministro da Educação, Fernando Alexandre, ouvido sexta-feira no Parlamento, que no seu entender &#8220;culpou os pais pelo facto de terem programado as suas férias&#8221;, quando estes o fazem &#8220;contando que o Governo cumpra o seu dever&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Isto é de uma grande gravidade e eu exijo ao primeiro-ministro que peça desculpa às famílias, que peça desculpa aos professores e que peça desculpa às escolas deste país&#8221;, reforçou.</P><br />
<P>Numa curta declaração à chegada ao congresso, que decorre em Vila do Conde, manifestou ainda &#8220;solidariedade e apoio a todos os esforços que estão a ser feitos por parte das forças e serviços de segurança, os bombeiros portugueses, às populações&#8221;, dada a situação de calor extremo e de incêndios no país.</P><br />
<P>Sem se alongar no tema, e entrando rapidamente após uma declaração quase totalmente focada na questão dos exames, posicionou o PS &#8220;ao lado daqueles que estão a passar por momentos muito difíceis&#8221;, dos incêndios à situação dos exames, à qual voltou.</P><br />
<P>&#8220;É importante que o primeiro-ministro explique que empresa é que assumiu estas responsabilidades, que está a falhar tanto em momentos tão cruciais da vida coletiva&#8221;, atirou.</P><br />
<P>O ministro da Educação, Ciência e Inovação justificou, na sexta-feira, as alterações ao calendário de exames com as falhas no processo informático que levou a que alguns docentes não tivessem ainda recebido as provas para avaliar, esperando não ser preciso voltar a fazer ajustes.</P><br />
<P>&#8220;Ainda falta uma parte do processo que está a ser robustecido, mas há sempre alguma incerteza. Mas o foco é cumprir o calendário, que foi concertado com o EDUQA e o Júri Nacional de Exames (JNE), que ontem [quinta-feira] nos enviou uma proposta por escrito. Discutimos com essas entidades e parece-nos que esta é a melhor forma de garantir o tal rigor num processo de avaliação&#8221;, disse Fernando Alexandre, à margem de um encontro em Guimarães.</P><br />
<P>Segundo a tutela, as candidaturas ao ensino superior deverão manter-se inalteradas, ou seja, arrancam a 20 de julho.</P><br />
<P>Em comunicado, o Ministério da Educação, Ciência e Educação lamentava já &#8220;eventuais transtornos&#8221; na vida dos alunos, das suas famílias, dos professores classificadores e das escolas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785542]]></sapo:autor>
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		<title>Segunda fase dos exames arranca em 20 de julho e resultados saem a 07 de agosto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 12:30:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A segunda fase dos exames do 9.º ano e do ensino secundário começa no dia 20 de julho, com as primeiras provas no dia 21, e os resultados serão divulgados em 07 de agosto, anunciou o Ministério da Educação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A segunda fase dos exames do 9.º ano e do ensino secundário começa no dia 20 de julho, com as primeiras provas no dia 21, e os resultados serão divulgados em 07 de agosto, anunciou o Ministério da Educação.</P><br />
<P>De acordo com o novo calendário publicado pelo EduQA (entidade responsável pelos exames), divulgado em comunicado pelo Ministério da Educação Ciência e Inovação (MECI), a segunda fase da avaliação externa arranca no dia 20 de julho, estando esse dia reservado para a preparação e organização das escolas.</P><br />
<P>Assim, as provas finais de ciclo do ensino básico (do 9.º ano) vão decorrer no dia 21, de Português, e no dia 23, de Matemática.</P><br />
<P>Quanto aos exames nacionais do ensino secundário, os alunos do 11.º ano fazem exames de Literatura Portuguesa, Economia A, História da Cultura e das Artes e de Latim no dia 21; de Matemática B e Matemática Aplicada às Ciências Sociais, bem como Filosofia, no dia 22; de Biologia e Geologia, História B, Geometria Descritiva A, e segundas línguas que não Inglês nem Português, no dia 23; e Física e Química A, Geografia e Inglês, no dia 24.</P><br />
<P>Relativamente aos alunos do 12.º ano, realizam os exames de Português no dia 21, o de Matemática, no dia 22, o de História A, no dia 23 e o de Desenho A no dia 24.</P><br />
<P>As pautas com os resultados da avaliação da segunda fase serão afixadas no dia 07 de agosto, a mesma data em que serão divulgados os resultados dos processos de reapreciação das provas da primeira fase.</P><br />
<P>Por seu lado, segundo o calendário, os resultados dos pedidos de reapreciação dos exames da segunda fase serão conhecidos em 28 de agosto.</P><br />
<P>As provas de equivalência à frequência do ensino básico e as provas de equivalência à frequência do ensino secundário seguem exatamente o mesmo calendário.</P><br />
<P>Na sexta-feira, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação anunciou o adiamento da divulgação dos resultados da primeira fase dos exames nacionais, inicialmente prevista para 14 de julho, para 17 de julho, fixando o dia 14 como data limite para a classificação das provas.</P><br />
<P>Na mesma altura foi anunciado também o adiamento da segunda fase dos exames, que começa na tarde de 20 de julho, em vez de 16 de julho, e termina no dia 24, em vez de dia 22, como inicialmente previsto.</P><br />
<P>A tutela justificou a decisão com as dificuldades informáticas registadas no processo de classificação eletrónica das provas, reconhecendo que ainda não estava concluída a distribuição de todos os itens pelos professores classificadores.</P><br />
<P>Segundo o MECI, o ajustamento do calendário era necessário para salvaguardar &#8220;o rigor e a qualidade do processo de classificação&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785541]]></sapo:autor>
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		<title>Há um vulcão na Antártida que cospe cristais de ouro — e os cientistas ainda não sabem bem porquê</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 12:00:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Lava, cinza, gases tóxicos e destruição fazem parte do imaginário de qualquer vulcão ativo. Mas há um, perdido no frio extremo da Antártida, que acrescenta um detalhe quase impossível]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Lava, cinza, gases tóxicos e destruição fazem parte do imaginário de qualquer vulcão ativo. Mas há um, perdido no frio extremo da Antártida, que acrescenta um detalhe quase impossível à lista: partículas microscópicas de ouro.</p>
<p>O protagonista desta história é o monte Erebus, na ilha de Ross, no mar de Ross, a cerca de 1.350 quilómetros do Polo Sul geográfico. É considerado o vulcão ativo mais austral do planeta e tem uma característica rara: um lago de lava permanente no interior da cratera. Segundo a &#8216;ScienceAlert&#8217;, é precisamente nos gases que escapam continuamente deste vulcão que os cientistas encontraram partículas microscópicas de ouro cristalino.</p>
