Os mais ricos são os principais responsáveis pelas alterações climáticas

OS 10% mais ricos do mundo usam, em média, 20 vezes mais energia do que os 10% mais pobres.

Executive Digest

OS 10% mais ricos do mundo usam, em média, 20 vezes mais energia do que os 10% mais pobres. A conclusão é de um estudo elaborado por investigadores britânicos, segundo o qual existem diferenças enormes entre as pegadas carbónicas de quem tem mais e menos zeros na conta bancária. Por outras palavras, os mais ricos são os principais responsáveis pelas alterações climáticas.

«É muito importante compreender a disparidade entre quanta energia é utilizada em serviços básicos e quanta é utilizada para luxos», afirma Yannick Oswald, o investigador responsável pelo estudo. Realizada com base em dados de 86 países, a análise revela que a principal diferença diz respeito aos transportes: os gastos em energia para veículos entre os 10% mais ricos são 187 vezes superiores aos verificados junto dos 10% mais pobres. A justificação reside, em parte, no facto de muitas pessoas não terem capacidade para serem proprietárias de automóveis.

Segundo a Fast Company, que dá conta do estudo, mesmo nos países mais ricos se verificam disparidades acentuadas. Em geografias como o Reino Unido, 15% do total da população é responsável por 70% de todos os voos.

Notam-se ainda diferenças entre países. Olhando de novo para o Reino Unido, os 20% mais pobres usam cinco vezes mais energia por pessoa do que os 84% mais pobres da Índia, por exemplo.

O estudo sublinha ainda que, à medida que os rendimentos aumentam a nível mundial, também as pegadas de carbono subirão. A resposta, garante a Fast Company, não passará por impedir que os mais pobres consigam melhores condições de vida. O caminho deverá envolver a implementação de novas políticas: cabe aos governos garantir que o facto de as pessoas ganharem mais dinheiro não prejudica o planeta.

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Será, no entanto, necessário apontar aos que gastam, de facto, mais energia. Pessoas que voam com frequência poderão ser alvo de novos impostos, por exemplo. O dinheiro angariado através destas taxas seria, depois, investido para compensar as emissões poluentes decorrentes de gastos energéticos necessários na saúde ou iluminação do lar.

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