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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Ensaio. BMW 230i: último guardião da marca não é elétrico, não é SUV — é feito para conduzir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Farromba]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:47:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Jorge Farromba explica o que torna este modelo alemão uma delícia para todos aqueles que genuinamente gostam de conduzir]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje o mercado vive dominado por elétricos e, na maior parte dos casos por SUV elétricos com muitos assistentes digitais e também concebidos para agradar aos vários algoritmos. Mas este BMW que trago para ensaio é cada vez mais uma raridade; foi desenhado para quem gosta genuinamente de conduzir.</p>
<p>Não é um SUV nem é um crossover nem quer ser um automóvel familiar. É um coupé compacto premium do segmento D, com duas portas, quatro lugares e aquela configuração mecânica que honra décadas da tradição da marca bávara, com o seu motor longitudinal, tração traseira e a distribuição de massas próxima do ideal.</p>
<p>O desenho é uma clara herança dos grandes BMW coupé, com o seu capot longo, habitáculo recuado, traseira curta e os guarda-lamas musculados.</p>
<p>Creio que se faz justiça dizer que existem referências subtis mas evidentes ao lendário BMW 2002, principalmente na assinatura luminosa dianteira e na zona lateral. Depois, o pack desportivo reforça, por um lado, a presença visual, com os pára-choques específicos, suspensão desportiva, jantes exclusivas e alguns elementos aerodinâmicos que o tornam mais agressivo mas sem num cair no exagero estético.</p>
<p>Por outro lado, ao vivo transmite muito daquilo que as fotografias não conseguem captar: largura visual, uma superfície que se impõe e uma sensação de robustez estrutural que sempre moldou esta marca.</p>
<p>O desenvolvimento dinâmico deste BMW foi feito na Alemanha com os habituais testes de resistência a altas velocidades, testes ao comportamento dinâmico e também a afinação do chassis. E debaixo deste capot longo encontramos um motor BMW turbo de quatro cilindros, dois litros, mais de 240 cavalos e com uma caixa automática de oito velocidades. A tração é traseira, como se impõe num desportivo e a velocidade está limitada a 250 km/h.</p>
<p>Mas mais importante que os números é a forma como é que este motor entrega a sua potência; não é a resposta explosiva mas  progressiva, linear e extremamente utilizável em estrada real. Algo que se tornou raro na altura em que muitos privilegiavam o efeito imediato em detrimento da naturalidade.</p>
<p>Existem automóveis rápidos, outros eficazes e depois automóveis que comunicam. E este BMW pertence a esta última categoria. Por exemplo, nas estradas nacionais aquilo que impressiona não é a velocidade absoluta, mas a qualidade da interação entre o condutor, a direção e o chassis. Por um lado, a direção tem uma precisão elevada; o eixo dianteiro responde com rapidez e a traseira acompanha tudo  de uma forma estruturada e previsível. A suspensão está ali para oferecer aquele raro equilíbrio entre o controlo de movimentos e o conforto; mesmo quando o piso não é perfeito &#8211; e Portugal é pródigo nisso -, o BMW mantém a compostura, a estabilidade e o refinamento.</p>
<p>O 230i da BMW convida genuinamente a procurar mais uma curva na nossa estrada.</p>
<p>O interior mantém o habitáculo orientado para o condutor. A posição de condução é, no mínimo, muito boa e envolvente. Os bancos elétricos oferecem o apoio lateral adequado e a suspensão não compromete o conforto. A qualidade dos materiais é BMW!</p>
<p>Atrás, o espaço obviamente é bastante condicionado pelas características do modelo mas este não é o automóvel que quer ser familiar. A bagageira, por um lado, é muito boa. O sistema multimédia que a BMW utiliza é bastante natural, inteligente e intuitivo mantendo uma experiência tecnológica que complementa a condução em vez de a substituir.</p>
<p>Disse, no início, que as fotografias não conseguiam mostravam algumas áreas e uma delas é a  sensação de solidez e estrutural do BMW 230i, onde as portas continuam a ser pesadas, os painéis rígidos &#8211; qualidade de construção &#8211; e o esquecimento recorrente de incluir vibrações e ruídos parasitas.</p>
<p>Em resumo, este BMW 230i não é declaradamente um automóvel para todos. É claramente direcionado para entusiastas da condução, clientes premium que não querem um SUV; público alvo algures entre os 35 e os 60 anos que valorizam a dinâmica muito acima das modas.</p>