<p>A descoberta não é nova, mas continua a soar a ficção científica. Um estudo publicado em 1991 na revista &#8216;Geophysical Research Letters&#8217; estimou que o Erebus liberta cerca de 80 gramas de ouro por dia, sob a forma de partículas minúsculas, capazes de se dispersar pela atmosfera e pelo gelo antártico.</p>
<p><strong>Ouro, sim — mas não uma fortuna à espera de ser apanhada</strong></p>
<p>Antes que a imaginação avance para expedições milionárias, convém travar. Não se trata de pepitas espalhadas na neve, nem de ouro recuperável de forma prática. As partículas são microscópicas, algumas com dimensão até cerca de 60 micrómetros, e foram detetadas no penacho do vulcão, no ar ambiente a grande distância e em amostras próximas da superfície.</p>
<p>A quantidade também é enganadora. O valor diário pode parecer curioso, mas está pulverizado por uma área enorme e em partículas demasiado pequenas para qualquer “caça ao tesouro” realista. O encanto da história não está na riqueza que promete, mas na estranheza geológica que revela.</p>
<p><strong>O único vulcão conhecido a fazer isto desta forma</strong></p>
<p>Traços de ouro em emissões vulcânicas não são inéditos. A &#8216;ScienceAlert&#8217; recorda que já foram detetados vestígios químicos em vulcões como o Kīlauea, no Havai, o Etna, em Itália, o Augustine, no Alasca, e o El Chichón, no México. O que torna o Erebus especial é a forma: partículas de ouro elementar, cristalino, libertadas pelo vulcão e encontradas a grande distância.</p>
<p>O artigo científico de 1991 descreve precisamente essa singularidade: apesar de o fluxo de ouro ser baixo em comparação com outros vulcões, o Erebus apresentou partículas cristalinas de ouro no penacho junto à cratera, no ar até 1.000 quilómetros do vulcão e em amostras próximas do solo.</p>
<p><strong>Como é que o ouro sai da lava?</strong></p>
<p>Essa é a pergunta que continua a intrigar os investigadores. O ouro puro não evapora como água numa chaleira: o seu ponto de ebulição é muito superior às temperaturas vulcânicas habituais. A hipótese mais provável é que o ouro viaje “à boleia” de compostos voláteis, sobretudo ligados ao cloro ou ao enxofre, presentes nos gases quentes do vulcão.</p>
<p>À medida que esses gases arrefecem, o ouro poderá separar-se dos compostos que o transportam e cristalizar, formando partículas microscópicas antes de cair sobre o gelo antártico. O próprio estudo de 1991 admite que o transporte em fase vapor, possivelmente como espécie clorada, pode ser um mecanismo relevante para explicar o fenómeno.</p>
<p><strong>Cristais quase perfeitos no gelo</strong></p>
<p>Quando os cientistas observaram as partículas ao microscópio eletrónico, não encontraram simples grãos irregulares. Segundo a &#8216;ScienceAlert&#8217;, as partículas surgiam como cristais facetados, geométricos, quase perfeitos, alguns recolhidos na neve perto do vulcão e outros no próprio penacho de gases.</p>
<p>É esta geometria que torna o Erebus tão estranho. Se o ouro está presente em quantidades tão pequenas nos gases vulcânicos, como é que consegue formar cristais tão definidos? A nucleação espontânea de cristais tão bem formados no ar não é uma explicação simples.</p>
<p><strong>Uma crosta dourada sobre o lago de lava?</strong></p>
<p>Uma hipótese alternativa, associada ao vulcanólogo Philip Kyle, do New Mexico Institute of Mining and Technology, sugere que o ouro pode formar-se de modo mais gradual numa crosta à superfície do lago de lava, sendo depois arrancado e transportado pelos gases ascendentes. A &#8216;ScienceAlert&#8217; nota que, mais de três décadas depois da descoberta, ainda não existe uma resposta fechada.</p>
<p>Pode ser a química do magma, a temperatura ambiente extrema, a configuração geológica do Erebus, a dinâmica do lago de lava ou uma combinação de todos estes fatores. Algo naquele vulcão antártico permite que o ouro se separe e viaje de uma forma que não foi documentada noutros vulcões.</p>
<p><strong>Um lago de lava que respira</strong></p>
<p>O Erebus é também um laboratório natural raro porque mantém atividade persistente e um lago de lava de longa duração. Estudos sobre o lago de lava Ray, no monte Erebus, descrevem um sistema em desgaseificação quase contínua, com pulsos periódicos e pequenas erupções estrombolianas ocasionais.</p>
<p>Essa atividade constante ajuda a explicar por que razão o vulcão é tão estudado. Não é apenas uma montanha de fogo no meio do gelo; é um sistema aberto, ativo, capaz de libertar gases e partículas de forma contínua para uma das regiões mais remotas do planeta.</p>
<p><strong>Uma história pequena, literalmente microscópica</strong></p>
<p>O paradoxo é esse: a história parece grandiosa, mas o ouro é quase invisível. O monte Erebus não está a cuspir barras douradas, nem a transformar a Antártida numa mina. Está a libertar partículas minúsculas, arrastadas pelo vento, pousadas no gelo e recolhidas por cientistas com instrumentos especializados.</p>
<p>Ainda assim, há algo irresistível nesta imagem: no lugar mais frio e remoto da Terra, um vulcão ativo ferve com lava incandescente e espalha poeira de ouro pelo ar. Não chega para enriquecer ninguém. Mas chega para lembrar que a geologia, quando quer, consegue parecer mitologia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784920]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Incêndios: Encosta da serra do Caramulo em Tondela com várias frentes &#8211; autarca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 11:45:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O incêndio que iniciou em Vouzela às 03:04 de quinta-feira está hoje com várias frentes ativas, sem populações em risco, na serra do Caramulo, em Tondela, disse à agência Lusa pelas 12:15 a presidente da Câmara local.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O incêndio que iniciou em Vouzela às 03:04 de quinta-feira está hoje com várias frentes ativas, sem populações em risco, na serra do Caramulo, em Tondela, disse à agência Lusa pelas 12:15 a presidente da Câmara local.</P><br />
<P>&#8220;Os meios estão posicionados para tentar controlar as frentes, que são várias. O incêndio não está controlado, o objetivo agora é tentar controlar as frentes, mas estamos sempre dependentes dos ventos&#8221;, disse à agência Lusa pelas 12:15 a presidente da Câmara de Tondela, Carla Antunes Borges.</P><br />
<P>Segundo a presidente de Tondela, no distrito de Viseu, &#8220;o incêndio evoluiu&#8221; na freguesia de São João do Monte, na encosta da serra do Caramulo, virada ao concelho de Vouzela, onde entrou nesta sexta-feira.</P><br />
