Os riscos para a estabilidade financeira aumentaram. Conheça aqui as razões

Os riscos para a estabilidade financeira aumentaram e o Podcast do Banco de Portugal, o BdP Podcast esteve a conversar com Ana Cristina Leal, Diretora do Departamento de Estabilidade Financeira, e Ricardo Martinho, coordenador da unidade que avalia as vulnerabilidades associadas às famílias e às empresas, para perceber as razões que explicam este aumento.

Questionado sobre as razões dos riscos para o sistema financeiro terem aumentado, Ricardo Martinho explica, baseando-se no relatório de estabilidade financeira de novembro: “Ainda que em muitas dimensões da análise se tenha continuado a notar uma melhoria dos indicadores económico-financeiros, por exemplo na atividade e rentabilidade das empresas e do setor bancário, as perspectivas são agora menos favoráveis”, refere. Aponta igualmente que o prolongamento da guerra e a forma como afeta a inflação são também um fator que está a afetar a economia portuguesa, nomeadamente n o que diz respeito à subida das taxas de juro, a perda de rendimento real e para a redução da procura externa.

Sobre a inflação especificamente, sublinha que “a resposta dos bancos centrais foi no sentido de uma normalização da política monetária que se traduziu num abrupto aumento das taxas de juro embora até ao memento para níveis ainda moderados”.

De seguida inúmera os riscos para a estabilidade financeira:

  1. A vulnerabilidade associada aos níveis de dívida dos setores não financeiros, com destaque para o setor público;
  2.  A sensibilidade do serviço de dívida às taxas de juro com destaque para empresas e particulares;
  3. A exposição a determinadas classes de ativos no setor bancário.

Já Ana Cristina Leal, Diretora do Departamento de Estabilidade Financeira, falou mais sobre o sistema bancário, sublinhando que neste momento os fundos próprios dos bancos são “um elemento fundamental”.

“Os bancos são expostos a riscos que podem impactar negativamente a sua situação patrimonial caso se materializem”, diz, algo que o capital pode ajudar a evitar prevenindo perdas que podem prejudicar a situação económica, mas sempre salvaguardando os depósitos dos clientes.

Os bancos devem assim avaliar constantemente quais os riscos a que estão expostos em especial numa situação complexa como esta a nível nacional e internacional. “Os bancos devem adotar especial uma cautela na definição da sua política de destruição de dividendos”, atendendo a todos os fatores envolventes.

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