<p>A proposta de valor deste BMW é bastante simples: não tenta seguir tendências; enquanto muitos construtores automóveis abandonam os coupés compactos de tração traseira a BMW continua a oferecer esta arquitetura de condução pura  e talvez seja esta a sua maior inovação. Não quer impressionar com números extravagantes nem com promessas de futuro, mas faz a sua conquista do mercado através da engenharia da precisão, da comunicação mecânica e da autenticidade. É certo tudo isto tem um preço à volta dos 62.000€, mas compensa!</p>

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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785481]]></sapo:autor>
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		<title>População na UE vai atingir pico de 453,3 milhoes em 2029 e depois começa a cair</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:38:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A população da União Europeia, atualmente de 450,6 milhões de pessoas, deverá atingir em 2029 um pico de 453,3 milhões e reduzir-se para 398,8 milhões até 2100, segundo um relatório hoje divulgado, em Bruxelas, pela Comissão Europeia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A população da União Europeia, atualmente de 450,6 milhões de pessoas, deverá atingir em 2029 um pico de 453,3 milhões e reduzir-se para 398,8 milhões até 2100, segundo um relatório hoje divulgado, em Bruxelas, pela Comissão Europeia.</P><br />
<P>O estudo, feito pelo Centro Comum de Investigação, confirma que a população da União Europeia (UE) se encontra atualmente perto do seu pico, com 450,6 milhões de pessoas, e deverá situar-se em cerca de 445 milhões até 2050, e 398,8 milhões até 2100, o que representa um decréscimo global de cerca de 11,7%, para um nível idêntico ao registado na década de 1970.</P><br />
<P>De acordo com o relatório, entre 1960 e 2025, a população da UE registou um aumento global significativo de cerca de 96 milhões de pessoas (passando de 354,5 milhões para 450,6 milhões).</P><br />
<P>Entre 2005 e 2024, o ritmo do crescimento populacional abrandou para 0,89 milhões ao ano, face a 3,03 milhões/ano nos anos 1960 e espera-se que comece a recuar a partir de um pico de 453,3 milhões em 2029.</P><br />
<P>Ao mesmo tempo, os europeus vivem mais tempo do que nunca, com a esperança de vida à nascença a atingir os 81,5 anos em 2024, refletindo progressos nos cuidados de saúde, no nível de vida e nas condições sociais.</P><br />
<P>Até 2050, quase um em cada três residentes na UE terá 65 ou mais anos &#8212; em comparação com um em cada cinco atualmente &#8211;, ao passo que a esperança de vida poderá ultrapassar os 90 anos para as mulheres e os 86 para os homens até 2100.</P><br />
<P>Uma criança nascida na UE em 2023 poderá esperar viver uma vida sem doenças graves até aos 75,3, aponta o estudo demográfico.</P><br />
<P>O estudo indica ainda que o volume de bebés nascidos anualmente na UE caiu quase para metade em 60 anos, depois de um pico de fertilidade de 6,8 milhões de nados-vivos em 1964.</P><br />
<P>Em 2024 nasceram apenas 3,55 milhões de crianças na UE &#8212; o valor mais baixo do registo histórico apresentado.</P><br />
<P>O Centro Comum de Investigação prevê impactos das alterações demográficas na saúde, estando previsto que em 2038 os habitantes com mais de 65 anos ultrapassem os que têm 20 a 40.</P><br />
<P>Isto também terá impacto no mercado de trabalho &#8212; nomeadamente com a facilitação do acesso aos jovens -, na segurança social, nomeadamente a sustentabilidade dos regimes de pensões, na educação e na habitação.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788995]]></sapo:autor>
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		<title>Passageiros nos aeroportos sobem 2,9% em maio para novo máximo histórico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:38:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os aeroportos nacionais movimentaram em maio 7,1 milhões de passageiros, mais 2,9% em termos homólogos, atingindo um novo máximo histórico, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os aeroportos nacionais movimentaram em maio 7,1 milhões de passageiros, mais 2,9% em termos homólogos, atingindo um novo máximo histórico, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).</P><br />
<P>&#8220;O movimento de passageiros nos aeroportos nacionais voltou a atingir um máximo histórico em maio de 2026, após os máximos históricos registados nos quatro meses anteriores&#8221;, lê-se nas estatísticas rápidas do INE.</P><br />