<P>&#8220;Evolui na direção de Mansores, Almijofa, encostado ao limite do concelho entre Vouzela, Águeda e do concelho de Mortágua [Viseu], mas a entrar na serra do Caramulo, a direção é o Caramulo&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Segundo disse, &#8220;neste momento, há várias equipas no terreno, e meios aéreos, que são fundamentais e é bom que continuem a fazer combate&#8221; ao incêndio, &#8220;mas vai depender muito do vento, nas próximas horas, seja pela intensidade ou direção&#8221; que tomar.</P><br />
<P>&#8220;Para já, não há qualquer povoação em risco, não há nenhuma aldeia evacuada. Chegaram vários meios durante a noite para reforçar e, para já, não há risco, mas estamos sempre dependentes do vento&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Ao longo de sexta-feira, habitantes de mobilidade reduzida e mais vulneráveis de Matadegas e Mansores foram retirados de suas casas e a aldeia de Belazeima do Monte, foi evacuada, tudo localidades da freguesia de São João do Monte.</P><br />
<P>&#8220;Neste momento, há já alguma normalidade e as pessoas mais vulneráveis estão devidamente acompanhadas por a nossa equipa de intervenção social e psicológica&#8221;, disse.</P><br />
<P>Carla Antunes Borges adiantou ainda que &#8220;não há indicação de feridos nem de casas de primeira habitação ardidas&#8221;.</P><br />
<P>O incêndio de Vouzela, que começou às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro.</P><br />
<P>Segundo a Proteção Civil, na sexta-feira, registaram-se dois feridos graves. Um homem de 55 anos com queimaduras de segundo e terceiro grau, ao tentar apagar o fogo, e um outro de 34 anos sofreu um traumatismo craniano grave ao cair de uma carrinha particular que transportava água para combater o incêndio.</P><br />
<P>Há também três vítimas ligeiras a registar, dois bombeiros voluntários, devido ao fumo nos olhos, um da corporação de São Pedro do Sul e outra da de Vouzela. E ainda um civil de Águeda com queimaduras.</P><br />
<P>Na sexta-feira, este incêndio destrui totalmente uma fábrica em Vouzela de componentes de madeira, produtora de biomassa para produção de energia.</P><br />
<P>De acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS), ao início do dia de hoje, este incêndio contabilizava uma área ardida de 12.160 hectares, estando em expansão, já que permanece ativo há mais de 48 horas.</P><br />
<P>Os mais de 12.000 hectares contabilizados nos dias 02 e 03 de julho, correspondem a cerca de 17.000 campos relvados de futebol de 11.</P><br />
<P>Pelas 12:30, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) na internet indicava que estavam 1.161 operacionais no terreno, apoiados por 382 veículos e 12 meios aéreos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785540]]></sapo:autor>
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		<title>O Koenigsegg de milhões que parecia ter sido roubado por mercenários&#8230; vai afinal a leilão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 11:30:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um ex-piloto de Fórmula 1, um dos Koenigsegg mais raros do planeta, rumores sobre mercenários russos, alegações de roubo, Interpol e um valor acima dos 10 milhões de dólares]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tinha todos os ingredientes de uma história demasiado perfeita para ficar confinada ao mundo dos automóveis: um ex-piloto de Fórmula 1, um dos Koenigsegg mais raros do planeta, rumores sobre mercenários russos, alegações de roubo, Interpol e um valor acima dos 10 milhões de dólares. Mas, como tantas vezes acontece com histórias boas demais, a versão mais espetacular não era exatamente a verdadeira.</p>
<p>O carro no centro da novela é um Koenigsegg One:1, um hipercarro sueco produzido em números mínimos e conhecido pela relação peso-potência que lhe deu o nome: um cavalo por cada quilo. A &#8216;Carscoops&#8217; noticiou que o exemplar associado durante meses a rumores de roubo e desaparecimento afinal não terá sido roubado, estando agora a caminho de leilão.</p>
<p>O caso ganhou dimensão internacional quando surgiram relatos de que um Koenigsegg One:1 ligado ao antigo piloto Adrian Sutil teria desaparecido no Mónaco, no meio de uma disputa envolvendo vários carros de luxo. A história chegou a incluir referências a mercenários russos e a uma investigação internacional, o tipo de enredo que parece feito para alimentar fóruns de supercarros e contas de Instagram.</p>
<p>Mas a versão entretanto apurada é menos cinematográfica. Segundo a &#8216;Carscoops&#8217;, o jornal alemão &#8216;Bild&#8217; localizou o carro em Munique em março e concluiu que o One:1 não estava desaparecido: tinha sido apreendido pela polícia criminal do estado alemão de Baden-Württemberg e depois libertado para a empresa de leasing AIL Leasing.</p>
<p>A &#8216;Autoevolution&#8217; avançou uma leitura semelhante, referindo que o automóvel não teria pertencido diretamente a Adrian Sutil, o que tornaria incorreta a narrativa de que lhe teria sido roubado. O resultado foi uma espécie de desmontagem pública de uma história que circulou durante semanas com contornos de thriller automóvel.</p>
<p>Ainda assim, o carro continua a ser suficientemente extraordinário para dispensar qualquer intriga. O Koenigsegg One:1 é uma das máquinas mais exclusivas da marca sueca, com produção extremamente limitada e estatuto quase mítico entre colecionadores. Estimativas recentes colocavam o valor do exemplar entre 9 e 11 milhões de dólares, ou cerca de 7,9 a 9,7 milhões de euros.</p>
<p>O nome One:1 nasceu da promessa técnica que definia o modelo: 1.360 cv para cerca de 1.360 quilos. Na prática, era um carro pensado para empurrar os limites do que se podia matricular e conduzir fora de uma pista, embora o seu valor atual o coloque mais perto de uma obra de coleção do que de uma máquina para usar ao fim de semana.</p>
<p>O mais curioso é que a história do carro parece ter seguido o caminho inverso ao habitual. Muitos hipercarros vão a leilão acompanhados por números de produção, detalhes de carbono, quilómetros percorridos e histórico de manutenção. Este chega rodeado por uma nuvem de rumores, desmentidos e versões contraditórias que podem, paradoxalmente, aumentar ainda mais o interesse à sua volta.</p>
<p>Para um comprador, a pergunta deixará de ser apenas quanto vale um Koenigsegg One:1. Será também quanto vale o exemplar que, durante algum tempo, pareceu ter entrado numa história com mercenários, polícia alemã e manchetes internacionais.</p>
