A guerra no Médio Oriente deixou o mundo nervoso, apesar do clima de tensão desde há vários meses – ou até anos: o envolvimento dos EUA levou muitas pessoas a pensar num conflito mais prolongado, o envolvimento de outras potências, e uma guerra a nível mundial.
Nesse contexto, as suspeitas sobre a construção de uma arma nuclear iraniana abrem a imaginação do cidadão assustado para uma miríade de cenários. Apenas alguns são poupados dessa incerteza, e esses são aqueles que, devido à sua localização geográfica, à sua política internacional (diplomacia) ou à sua preparação para diversos conflitos, estão seguros.
É o que apontou o Índice Global da Paz 2025 – que pode consultar aqui -, desenvolvido pelo Instituto de Economia e Paz, que estuda o estado de paz e segurança de cada país, bem como sua posição diante de conflitos de larga escala. O relatório, que avalia 163 países usando 23 indicadores relacionados a conflitos e militarização, revelou que há mais de 59 guerras ativas, o maior número desde a II Guerra Mundial.
Como um país é considerado seguro?
Existem certos fatores que os especialistas consideram essenciais para a gestão de um conflito global. O primeiro, embora possa parecer óbvio, é a localização geográfica, de preferência remota, especialmente se estiver longe de rotas estratégicas. Em segundo lugar, a neutralidade política e militar é valorizada, seguida por outros indicadores, como a autossuficiência energética e alimentar, algo que falta à Europa, como evidenciado pela guerra na Ucrânia.
Outros fatores importantes incluem um Governo estável, capaz de orientar os cidadãos em caso de guerra, a coesão social e a capacidade de preparação para emergências civis.
Os países mais seguros em caso de guerra
Há países que nunca entram em conflito com outros. Historicamente, a Suíça tem sido, por excelência, a embaixadora da neutralidade diplomática, mantendo-se sempre afastada de qualquer conflito. No entanto, há outros que optam por se envolver em guerras estrangeiras. De acordo com o estudo, 78 países participaram de guerras fora das suas fronteiras nos últimos cinco anos.
Islândia: O país tem consistentemente mantido o primeiro lugar no Índice Global da Paz desde 2008. Entre as condições que o tornam extremamente seguro estão o seu isolamento geográfico, o fato de não ter forças armadas, mas ter uma democracia sólida e energia geotérmica suficiente para se abastecer.
Nova Zelândia: Classificada em terceiro lugar na lista, a sua segurança também reflete considerações geográficas, uma política externa neutra e uma democracia invejável. Além disso, o país ostenta uma significativa autossuficiência agrícola devido ao seu isolamento de outras regiões.
Suíça: Não é surpresa, mas o país suíço é especialista em gerir conflitos, mesmo quando acontecem ao seu redor. Não é membro da NATO e também possui abrigos antiaéreos, construídos durante a II Guerra Mundial, para toda a sua população. Ocupa o quinto lugar no índice.
Singapura: O país asiático está em plena expansão há anos e, apesar de estar próximo de zonas de conflito, tem-se esforçado ao máximo para garantir alimentos e energia para seus cidadãos. Hoje, ocupa o sexto lugar na lista de países em desenvolvimento.
E em que lugar surge Portugal?
O Índice Global da Paz 2025 destacou Portugal como o 7º país mais seguro do mundo – o 5º a nível europeu -, tendo subido um lugar face a 2024 por troca com a Dinamarca.
No extremo oposto do ranking estão Rússia, Ucrânia, Sudão, Rep. Democrática do Congo e Iémen como os locais mais perigosos do planeta.