<P>Em maio, desembarcaram, em média, 115,5 mil passageiros por dia, acima dos 112,8 mil registados em maio de 2025, uma subida de 2,4%. </P><br />
<P>A grande maioria dos passageiros desembarcados nos aeroportos nacionais corresponderam a tráfego internacional (83,9%), com a Europa como a principal origem destes passageiros, e o continente americano como a segunda.</P><br />
<P>Já o transporte de carga diminuiu, tendo sido movimentadas 22,1 mil toneladas de carga e correio, uma redução de 3,3% face ao mesmo período do ano anterior.</P><br />
<P>No quinto mês do ano registaram-se 23,8 mil aterragens de aeronaves em voos comerciais nos aeroportos nacionais, um aumento de 1,5% em termos homólogos.</P><br />
<P>O gabinete de estatísticas tem também dados acumulados dos primeiros cinco meses do ano, concluindo que entre janeiro e maio de 2026, o número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais aumentou 3,2% face a 2025. </P><br />
<P>O aeroporto de Lisboa concentrou 50,6% do total de passageiros movimentados, com 14,3 milhões de passageiros, enquanto o aeroporto do Porto movimentou 6,8 milhões de passageiros e o aeroporto de Faro teve 3,5 milhões de passageiros movimentados (12,5% do total).</P><br />
<P>Ainda no período de janeiro a maio, o Reino Unido &#8220;manteve-se o principal país de origem e destino dos voos com passageiros&#8221;, seguindo-se França, Espanha e Alemanha, que mantiveram a 2.ª, 3.ª e 4.ª posições, respetivamente. </P><br />
<P>O Brasil completa o grupo dos cinco principais países de origem, enquanto a Itália ocupou a 5.ª posição entre os principais países de destino, de acordo com o INE.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788994]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal ganha quase 22 mil empregos tecnológicos num ano e sobe ao segundo lugar na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:35:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[PlayersTime]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Evolução colocou Portugal apenas atrás do Luxemburgo, que registou um crescimento de 9,62%, passando de 26 mil para 28.500 trabalhadores. A Noruega completou o pódio europeu]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal foi o segundo país europeu onde o emprego nos setores de alta tecnologia mais cresceu entre 2024 e 2025, segundo um <a href="https://www.playerstime.com/reports/europe-countries-growth/" target="_blank" rel="noopener">relatório da PlayersTime</a>. O número de trabalhadores aumentou de 262.100 para 283.900, o equivalente a uma subida de 8,32% e à criação de quase 22 mil postos de trabalho num ano.</p>
<p>A evolução colocou Portugal apenas atrás do Luxemburgo, que registou um crescimento de 9,62%, passando de 26 mil para 28.500 trabalhadores. A Noruega completou o pódio europeu, com uma subida de 7,54%, de 159.100 para 171.100 empregos de alta tecnologia.</p>
<p>O relatório surge num período em que empresas como a Microsoft, a Amazon e outros grandes grupos tecnológicos estão a reduzir postos de trabalho, ao mesmo tempo que reforçam o investimento em inteligência artificial. Para a PlayersTime, esta transformação está a redesenhar a distribuição das oportunidades e a permitir que mercados europeus de menor dimensão disputem talento e investimento com os tradicionais polos tecnológicos.</p>
<p>A Lituânia ocupa o quarto lugar da classificação, após aumentar a força de trabalho de alta tecnologia de 77.600 para 83.100 pessoas, uma progressão de 7,09%. Segue-se a Alemanha, com um crescimento de 6,16%, para mais de 2,31 milhões de trabalhadores.</p>
<p>Turquia, Chequia, Eslovénia, Bélgica e Bulgária completam os dez países com maior crescimento anual. A Turquia registou uma subida de 6,03%, a Chequia avançou 5,8%, a Eslovénia cresceu 5,36%, a Bélgica aumentou 5,15% e a Bulgária registou uma progressão de 4,66%.</p>
<p>No caso português, a PlayersTime associa o crescimento à instalação de investidores internacionais, à chegada de trabalhadores remotos e ao desenvolvimento do país como destino para empresas e profissionais tecnológicos. O relatório alerta, contudo, que esta procura também começa a refletir-se no aumento dos preços da habitação e do custo de vida.</p>
<p>O Luxemburgo lidera a classificação depois de ter mais do que duplicado a sua força de trabalho tecnológica ao longo de uma década. O número de trabalhadores passou de 12.800, em 2015, para 28.500, em 2025, apoiado pelo setor financeiro tecnológico, pela atração de profissionais internacionais e pela concentração de funções especializadas.</p>