<p>No fim, talvez seja essa a verdadeira força deste carro. Não precisava de uma novela para ser raro. Já era um dos Koenigsegg mais extremos alguma vez construídos. Mas agora tem também uma narrativa própria, mesmo que parte dela tenha sido desfeita. E, no mercado dos colecionáveis, uma boa história — mesmo quando afinal era menos dramática do que parecia — também se paga.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784893]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: Mais de 1.200 operacionais combatem fogos ativos em Vouzela e Mangualde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 11:18:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Dois incêndios ativos, o de Vouzela e um mais recente em Mangualde, ambos no distrito de Viseu, mobilizavam no combate, pelas 11:30 de hoje, cerca de 1.270 operacionais, com 410 veículos e 14 meios aéreos, segundo a Proteção Civil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Dois incêndios ativos, o de Vouzela e um mais recente em Mangualde, ambos no distrito de Viseu, mobilizavam no combate, pelas 11:30 de hoje, cerca de 1.270 operacionais, com 410 veículos e 14 meios aéreos, segundo a Proteção Civil.</P><br />
<P>Num ponto de situação feito à agência Lusa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) destacou dois incêndios rurais ativos, em particular o fogo em Vouzela, que deflagrou na madrugada de quinta-feira na localidade de Tourelhe, e que continua a ser o que tem mais meios empenhados no combate.</P><br />
<P>Cerca das 11:30, o incêndio em Vouzela estava a ser combatido por 1.174 operacionais, apoiados por 390 meios terrestres e 10 meios aéreos, indicou o oficial de operações da ANEPC José Rodrigues.</P><br />
<P>&#8220;É um incêndio que durante a noite teve uma evolução muito favorável em termos daquilo que é o combate, dado a redução da temperatura, a entrada de humidade, e o vento não foi tão forte como nas outras duas noites anteriores. Isso permitiu que os operacionais conseguissem debelar algumas das frentes de incêndio e reduzir substancialmente o tamanho de outras&#8221;, afirmou à Lusa o oficial de operações da ANEPC.</P><br />
<P>José Rodrigues reforçou que o combate ao incêndio em Vouzela &#8220;está a decorrer favoravelmente&#8221;, no entanto &#8220;ainda com alguma apreensão&#8221; relativamente às próximas horas.</P><br />
<P>Sobre o número de pessoas deslocadas das habitações por precaução, devido à proximidade do incêndio, o responsável da Proteção Civil remeteu essa informação para o posto de comando ou o comando sub-regional.</P><br />
<P>Além deste fogo que lavra há mais de dois dias, existe também um outro incêndio ativo, que teve início hoje, pelas 10:00, na zona de Mangualde, distrito de Viseu, adiantou o responsável da Proteção Civil, referindo que, cerca das 11:30, estavam mobilizados no combate 100 operacionais, 20 meios terrestres e quatro meios aéreos.</P><br />
<P>&#8220;Portanto, é um incêndio nascente, mas que obriga, obviamente, a que outros meios que podiam ser empenhados, principalmente os meios aéreos, que estariam a ser empenhados noutros teatros de operação, tivessem de ser deslocados para um incêndio novo&#8221;, declarou.</P><br />
<P>Além destes dois incêndios ativos, o oficial da ANEPC disse que os fogos em Barcelos, distrito de Braga, que se iniciou pelas 15:07 de quinta-feira, e em Setúbal, que deflagrou pelas 14:14, entraram &#8220;em resolução&#8221; durante a madrugada de hoje, após os trabalhos de combate terem decorrido &#8220;de forma favorável&#8221;, pelo que estão, neste momento, &#8220;em fase de rescaldo e consolidação&#8221;.</P><br />
<P>Devido à previsão de altas temperaturas e ao &#8220;significativo agravamento do risco de incêndios rurais&#8221;, o Governo declarou situação de alerta, das 00:00 de sexta-feira às 23:59 de segunda-feira.</P><br />
<P>Para hoje (sábado), o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou 13 dos 18 distritos de Portugal continental sob aviso vermelho devido ao calor, situação que se mantém até domingo na maioria destes territórios.</P><br />
<P>Segundo o IPMA, o aviso vermelho, o mais grave numa escala de três, está hoje ativo em Portalegre, Évora, Beja, Santarém, Lisboa, Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Leiria, Setúbal e Castelo Branco, enquanto os restantes cinco distritos do continente estão sob aviso laranja (o segundo mais grave).</P><br />
<P>O aviso vermelho surge numa altura em que Portugal continental atravessa num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785539]]></sapo:autor>
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		<title>Pede demissão de manhã, volta atrás à tarde — e a empresa acaba condenada por despedimento injusto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 11:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[direito laboral]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
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					<description><![CDATA[Foi uma daquelas decisões tomadas num dia difícil, com consequências que acabaram por chegar aos tribunais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Foi uma daquelas decisões tomadas num dia difícil, com consequências que acabaram por chegar aos tribunais. Um trabalhador apresentou o pedido de demissão de manhã, confirmou-o horas depois, mas ao final do dia voltou atrás por escrito, explicando que afinal queria pedir baixa médica. A empresa ignorou a retratação, avançou com a saída e acabou por ver o despedimento considerado injusto.</p>
<p>O caso, relatado pelo &#8216;HuffPost&#8217; espanhol, chegou ao Supremo Tribunal espanhol, que confirmou que um trabalhador pode retirar o pedido de demissão enquanto ainda estiver dentro do prazo de aviso prévio e antes de a saída produzir efeitos. O ponto decisivo foi precisamente esse: o arrependimento aconteceu no mesmo dia e antes da data prevista para o fim da relação laboral.</p>
<p>Tudo começou a 3 de julho de 2023. Às 10h48, o trabalhador enviou um email à empresa a comunicar a demissão voluntária, com efeitos a partir de 18 de julho. Às 15h09, assinou o documento de demissão com um representante da empresa. Mas o dia ainda não tinha terminado.</p>
<p>Às 18h16, durante uma videochamada com responsáveis dos Recursos Humanos, o trabalhador disse que iria deixar de comparecer ao trabalho para ser despedido e poder aceder ao subsídio de desemprego. Poucos minutos depois, enviou novo email à empresa a retirar formalmente o pedido de demissão, alegando que, na verdade, pretendia pedir baixa médica.</p>
<p>A empresa não aceitou essa mudança de posição. Dias mais tarde, a 18 de julho, enviou-lhe uma carta registada a informar que estava a processar a demissão voluntária. Em alternativa, notificou-o também de um despedimento disciplinar, invocando faltas injustificadas entre 10 e 18 de julho.</p>
<p>O trabalhador levou o caso para tribunal. Numa primeira fase, o Tribunal Social n.º 28 de Madrid deu razão à empresa, entendendo que a relação laboral tinha terminado por demissão voluntária e que o trabalhador não tinha contestado devidamente os efeitos dessa decisão.</p>
<p>Mas o trabalhador não desistiu. Recorreu para o Tribunal Superior de Justiça de Madrid, que decidiu em sentido contrário. O tribunal considerou que a demissão tinha sido retirada dentro do prazo legal, antes de produzir efeitos, e que isso não causou prejuízo à empresa.</p>
