Ouro atinge nível mais alto dos últimos 8 anos. Preocupação com ressurgimento do coronavírus agita mercados

O ouro subiu para o nível mais alto de que há registo desde 2012, impulsionado pelas preocupações com uma segunda onda de infeções por coronavírus e a crescente incerteza em Hong Kong depois de a China ter divulgado detalhes de uma proposta de lei de segurança nacional.

Este ano, o ouro já subiu 15%, refletindo também os estímulos sem precedentes para ajudar a economia global afetada pelos bloqueios relacionados com a pandemia do novo coronavírus. Em alta entre as previsões dos principais analistas, o metal é apontado como a melhor opção para investimento neste período.

O Goldman Sachs prevê que o metal atinja o recorde de 2 mil dólares a onça, enquanto o JPMorgan Chase & Co. orienta os investidores no sentido de reterem este seu ativo.

“Ultimamente, os mercados têm sido otimistas ao analisar os dados e o fluxo de más notícias, apostando numa forte recuperação, mas a única coisa que os mercados não seriam capazes de ignorar seria as economias a parar novamente e a ameaça de que haja uma segunda ronda de bloqueios”, disse Sean MacLean, analista da Pepperstone Ltd, citado pela ‘Bloomberg’.

O ouro subiu 0,9%, para 1.758,83 dólares por onça, e ficou em 1.752,74 dólares em Singapura. Os preços atingiram 1.765,43 dólares no final da semana passada, o nível mais alto desde outubro de 2012.

O total de participações em fundos negociados em bolsa apoiados em ouro subiu quase 30 toneladas na sexta-feira passada, de acordo com dados iniciais compilados pela Bloomberg. Desse ingresso, 23,1 toneladas foram para ações SPDR Gold, a maioria em um ano em termos de tonelagem.

Esta tendência estende-se a outros metais preciosos: a prata subiu 1,5%, a platina subiu 0,6% e o paládio, 0,2%.

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