<p>A Lituânia apresentou igualmente uma expansão expressiva no período analisado. O país passou de cerca de 28 mil trabalhadores de alta tecnologia em 2015 para mais de 83 mil em 2025, quase triplicando a dimensão deste mercado de trabalho.</p>
<p>Apesar de ocupar o quinto lugar em crescimento anual, a Alemanha continua a ter o maior mercado tecnológico da Europa, com 2,32 milhões de trabalhadores. Seguem-se França, com 1,43 milhões, e Espanha, com 1,06 milhões.</p>
<p>Os dados mostram também uma expansão tecnológica no Sudeste da Europa. Turquia, Eslovénia e Bulgária integram o grupo dos dez países com maior crescimento, sugerindo que o emprego especializado está a espalhar-se para além das economias tradicionalmente associadas à inovação digital.</p>
<p>No extremo oposto da classificação, a Letónia apresentou a maior queda, com uma redução de 7,89% entre 2024 e 2025. Eslováquia e Roménia também registaram diminuições, terminando o período com 113.500 e 207.800 trabalhadores de alta tecnologia, respetivamente.</p>
<p>No conjunto da Europa, o número de trabalhadores nestes setores aumentou de 11,2 milhões em 2024 para 11,5 milhões em 2025, uma subida de 2,75%. O crescimento ocorreu apesar de 11 dos países analisados terem registado uma redução do respetivo contingente de profissionais tecnológicos.</p>
<p>“O que estamos a ver não é uma simples história de crescimento, é uma redistribuição de oportunidades”, afirma Silvana Vladimirova, analista de dados da PlayersTime. Segundo a responsável, a inteligência artificial está a transformar os critérios de contratação, enquanto as empresas recorrem cada vez mais a equipas distribuídas e a mercados onde os custos operacionais são inferiores.</p>
<p>A analista antecipa que esta tendência poderá acelerar, substituindo um mapa dominado por um pequeno número de grandes centros tecnológicos por uma rede de inovação mais dispersa. Nesse cenário, cidades como Lisboa, Varsóvia ou Belgrado poderão ganhar espaço perante polos tradicionais como Londres e Berlim.</p>
<p>Para elaborar o relatório, a PlayersTime analisou 31 países europeus através de 11 indicadores relacionados com demografia, atividade económica, inovação, emprego e habitação. Entre as métricas consideradas encontram-se o crescimento populacional, a evolução dos ecossistemas de startups, os pedidos de patentes, o emprego de alta tecnologia, o produto interno bruto por trabalhador, os salários e os preços das casas.</p>
<p>Os dados tiveram como fontes entidades como o Eurostat, a Organização Internacional do Trabalho, a Numbeo e a StartupBlink. Os países receberam uma pontuação de acordo com a posição alcançada em cada indicador, destinada a avaliar a evolução recente e o potencial de crescimento em 2026.</p>
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		<title>EUA já devolveram 81 mil milhões de dólares em tarifas de Trump consideradas ilegais pelo Supremo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:34:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo dos Estados Unidos já devolveu 81 mil milhões de dólares (cerca de 69 mil milhões de euros) às empresas que pagaram tarifas sobre bens importados posteriormente consideradas ilegais pelo Supremo Tribunal norte-americano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo dos Estados Unidos já devolveu 81 mil milhões de dólares (cerca de 69 mil milhões de euros) às empresas que pagaram tarifas sobre bens importados posteriormente consideradas ilegais pelo Supremo Tribunal norte-americano. O montante representa um aumento sem precedentes face ao período homólogo do ano anterior e resulta diretamente da decisão judicial que, em fevereiro, anulou uma parte significativa das tarifas adicionais impostas pelo Presidente Donald Trump desde o início do seu segundo mandato. O reembolso das verbas está também a pressionar novamente as contas públicas norte-americanas, numa altura em que o défice federal volta a aumentar.</p>
<p>Segundo o The Guardian, os dados orçamentais divulgados esta segunda-feira mostram que, desde o início do atual ano fiscal norte-americano — em outubro de 2025 — o Governo já reembolsou 81 mil milhões de dólares em tarifas aduaneiras, quando, no mesmo período do exercício anterior, esse valor rondava apenas os cinco mil milhões de dólares. Um responsável do Departamento do Tesouro confirmou que o aumento está quase totalmente relacionado com a decisão do Supremo Tribunal, acrescentando que a maior parte dos reembolsos foi efetuada durante os meses de maio e junho.</p>