<p>A decisão obrigava a empresa a escolher entre reintegrar o trabalhador ou pagar-lhe uma indemnização de 44.501,98 euros. A empresa recorreu então para o Supremo Tribunal, tentando reverter a decisão.</p>
<p>O Supremo acabou por confirmar a posição favorável ao trabalhador. Para os juízes, não havia contradição jurisprudencial suficiente para admitir o recurso da empresa. Além disso, o caso era claro num ponto essencial: o trabalhador retirou expressamente o pedido de demissão no mesmo dia em que o apresentou, muito antes de terminar o aviso prévio.</p>
<p>O tribunal distinguiu este caso de outros em que o trabalhador só tenta voltar atrás depois de a saída já se ter concretizado ou depois de a empresa ter reorganizado a equipa. Aqui, a retratação foi imediata e não ficou provado que a empresa tivesse sofrido prejuízo ou contratado alguém para substituir o funcionário.</p>
<p>A tentativa da empresa de justificar o despedimento disciplinar com faltas injustificadas também não foi suficiente para alterar o desfecho. O tribunal entendeu que essa matéria não tinha sido devidamente discutida nas fases anteriores do processo e, por isso, não podia ser usada para decidir o caso nesta fase.</p>
<p>O resultado foi a confirmação de que a saída do trabalhador da Segurança Social correspondeu, na prática, a um despedimento injusto. A história deixa uma lição simples: uma demissão não é necessariamente irreversível se o trabalhador se arrepender dentro do prazo de aviso prévio e antes de a saída produzir efeitos.</p>
<p>Mais do que uma disputa jurídica, o caso mostra como um dia confuso pode transformar-se num conflito laboral longo. Entre a vontade de sair, a tentativa de voltar atrás e a decisão da empresa de avançar mesmo assim, acabou por prevalecer a ideia de que o arrependimento ainda tinha chegado a tempo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784908]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Incêndios: Unidade Militar de Emergências de Espanha está desde madrugada em Vouzela</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/incendios-unidade-militar-de-emergencias-de-espanha-esta-desde-madrugada-em-vouzela/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 10:34:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A equipa da Unidade Militar de Emergências de Espanha chegou a Portugal hoje de madrugada e está a apoiar no combate ao incêndio de Vouzela, distrito de Viseu, disse à Lusa fonte do Ministério da Administração Interna (MAI).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A equipa da Unidade Militar de Emergências de Espanha chegou a Portugal hoje de madrugada e está a apoiar no combate ao incêndio de Vouzela, distrito de Viseu, disse à Lusa fonte do Ministério da Administração Interna (MAI).</P><br />
<P>Segundo a mesma fonte, a equipa da Unidade Militar de Emergências de Espanha, composta por 120 operacionais e 30 veículos, está desde as 02:30 de hoje no combate ao fogo de Vouzela.</P><br />
<P>Esta equipa espanhola chegou a Portugal no âmbito do Mecanismos Europeu de Proteção Civil ativado preventivamente na sexta-feira pelo Governo português.</P><br />
<P>Também no âmbito do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, o Governo português solicitou a Espanha o envio de dois aviões Canadair, que ainda não chegaram ao país.</P><br />
<P>Portugal acionou igualmente os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos para reforçar o dispositivo de combate aos incêndios, estando já a atuar desde sexta-feira no país um avião Canadair espanhol.</P><br />
<P>Portugal pediu igualmente dois aviões Canadair a Marrocos.</P><br />
<P>Num comunicado divulgado na sexta-feira, o MAI explicava que, apesar de Portugal não ter a sua capacidade operacional esgotada, o executivo decidiu acionar o mecanismo europeu, bem como os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos, enquanto medida preventiva.</P><br />
<P>&#8220;Trata-se, portanto, de um acionamento preventivo e de antecipação, que tem como objetivo reforçar o dispositivo de combate, tendo em conta a evolução das condições climatéricas excecionais, e dos próprios incêndios ativos, que poderão vir a exigir um esforço acrescido&#8221;, explicou o gabinete de Luís Neves.</P><br />
<P>Governo decretou situação de alerta que está em vigor até às 23:59 de segunda-feira, devido ao &#8220;significativo agravamento do risco de incêndios rurais&#8221;.</P><br />
<P>O incêndio de Vouzela, que começou na madrugada de quinta-feira e já consumiu mais de 10 mil hectares, estava hoje de manhã a ser combatido por 1.181 operacionais, apoiados por 350 meios terrestres e 12 meios aéreos, a que se juntarão mais oito, segundo a Proteção Civil.</P><br />
<P>Este incêndio começou às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785527]]></sapo:autor>
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		<title>Imagens mostram “canhão” natural no oceano: parece uma explosão submarina, mas é uma onda de 40 metros</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/imagens-mostram-canhao-natural-no-oceano-parece-uma-explosao-submarina-mas-e-uma-onda-de-40-metros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Austrália]]></category>
		<category><![CDATA[ondas]]></category>
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					<description><![CDATA[Fenómeno foi filmado ao largo da costa da Austrália Ocidental pelo bodyboarder australiano Chris White e pelo operador de drone Ben Allen, durante as gravações de ‘Tension 11’, um filme independente de bodyboard]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há ondas grandes, há ondas perigosas e depois há isto: uma espécie de canhão natural no meio do oceano, capaz de lançar água dezenas de metros no ar como se uma explosão tivesse acontecido por baixo da superfície.</p>
<p>O fenómeno foi filmado ao largo da costa da Austrália Ocidental pelo bodyboarder australiano Chris White e pelo operador de drone Ben Allen, durante as gravações de ‘Tension 11’, um filme independente de bodyboard. As imagens, descritas pelo &#8216;El Confidencial&#8217;, mostram várias massas de água a colidir sobre um recife raso, formando uma depressão oval antes de projetarem água para o céu.</p>
<p>A sequência parece quase artificial. Duas ondas com cerca de 3,7 metros avançam a partir do mar e encontram outras duas massas de água menores que regressam da costa. Quando tudo converge sobre uma zona de recife próxima da superfície, a água mergulha em simultâneo para uma cavidade criada pelas próprias forças hidrodinâmicas. O resultado é um jato vertical de água que pode atingir cerca de 40 metros de altura.</p>
<p>Chris White já conhecia o fenómeno. Tinha-o visto anos antes e fotografado para o livro ‘Dark Light’, embora na altura acreditasse que se tratava apenas de duas ondas a chocarem uma contra a outra. A imagem parecia tão estranha que muitos utilizadores chegaram a pensar que era falsa, como se o mar tivesse sido espelhado digitalmente.</p>
