O museu Grünes Gewölbe (Cofre Verde), um dos museus mais antigos do mundo, em Dresden, na Alemanha, que foi assaltado na madrugada desta segunda-feira, não tinha o seguro em dia, avança a “Bloomberg”.
«Os orçamentos dos museus públicos são limitados», explica Julie Ries, da empresa de seguros Ergo Group Ag. «Se as jóias não forem recuperadas, esta parte da colecção será perdida para sempre», afirma, explicando que as peças estão na posse deste estado alemão e que não é uma prática comum colocar estes objectos no seguro.
Até agora, sabe-se que foram roubados três conjuntos de jóias do século XVIII com diamantes, que incluem cerca de uma centena de peças. Estas jóias são «de valor inestimável a nível histórico e cultural», garantiu Marion Ackermann, directora dos museus públicos desta cidade, em conferência de imprensa, mas sem detalhar o valor em causa. Ainda assim, o jornal alemão “Bild” afirma que as jóias roubadas valerão aproximadamente mil milhões de euros.
As autoridades alemãs não divulgaram a lista final das peças furtadas do museu, que guarda uma das mais importantes colecções de tesouros da Europa.
Para já, a polícia adianta que os autores do assalto terão entrado por uma janela, provocando uma falha de energia. Os bombeiros foram chamados ao local por volta das cinco da madrugada (quatro em Lisboa), por causa de um incêndio nas imediações do museu, sem registo de feridos.
As autoridades crêem que estiveram envolvidas duas pessoas no roubo, vistos nas câmaras de vigilância do museu, mas não descartam a possibilidade de haver cúmplices. Ao que o “Bild” apurou, os assaltantes continuam a monte.
O Castelo de Dresde, onde está instalado o museu, permanece fechado ao público.