<p>As tarifas sobre produtos importados constituíram um dos pilares da estratégia económica de Donald Trump desde o regresso à Casa Branca. O Presidente norte-americano apresentou estas medidas como uma solução abrangente para vários problemas da economia dos Estados Unidos, defendendo que permitiriam incentivar o regresso da produção industrial ao país, melhorar as condições dos acordos comerciais internacionais e reduzir o défice orçamental federal através do aumento das receitas fiscais provenientes das importações.</p>
<p>No entanto, essa estratégia sofreu um revés significativo quando, em fevereiro, o Supremo Tribunal decidiu invalidar uma parte substancial das tarifas adicionais decretadas por Trump, obrigando o Governo a devolver às empresas os valores entretanto cobrados. A decisão judicial eliminou uma parte importante da política tarifária da Administração norte-americana e obrigou o Tesouro a suportar um elevado esforço financeiro para proceder aos respetivos reembolsos.</p>
<p>O impacto já é visível nas contas públicas. Depois de as receitas obtidas com as tarifas terem contribuído para uma ligeira redução do défice federal no ano anterior, a tendência voltou agora a inverter-se. Nos primeiros nove meses do atual ano fiscal, o défice dos Estados Unidos atingiu 1,367 biliões de dólares, o equivalente a cerca de 1,17 biliões de euros, representando um aumento de 2% face ao mesmo período anterior.</p>
<p>Ao mesmo tempo, continuam a crescer outras despesas públicas de grande dimensão. O pagamento dos juros da dívida pública ultrapassou, pela primeira vez, um bilião de dólares, registando um aumento anual de 14%. Também a despesa militar aumentou cerca de 5%, impulsionada pelos custos associados ao conflito no Médio Oriente.</p>
<p>Apesar do revés judicial, a Administração Trump não abandonou a sua política comercial protecionista. A tarifa global temporária de 10% atualmente em vigor deverá expirar a 24 de julho, mas a Casa Branca prepara já um novo conjunto de direitos aduaneiros com fundamento no que considera ser uma aplicação insuficiente das leis internacionais contra o trabalho forçado e na existência de excesso de capacidade industrial em determinados países.</p>
<p>De acordo com a proposta atualmente em preparação, poderão ser aplicadas novas tarifas entre 10% e 12,5% sobre produtos provenientes de vários parceiros comerciais dos Estados Unidos, incluindo o Reino Unido, Japão, Índia, Taiwan e China. Segundo o jornal britânico, esta nova abordagem foi desenhada de forma a contornar parte das limitações impostas anteriormente pelos tribunais à política tarifária de Donald Trump.</p>
<p>Além disso, Washington já ameaçou aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos provenientes do Brasil, reforçando o endurecimento da sua política comercial relativamente a vários parceiros internacionais.</p>
<p>As tensões comerciais estendem-se igualmente à Europa. No mês passado, Donald Trump ameaçou impor uma tarifa de 100% sobre todos os produtos provenientes dos países europeus — incluindo o Reino Unido — que mantenham ou introduzam impostos sobre os serviços digitais prestados pelas grandes empresas tecnológicas norte-americanas.</p>
<p>Atualmente, o Reino Unido aplica um imposto de 2% sobre receitas obtidas por grandes plataformas digitais, motores de busca e mercados online, abrangendo empresas como Apple, Google e Amazon. Segundo o Tesouro britânico, esta taxa gerou mais de 800 milhões de libras durante o exercício financeiro de 2024-2025.</p>
<p>Outros países europeus seguem uma política semelhante. França, Espanha e Itália aplicam um imposto de 3% sobre determinados serviços digitais prestados por grandes empresas tecnológicas, enquanto vários outros Estados-membros da União Europeia já implementaram ou estudam medidas equivalentes.</p>
<p>Donald Trump avisou que qualquer país que avance com este tipo de tributação enfrentará imediatamente uma tarifa de 100% sobre todas as exportações para os Estados Unidos. Numa publicação na rede social Truth Social, o Presidente escreveu: &#8220;Vários países europeus têm estado a discutir a implementação iminente de um imposto sobre serviços digitais aplicado às empresas americanas. Alguns desses países estão muito perto de o fazer. Que esta declaração sirva para esclarecer que qualquer país que imponha esse imposto enfrentará imediatamente uma tarifa de 100% sobre todos os bens enviados para os Estados Unidos da América.&#8221;</p>