<p>A nova gravação mudou a leitura. Não se tratava de uma simples colisão entre duas ondas, mas de uma geometria muito mais rara: várias frentes de água a convergir no mesmo ponto, sobre um recife pouco profundo, criando uma espécie de “buraco” oval no centro da rebentação.</p>
<p>A &#8216;ABC&#8217; australiana descreveu o local como uma formação a cerca de 60 quilómetros da costa sul da Austrália Ocidental. White e Allen terão demorado seis horas de moto de água, em mar pesado e chuva, até encontrarem o ponto que procuravam. Quando chegaram, viram o jato de água a erguer-se à distância, acompanhado por um estrondo que, segundo Ben Allen, soava como se a terra estivesse a tremer.</p>
<p>Os dois chamaram ao local “The Thing”, nome suficientemente vago para manter o mistério e suficientemente dramático para combinar com a imagem. A localização exata não foi revelada, em parte por razões de segurança. White admitiu que quer regressar, mas disse também que não quer “matar ninguém”, reconhecendo o risco de atrair outros praticantes para uma zona onde a força da água pode ser imprevisível.</p>
<p>A preocupação é compreensível. Uma pessoa colocada sobre a depressão oval poderia ser projetada ou arrastada por forças difíceis de controlar.A equipa teve sorte em não ver o drone atingido pelo jato de água durante as filmagens.</p>
<p>A explicação científica passa pela forma do fundo marinho. Charitha Pattiaratchi, professor do Oceans Institute da Universidade da Austrália Ocidental, explicou à &#8216;ABC&#8217; que a combinação entre águas profundas à volta da formação, um recife raso e ondulação vinda de diferentes direções cria as condições para o jato. Em escala menor, ondas que colidem e lançam água para cima acontecem em muitas praias. A diferença aqui é a escala.</p>
<p>A depressão oval funciona como ponto de concentração de energia. Em vez de a força das ondas se dissipar em várias direções, a água é comprimida para uma área reduzida e expulsa para cima. Daí a aparência de explosão submarina ou de canhão natural.</p>
<p>O fenómeno tornou-se viral precisamente porque é difícil de acreditar à primeira vista. Nas imagens, o mar parece abrir um olho, engolir as ondas e disparar uma coluna de água. Mas não há IA, truque de câmara ou simulação digital: há apenas recife, ondulação, retorno da água e uma combinação rara de forças.</p>
<p>Para os surfistas e bodyboarders, “The Thing” é ao mesmo tempo tentação e aviso. Há uma direita surfável junto ao caos, segundo Allen, mas a zona por trás é descrita como desordem pura. É o tipo de lugar que parece feito para desafiar quem gosta de ondas impossíveis — e para lembrar que o oceano não precisa de efeitos especiais para parecer perigoso.</p>
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<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/reel/DR_szTYkdit/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Chris White (@chris.whitey)</a></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784899]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Incêndios: Fogo de Vouzela combatido por 1.181 operacionais e 12 meios aéreos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 09:31:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[(CORREÇÃO NO 8º PARÁGRAFO) Vouzela, Viseu, 04 jul 2026 (Lusa) - O incêndio de Vouzela, que já consumiu mais de 10 mil hectares, está a ser combatido por 1.181 operacionais, apoiados por 350 meios terrestres e quatro meios aéreos, a que se juntarão mais oito, indicou hoje a Proteção Civil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>(CORREÇÃO NO 8º PARÁGRAFO) Vouzela, Viseu, 04 jul 2026 (Lusa) &#8211; O incêndio de Vouzela, que já consumiu mais de 10 mil hectares, está a ser combatido por 1.181 operacionais, apoiados por 350 meios terrestres e quatro meios aéreos, a que se juntarão mais oito, indicou hoje a Proteção Civil.</P><br />
<P>Durante a noite, o combate ao fogo &#8220;evoluiu favoravelmente&#8221;, apesar das &#8220;condições difíceis&#8221; de combate, devido principalmente ao vento, disse à Lusa o comandante regional de Emergência e Proteção Civil, José Neves.</P><br />
<P>Os trabalhos de combate às chamas permitiram eliminar 50% do perímetro de incêndio, estando agora os bombeiros a consolidar os trabalhos, na frente virada a Caramulo, afirmou, alertando, contudo que o &#8220;lado esquerdo do incêndio continua ativo em 80% do perímetro&#8221;.</P><br />
<P>Segundo José Neves, a maior preocupação concentra-se agora em &#8220;cinco quilómetros lineares&#8221; dessa zona.</P><br />
<P>Algumas povoações foram percorridas pelo fogo, mas as operações de socorro decorreram com tranquilidade, acrescentou.</P><br />
<P>Neste momento, a área ardida na sequência deste incêndio já ultrapassa os 10 mil hectares, adiantou.</P><br />
<P>O incêndio de Vouzela, que começou às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro.</P><br />
<P>O presidente da Câmara de Vouzela disse à Lusa que o incêndio está hoje com uma frente &#8220;muito preocupante&#8221; nesse concelho e mais &#8220;umas quantas&#8221; nos municípios vizinhos.</P><br />
<P>&#8220;No concelho de Vouzela temos uma frente que nos preocupa mais, a que nós chamamos de Cercosa, em Campia, e depois temos uma no concelho vizinho de Tondela, em São João do Monte, que tem várias frentes&#8221;, disse Carlos Oliveira.</P><br />
<P>O presidente da Câmara de Vouzela, no distrito de Viseu, falava à agência Lusa pelas 09:30 de hoje, lembrando que o incêndio está com &#8220;umas quantas frentes ativas&#8221; nos restantes concelhos a que já chegou.</P><br />
<P></P><br />
<P>(CORRIGE O OITAVO PARÁGRAFO E SUBSTITUI &#8220;PRESIDENTE DA CÂMARA DE TONDELA&#8221; POR &#8220;PRESIDENTE DA CÂMARA DE VOUZELA&#8221;)</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785523]]></sapo:autor>
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		<title>Vencedor do Oceanos, prosa reunida de Sylvia Plath e despedida de Gerald Murnane nas livrarias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 09:31:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O vencedor do Prémio Oceanos 2025, toda a prosa de Sylvia Plath, o último livro de Gerald Murnane, que o autor anunciou como de despedida, e um novo romance de Frederico Pedreira são algumas das novidades editoriais de julho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O vencedor do Prémio Oceanos 2025, toda a prosa de Sylvia Plath, o último livro de Gerald Murnane, que o autor anunciou como de despedida, e um novo romance de Frederico Pedreira são algumas das novidades editoriais de julho.</P><br />
<P>A Dom Quixote lança neste mês &#8220;Ressuscitar Mamutes&#8221;, romance da brasileira Silvana Tavano, distinguido no ano passado com o Prémio Oceanos 2025, e recupera o clássico de 1945 &#8220;Junto à Grand Central Station Sentei-Me e Chorei&#8221;, da escritora canadiana Elizabeth Smart, inspirado na relação da autora com o poeta George Barker.</P><br />
