A plataforma de comparação de produtos de crédito e serviços de telecomunicações ComparaJá.pt reuniu um conjunto de dicas essenciais para ajudar os portugueses a reduzir os seus encargos com o crédito pessoal e a evitar esquemas fraudulentos.
Transfira ou renegoceie o seu crédito para reduzir custos
Desde 2013 que existem TAEG máximas que os bancos podem utilizar para aplicar no crédito pessoal. Este valor máximo tem vindo a decair nos últimos quatro anos, uma redução de aproximadamente 48%.
Se ainda tem um empréstimo a decorrer, que foi contratado em anos anteriores, então poderá fazer sentido renegociar as condições do mesmo ou até transferir, pois uma poupança associada à descida das taxas atualmente praticadas é garantida.
Para além de uma redução das taxas de juro, poderá também fazer sentido ajustar o prazo de pagamento – quanto mais reduzido este for, mais acessível ficará o custo do crédito no final. Porém, não se esqueça de ter sempre em consideração a sua taxa de esforço para não correr o risco de incumprimento.
Além disso, se optar por transferir o empréstimo para outro banco, averigue primeiro se esta mudança não acarreta custos – é preciso fazer as contas, caso contrário não estará a poupar ao mudar de instituição financeira.
Juntar todos os empréstimos permite aliviar o orçamento mensal e prevenir o sobre-endividamento
A queda das taxas de juro levou a um aumento na procura de financiamento por parte dos portugueses, mas, mais do que contrair novos créditos, os agregados familiares têm tentado refinanciar os que já têm com o intuito de conseguir reduzir os seus encargos mensais.
Esta tendência comprova-se precisamente com o número de simulações de crédito consolidado na plataforma do ComparaJá.pt: 4 em cada 10 são efetuadas para esta finalidade. As taxas de juro aplicadas ao crédito consolidado situam-se entre 9% e 13%, pelo que poderá valer a pena agregar todos os créditos que já se tem num só, desde o empréstimo das férias ao crédito automóvel, passando pelo cartão de crédito. É uma questão de comparar as condições.
Juntar todos os empréstimos num só permite não apenas aliviar o orçamento mensal por se pagar uma prestação mais reduzida, mas proporciona igualmente um alívio no longo prazo ao se alargar a data-limite de pagamento de forma a não se pressionar a taxa de esforço, já para não falar que possibilita ainda evitar a duplicação de custos relacionados com os seguros associados ao crédito (muitas vezes exigidos pelos bancos).
Através desta solução, as famílias que enfrentem uma situação de sobre-endividamento podem atingir uma condição financeira mais estável.
Cuidado com as burlas e práticas abusivas
Muitos são os casos de fraudes e esquemas de burlas online dos quais se ouve falar todos os dias nas notícias e muitos são também os que se focam em promessas de financiamento fácil e rápido.
Neste sentido, alertamos para um conjunto de sinais que permite identificar este tipo de situações. Seja nas redes sociais ou em fóruns de discussão, já alguma vez reparou em comentários feitos por utilizadores estrangeiros com promessas de financiamento?
Procure sempre tentar confirmar a legitimidade dos anúncios de crédito. Uma forma de o fazer é consultar os avisos que o Banco de Portugal divulga periodicamente acerca de casos já identificados e que prejudicam diariamente centenas (ou mesmo milhares) de consumidores.
É ainda possível evitar despesas com o pedido de financiamento se se recusar a pagar comissões a supostos intermediários de crédito pessoal. Existem situações nas quais são solicitadas comissões por parte de algumas entidades sem qualquer garantia de que o financiamento vai efetivamente ser concedido.
Este tipo de burlas surge no aproveitamento de algumas situações económicas adversas que algumas famílias podem estar a passar e que, tirando partido do baixo nível de literacia financeira de alguns consumidores, acabam por cobrar comissões que podem chegar aos 250 euros por uma pré-aprovação que em nada se constitui como uma garantia de que o consumidor vai efetivamente obter aquele financiamento.
Um pedido de empréstimo necessita sempre de documentação que comprove a situação económica de quem o pede e carece de uma análise de risco rigorosa por parte das instituições financeiras – não existem exceções a esta regra. Não pague comissões por uma pré-aprovação de um processo de crédito quando isso nada lhe garante que o seu pedido vá ser aceite.
Para auxiliar nesta questão, pode procurar orientação e aconselhamento junto de empresas de consultoria financeira credíveis. O Banco de Portugal publica regularmente duas listagens importantes: uma de intermediários de crédito autorizados e outra de instituições de crédito, sociedades financeiras, instituições de pagamento e instituições de moeda eletrónica que prestam serviços de intermediação de crédito ou de consultoria relativamente a contratos de crédito em que não atuem como mutuantes.
É com base em instituições reconhecidas pelo mercado que se deve basear para escolher uma que seja credível, que ajude a simplificar o pedido de empréstimo e que garanta que o acompanhamento feito ao seu processo vai para além de uma simples submissão de um formulário para os bancos e instituições financeiras.