<p>Na mesma mensagem, Trump acrescentou que essa tarifa &#8220;prevalecerá sobre quaisquer acordos comerciais celebrados com esse país, estejam implementados, assinados ou não&#8221;, sublinhando ainda que a medida será aplicada &#8220;imediatamente&#8221; caso esses governos avancem com a tributação das grandes empresas tecnológicas norte-americanas.</p>
<p>A evolução da política comercial dos Estados Unidos continua, assim, a gerar forte incerteza junto dos parceiros internacionais. Ao mesmo tempo que o Governo é obrigado a devolver dezenas de milhares de milhões de dólares devido à decisão do Supremo Tribunal, a Administração Trump prepara uma nova vaga de tarifas que poderá voltar a provocar tensões comerciais com alguns dos principais aliados económicos de Washington.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788986]]></sapo:autor>
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		<title>Estes são os carros que mais desvalorizam em Portugal: há modelos que perdem quase 65% em cinco anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:22:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre os veículos analisados em Portugal, o Jaguar I-Pace foi o que registou a maior perda de valor. Ao fim de cinco anos, este SUV elétrico desvalorizou, em média, 64,6%, o que significa que passou a valer pouco mais de um terço do preço inicial]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Comprar um automóvel representa um investimento elevado, mas o preço pago no concessionário está longe de ser o único custo a considerar. A desvalorização pode retirar mais de metade do valor de alguns modelos em apenas cinco anos, segundo um estudo divulgado pela empresa de dados automóveis carVertical.</p>
<p>Entre os veículos analisados em Portugal, o Jaguar I-Pace foi o que registou a maior perda de valor. Ao fim de cinco anos, este SUV elétrico desvalorizou, em média, 64,6%, o que significa que passou a valer pouco mais de um terço do preço inicial.</p>
<p>A lista prossegue com o Opel Insignia, que perdeu 61,2% do valor, o Nissan Leaf, com uma desvalorização de 58,1%, o Ford Mondeo, com 57,7%, e o Audi e-tron, que caiu 54,3%. Os dados mostram que os modelos elétricos e os automóveis de segmentos superiores estão particularmente expostos a perdas acentuadas.</p>
<p>“Alguns veículos podem parecer uma excelente compra”, reconhece Matas Buzelis, especialista do mercado automóvel da carVertical. O equipamento tecnológico e a qualidade dos acabamentos podem atrair os compradores, mas a rápida desvalorização representa um custo oculto que muitos condutores apenas descobrem quando decidem vender o carro.</p>
<p>Segundo a empresa, os automóveis de luxo enfrentam uma espécie de custo duplo. Além do preço inicial mais elevado, têm reparações e despesas de manutenção mais caras, fatores que reduzem a procura no mercado de usados. A evolução acelerada da tecnologia também faz com que algumas funcionalidades dos modelos premium fiquem rapidamente ultrapassadas.</p>
<p>Nos veículos elétricos, a perda de valor é agravada pelo desenvolvimento das baterias e pelo aumento da autonomia oferecida pelos modelos mais recentes. Um automóvel elétrico com poucos anos pode tornar-se menos atrativo quando comparado com novas propostas capazes de percorrer distâncias superiores entre carregamentos.</p>
<p>O mesmo padrão é visível no conjunto dos países europeus abrangidos pelo estudo. O Jaguar I-Pace voltou a ocupar o primeiro lugar, com uma desvalorização média de 73,1% em cinco anos, seguido pelo Land Rover Range Rover, com 70,1%, pelo Nissan Leaf, com 62,4%, pelo Audi e-tron, com 60,9%, e pelo Jaguar XF, com 59,9%.</p>
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<p>No extremo oposto da análise realizada em Portugal aparece o Peugeot 508. Entre os modelos considerados, foi o que melhor conservou o valor, embora tenha perdido 48,7% do preço inicial ao longo de cinco anos. Seguem-se o Opel Astra, com uma queda de 48,8%, o Tesla Model S, com 51%, o Tesla Model 3, com 52,6%, e o Hyundai Ioniq, com 53,8%.</p>
<p>Os veículos de gamas mais acessíveis tendem a conservar melhor o valor devido ao preço inicial mais baixo, aos custos de manutenção reduzidos e à maior procura no mercado de usados. Ainda assim, a carVertical salienta que o comportamento de cada modelo varia de país para país e depende das preferências dos compradores locais.</p>