<P>A Relógio d&#8217;Água destaca a publicação de &#8220;Prosa Reunida&#8221;, um volume de 928 páginas que reúne, pela primeira vez em português, ficção, jornalismo, ensaios e recensões de Sylvia Plath, além de uma nova edição de &#8220;Os Anéis de Saturno&#8221;, de W. G. Sebald.</P><br />
<P>Na mesma editora sairá este mês o segundo volume da série &#8220;Sobre o Cálculo do Volume&#8221;, da dinamarquesa Solvej Balle, e o romance &#8220;Um Pássaro Cantando para Outro Que Nunca Virá&#8221;, de Frederico Pedreira.</P><br />
<P>Pela Gradiva, sairá uma nova edição de &#8220;Os Despojos do Dia&#8221;, de Kazuo Ishiguro, vencedor do Prémio Nobel da Literatura, distinguido com o Booker por este romance, enquanto a Alfaguara publica também uma nova edição, com capa dura, de &#8220;Uma Catastrófica Visita ao Zoo&#8221;, de Joël Dicker, </P><br />
<P>Na área do ensaio e do pensamento, as Edições 70 publicam a primeira tradução integral em Portugal de &#8220;Humano, Demasiado Humano II &#8212; Um Livro para Espíritos Livres&#8221;, de Friedrich Nietzsche, com tradução, introdução e notas de Victor Gonçalves.</P><br />
<P>A editora edita também &#8220;Os Poemas&#8221;, de Catulo, em tradução direta do latim por André Simões e José Pedro Moreira, bem como &#8220;O Iluminismo das Trevas &#8211; Compreender o Pensamento Neorreacionário&#8221;, de Arnaud Miranda, apresentado como o primeiro estudo mundial sobre as origens do neorreacionarismo.</P><br />
<P>Na chancela Penguin, Jennette McCurdy estreia-se na ficção com &#8220;Metade da Idade Dele&#8221;, e sairão livros de Liz Nugent, &#8220;A Verdade Sobre Ruby Cooper&#8221;, de Javier Castillo, &#8220;O Sussurro do Fogo&#8221;, e de Kerry Barrett, &#8220;O Livro das Últimas Cartas&#8221;.</P><br />
<P>A DQ.Noir reforça a coleção policial com &#8220;Sem Fronteiras&#8221;, novo caso do inspetor William Wisting, criado pelo norueguês Jørn Lier Horst.</P><br />
<P>A Guerra e Paz publica, entre outros, &#8220;Manifesto Para Um Capitalismo Humanista&#8221;, de Miguel Pina e Cunha, Milton de Sousa e Adolfo Mesquita Nunes, &#8220;Breve História da Gestapo&#8221;, de Sharon Vilches, e &#8220;História do Protestantismo&#8221;, de Jean Baubérot.</P><br />
<P>Da Quetzal, chega às livrarias &#8220;Terras de Fronteira&#8221;, do australiano Gerald Murnane, um eterno candidato ao Prémio Nobel da Literatura, que considerou ser este o seu último romance, publicado aos 80 anos. </P><br />
<P>A mesma chancela vai lançar este mês &#8220;Sono&#8221;, romance de estreia de Honor Jones, editora sénior da revista The Atlantic, e o romance &#8220;Portofino Blues&#8221;, de Valerio Aiolli.</P><br />
<P>A Antígona publica &#8220;Matamos Stella e outros contos&#8221;, de Marlen Haushofer, reunindo 12 narrativas, incluindo a novela homónima de 1958.</P><br />
<P>Na Tinta-da-China vão sair &#8220;Sobre a Ficção Policial, Fernando Pessoa&#8221;, com edição de Gianluca Miraglia e prefácio de Alberto Manguel, &#8220;O Pensamento Sociológico da Comunicação&#8221;, organizado por Bruno Carriço Reis e José Ricardo Carvalheiro, e &#8220;Jornalismo Parlamentar&#8221;, coordenado por Jaime Lourenço.</P><br />
<P>Entre as novidades de autores portugueses contam-se ainda &#8220;Turista Invisível&#8221;, de Ana Saragoça, na Casa das Letras, um relato autobiográfico de uma viagem de Interrail por Itália, realizada a solo após os 50 anos.</P><br />
<P>A Marcador vai publicar uma biografia não autorizada da cantora espanhola Rosalía, da autoria de Adrian Besley.</P><br />
<P>Também em julho será apresentado &#8220;Isto agora é em off &#8212; Entrevistas para a História da Cultura Portuguesa&#8221;, da jornalista Maria João Martins, reunindo entrevistas realizadas ao longo de mais de três décadas e episódios dos bastidores do jornalismo cultural.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785522]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Antes desta invenção, conduzir era olhar em frente e esperar pelo melhor&#8230;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/antes-desta-invencao-conduzir-era-olhar-em-frente-e-esperar-pelo-melhor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 09:30:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[espelho retrovisor]]></category>
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					<description><![CDATA[A estrada era um espaço imprevisível. E uma das maiores dificuldades era precisamente essa: não saber o que acontecia atrás do carro até que fosse demasiado tarde]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é impossível imaginar um automóvel sem espelhos retrovisores. Estão ali, integrados no carro, quase invisíveis pela força do hábito. Mas, nos primeiros tempos do automóvel, ver o que se passava atrás era um problema real, perigoso e ainda sem resposta técnica definitiva.</p>
<p>Segundo o ‘ABC’, conduzir nos primórdios do automóvel era uma experiência muito mais incerta do que parece hoje. O condutor tinha de olhar para a estrada, controlar o veículo, desviar-se de buracos, antecipar peões e, ao mesmo tempo, tentar perceber se alguém se aproximava por trás.</p>
<p>A estrada era um espaço imprevisível. E uma das maiores dificuldades era precisamente essa: não saber o que acontecia atrás do carro até que fosse demasiado tarde.</p>
<p>Foi neste contexto que surgiu o espelho retrovisor. Não nasceu como luxo, adorno ou extravagância tecnológica, mas como resposta prática a uma necessidade muito concreta. Virar a cabeça para trás enquanto se conduzia era uma manobra desajeitada e perigosa, porque obrigava o condutor a desviar os olhos da estrada durante alguns segundos.</p>
<p>Com as carruagens puxadas por cavalos, a velocidade era menor e o ambiente em redor podia ser percecionado com mais calma. O automóvel mudou tudo. Introduziu um tipo de velocidade novo, mais exigente, que obrigava o condutor a concentrar-se quase exclusivamente no que estava à frente.</p>
<p>À medida que o trânsito aumentou, multiplicaram-se também as ultrapassagens, as mudanças de trajetória e a necessidade de antecipar movimentos de outros veículos. O carro precisava, de certa forma, de um segundo olhar.</p>
<p>O retrovisor tornou-se precisamente isso: uma extensão dos sentidos do condutor. Permitia observar a retaguarda sem abandonar visualmente a estrada principal, dando ao automóvel uma capacidade que até então lhe faltava.</p>
<p>A história tem também um lado improvisado. Antes de existirem modelos normalizados, alguns condutores começaram a usar pequenos espelhos domésticos dentro dos carros. Era uma adaptação simples, quase caseira, mas respondia a um problema que todos reconheciam.</p>
<p>Um dos episódios mais citados remonta a 1911, quando Ray Harroun instalou um espelho no seu carro durante a corrida de Indianápolis. O objetivo era claro: deixar de depender de um copiloto que lhe dissesse o que se passava atrás. Com esse gesto, mostrou que o problema tinha uma solução simples e eficaz.</p>
