O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a imprensa de propagar fake news sobre o surto de coronavírus para tentar gerar o pânico nos mercados financeiros, depois de as autoridades de Saúde Pública terem dito que a propagação do vírus em território norte-americano é «inevitável».
Trump tem-se mostrado optimista em relação à propagação do vírus e disse mesmo que estava tudo sob controlo. «A MSDNC e a CNN estão a favor tudo o que podem para fazer com que o coronavírus pareça o pior possível para, se possível, deixar os mercados em pânico», escreveu Trump na rede social Twitter. Acrescentou ainda que «os Estados Unidos estão em grande forma!».
Low Ratings Fake News MSDNC (Comcast) & @CNN are doing everything possible to make the Caronavirus look as bad as possible, including panicking markets, if possible. Likewise their incompetent Do Nothing Democrat comrades are all talk, no action. USA in great shape! @CDCgov…..
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) February 26, 2020
O “The Washington Post” escreve que Trump ficou furioso com a quebra do mercado de acções, devido aos receios de que o coronavírus se propague pelos Estados Unidos. Ainda assim, os principais índices de Wall Street abriram a sessão desta quarta-feira com uma leve subida, depois de Donald Trump ter agendado hoje uma conferência de imprensa para as 18 horas (23 em Lisboa), para falar sobre falar sobre o impacto que o coronavírus está a ter na economia em todo o mundo.
O Dow Jones ganha 0,61% para 27.245,90 pontos, o S&P 500 avança 0,5% para 3.146,07 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite valoriza 0,78% para 9.033,60 pontos.
Na terça-feira, os três maiores índices registaram o quatro dia consecutivo a cair, tendo tocado em mínimos de dois anos: o Dow Jones desvalorizou 6,58% em duas sessões e é preciso recuar dois anos para verificar um cenário idêntico, quando o índice desvalorizou 4%.
Ontem, o porta-voz da Casa Branca, Judd Deere, disse ao “Business Insider” que houve «um esforço político da esquerda e de alguns na imprensa para distrair e perturbar o povo americano com uma retórica temível» e defendeu a resposta da Administração Trump ao coronavírus.





