Os portugueses e o Ambiente: Contributo das famílias para o ‘efeito estufa’ foi de 13%

Para marcar o Dia Mundial da População, assinalado este sábado, 11 de julho, a Pordata, a base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, lança o novo “Retrato de Portugal”.

Propondo uma leitura evolutiva de Portugal, o Retrato apresenta um resumo de indicadores sobre 17 áreas da sociedade desde a População; Rendimento e condições de vida, Educação; Saúde; Emprego e mercado de trabalho; Protecção social, etc.

No capítulo do Ambiente, saiba que em 2017, o contributo das famílias portuguesas para o chamado ‘efeito estufa’ (emissões de dióxido de carbono – CO2 – no total das emissões de CO2) foi de 13%, numa tendência que tem vindo a decrescer desde 2005.

Em destaque está também o consumo de energia elétrica por habitante que foi de 4.644 kWh, em valores referentes a 2017.

Quanto à produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis, no total da energia produzida, foram atingidos os 51%, em 2018.

Igualmente em destaque neste capítulo, surgem os resíduos urbanos recolhidos seletivamente, no total dos resíduos urbanos, atingiram os 20% em 2018.

O Ambiente ficou mais fragilizado em 2018 com 12.273 incêndios rurais, ocorridos no Continente, tendo se saldado numa área ardida de 44.578 hectares.

Quanto à água, 99% tinha qualidade para o consumo humano em 2018, sendo que a água captada, no Continente, atingiu os 823.255 mil m3 e a distribuída 610.033 mil m3.

Agricultura: década de estagnação

Os números recolhidos pela Pordata mostram que em Portugal, em 2016, existiam 257.736 explorações agrícolas, revelando alguma estagnação na última década.

Sobre a superfície agrícola utilizada, os números mostram que representava um total de 3.641.691 hectares. As terras aráveis situaram-se em 1.043.298 hectares e as pastagens ocupavam 1.876.943 hectares.

Em termos da produção agrícola, esta dividiu-se em 1.103.370 toneladas de cereais, 802.082 toneladas vindas da vinha e 738.550 toneladas de azeitona (olival).

O peso do VAB (valor acrescentado bruto) da agricultura na economia portuguesa, a preços constantes de 2016, foi de 2.987,7 milhões de euros.

À data, este setor empregava, a tempo inteiro, 119.529 pessoas e atempo parcial 484.982. De entre estes trabalhadores, destaca-se o facto de 43% serem mulheres e de 7% terem o ensino superior completo. A disparidade de salários entre homens e mulheres era de 11,7%.

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