<p>A verdadeira revolução do espelho retrovisor está nessa simplicidade. Permitiu aos condutores ver para trás sem deixarem de olhar em frente. Hoje parece óbvio, mas na época alterou de forma profunda a condução.</p>
<p>De repente, era possível decidir com mais segurança se se devia ultrapassar, travar, manter a trajetória ou preparar uma manobra. O condutor ganhava informação e, com ela, mais controlo.</p>
<p>A mudança teve também uma dimensão psicológica. O carro deixou de ser uma máquina praticamente cega para tudo o que acontecia atrás. O condutor passou a sentir que dominava melhor o espaço em redor, tornando a condução mais previsível e menos dependente do instinto.</p>
<p>Como acontece com muitas invenções úteis, a evolução foi rápida. O que começou como adaptação improvisada acabou por se tornar equipamento comum nos automóveis. Primeiro consolidou-se o espelho retrovisor interior. Depois surgiram os espelhos laterais, que aumentaram a visibilidade sobre o entorno do veículo.</p>
<p>Com o tempo, os espelhos deixaram de ser simples superfícies refletoras. Passaram a ser desenhados para reduzir pontos cegos, resistir a vibrações e adaptar-se a diferentes posições de condução.</p>
<p>Mais tarde vieram os comandos elétricos, os sistemas antiencandeamento e, já nos modelos mais recentes, câmaras que cumprem a mesma função com tecnologia digital. A ideia de base, porém, continua a mesma: ajudar o condutor a ver o que não está diretamente no seu campo de visão.</p>
<p>O espelho retrovisor não tem a aura grandiosa de uma grande descoberta científica nem o impacto visual de uma máquina revolucionária. A sua história é mais discreta. Mas talvez seja precisamente isso que a torna interessante.</p>
<p>Nasceu de um problema quotidiano, usou um objeto comum e acabou por mudar a segurança e a lógica da condução. É uma daquelas invenções que raramente recebem atenção, mas sem as quais a vida moderna funcionaria muito pior.</p>
<p>No fundo, o sucesso do retrovisor mostra que a inovação nem sempre nasce de grandes laboratórios ou de tecnologias complexas. Às vezes começa com alguém a olhar para um problema simples e a perceber que a solução está, literalmente, num espelho.</p>
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		<title>Sem água, luz ou aquecimento: a cabana que custa quase um milhão esconde um detalhe inesperado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 09:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[À primeira vista, parece o tipo de cabana onde se vai para fugir ao mundo — e também a quase todos os confortos modernos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>À primeira vista, parece o tipo de cabana onde se vai para fugir ao mundo — e também a quase todos os confortos modernos. Não tem água canalizada, eletricidade, aquecimento central, caldeira ou fossa séptica. Ainda assim, está à venda por 850 mil libras, cerca de 985 mil euros. O segredo do preço está no que a rodeia: cerca de 32 hectares de terreno privado no Lake District, em Inglaterra, e dois pequenos lagos dentro da propriedade.</p>
<p>A propriedade, chamada Lambhowe, fica perto de Winster e de Windermere, numa das zonas naturais mais conhecidas do Reino Unido. Segundo o anúncio publicado no Rightmove pela imobiliária AshdownJones, trata-se de uma “oportunidade rara” para comprar cerca de 80 acres de terreno privado, com floresta, pastagens, áreas de água e uma cabana de madeira junto à margem de um lago, realçou o site &#8216;Huff Post&#8217;.</p>
<p>A cabana tem cerca de 7,8 metros por 6,8 metros e foi construída há aproximadamente 60 anos. É simples, revestida a madeira, com telhado metálico ondulado, e inclui uma zona de abrigo, espaço de armazenamento e uma pequena área de apoio. Em linguagem menos imobiliária: é uma cabana rústica, sem serviços ligados, mas com vista direta para a natureza.</p>
<p>O anúncio não tenta vender a propriedade como uma casa pronta a habitar. A própria descrição deixa claro que não há serviços públicos atualmente ligados, nem sistema de aquecimento, nem fossa séptica. O apelo está noutro lado: privacidade, silêncio, água, floresta e a possibilidade de ter um refúgio quase isolado numa das paisagens mais procuradas de Inglaterra.</p>
<p>A escala ajuda a explicar o valor. Os 80 acres equivalem a cerca de 32 hectares, ou aproximadamente 45 campos de futebol oficiais de 7.140 metros quadrados. O texto original fala em 53 campos, mas essa equivalência depende da dimensão usada como referência. Seja qual for a medida, a ideia é simples: quem comprar Lambhowe não está a comprar apenas uma cabana; está a comprar uma paisagem inteira.</p>
<p>O terreno inclui dois “tarns”, pequenos lagos de montanha típicos do Lake District, que somam cerca de quatro acres de água. A imobiliária descreve a área como um cenário de árvores maduras, erva alta, fetos, afloramentos rochosos e água parada, com uma sensação de isolamento em relação ao mundo quotidiano.</p>
<p>A biodiversidade é outro dos argumentos de venda. A propriedade inclui floresta mista madura, com carvalhos, bétulas, aveleiras, amieiros, salgueiros, azevinhos e sorveiras, além de espécies plantadas como cedro-vermelho-ocidental, abeto-nobre, cicuta e sequoia-costeira. Os lagos são descritos como ricos em aves aquáticas e a zona envolvente terá presença de corços e veados-vermelhos.</p>
<p>Há também uma dimensão agrícola. Cerca de 20 acres, aproximadamente oito hectares, poderão ser devolvidos à produção agrícola com a introdução de gado, segundo o anúncio. A propriedade beneficia ainda de um plano de gestão florestal e de apoios ligados à conservação e gestão sustentável da terra.</p>
<p>O Daily Mail, citado pelo HuffPost espanhol, destacou precisamente a estranheza do anúncio: uma cabana minúscula e sem comodidades básicas, mas com preço próximo de um milhão de euros. Nas redes e nos comentários, as reações dividiram-se entre quem vê ali a casa de sonho e quem não percebe como alguém pode pagar tanto por um imóvel sem água, luz ou aquecimento.</p>
<p>A resposta está na própria lógica do mercado imobiliário rural britânico. Em Lambhowe, a cabana é quase o detalhe. O que está à venda é a privacidade, a escala do terreno, a localização no Lake District e a possibilidade de transformar aquele espaço num projeto de conservação, lazer, agricultura, rewilding ou simples retiro familiar.</p>
<p>A imobiliária resume o apelo numa frase: é uma propriedade para alguém “com imaginação”. E talvez seja mesmo essa a condição essencial. Para uns, será apenas uma cabana cara sem conforto. Para outros, será uma rara oportunidade de comprar silêncio, água, floresta e espaço suficiente para desaparecer do mapa — pelo menos ao fim de semana.</p>
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