<p>A desvalorização não resulta apenas da idade do automóvel. A reputação do modelo, a fiabilidade, os custos de utilização e a procura entre potenciais compradores também influenciam o preço. Um veículo considerado arriscado ou pouco procurado poderá perder valor mais rapidamente, enquanto os modelos populares e económicos tendem a resistir melhor.</p>
<p>O estudo teve por base relatórios históricos adquiridos pelos utilizadores da carVertical entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025. Foram analisados veículos fabricados em 2020, comparando o preço de venda recomendado pelo fabricante com o respetivo valor de mercado cinco anos depois.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788969]]></sapo:autor>
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		<title>Autarca russo queixa-se que norte-coreanos recusam trabalhar no país por considerarem salários de 630 euros baixos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:15:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A crescente escassez de mão de obra na Rússia está a obrigar várias regiões a procurar trabalhadores estrangeiros para responder às necessidades de diferentes setores da economia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A crescente escassez de mão de obra na Rússia está a obrigar várias regiões a procurar trabalhadores estrangeiros para responder às necessidades de diferentes setores da economia. No entanto, um autarca russo veio agora admitir que nem todos os países estão disponíveis para aceitar as condições oferecidas. O presidente da câmara de Oremburgo, cidade localizada nos Urais, afirmou que os trabalhadores da Coreia do Norte recusam deslocar-se para a Rússia por considerarem demasiado baixo o salário mensal de cerca de 55 mil rublos, o equivalente a aproximadamente 630 euros. As declarações surgem numa altura em que Moscovo continua a recorrer a trabalhadores estrangeiros para colmatar a falta de mão de obra agravada pela guerra na Ucrânia e pelas alterações demográficas registadas nos últimos anos.</p>
<p>Segundo o El Español, Albert Yumadilov explicou que a autarquia tentou recorrer a trabalhadores norte-coreanos, mas que estes não aceitaram as condições salariais oferecidas. &#8220;Os trabalhadores da Coreia do Norte não aceitam um salário de 55 mil rublos (630 euros). Lá, os salários são duas ou três vezes superiores&#8221;, afirmou numa entrevista ao portal russo Mediazona. Apesar disso, o autarca elogiou a produtividade dos cidadãos norte-coreanos, descrevendo-os como trabalhadores extremamente eficientes. &#8220;Claro que são mais eficientes, vi-o com os meus próprios olhos, são autênticos robôs. Mas simplesmente não podemos pagar esses salários&#8221;, declarou. Face a esta situação, o município optou por contratar 31 trabalhadores oriundos do Senegal para desempenharem funções ligadas à limpeza urbana e aos serviços municipais. Os primeiros dez chegaram em abril e está prevista a chegada de mais quatro trabalhadores nas próximas semanas. Yumadilov mostrou-se satisfeito com os resultados, afirmando que os novos funcionários trabalham inclusivamente aos sábados e domingos, algo que, segundo disse, não acontecia anteriormente.</p>
<p>O responsável municipal acrescentou ainda que algumas regiões russas mantêm acordos específicos com a Coreia do Norte para o fornecimento de mão de obra, embora Oremburgo não esteja abrangida por esses programas. Ainda assim, as declarações do autarca suscitaram dúvidas entre especialistas, que consideram pouco credível que os salários praticados dentro da Coreia do Norte sejam efetivamente superiores aos oferecidos na Rússia. Vários analistas defendem que o custo elevado da contratação de trabalhadores norte-coreanos resulta sobretudo da intervenção de intermediários e de outras despesas associadas ao seu recrutamento, e não propriamente da remuneração recebida pelos próprios trabalhadores.</p>
<p>Durante vários anos, a Rússia foi um dos principais destinos da mão de obra proveniente da Coreia do Norte. Segundo o portal oposicionista russo Meduza, até 2018 Moscovo emitia mais de 10 mil vistos de trabalho por ano para cidadãos norte-coreanos. No entanto, as sanções impostas pelas Nações Unidas obrigaram posteriormente a Rússia a interromper esse processo, proibindo a contratação destes trabalhadores. Essa situação alterou-se depois da invasão em larga escala da Ucrânia. Em 2025, o Serviço Russo da BBC noticiou que as autoridades russas tinham retomado o recrutamento de cidadãos norte-coreanos, recorrendo desta vez a vistos de estudante para contornar as restrições impostas pela ONU.</p>
<p>Diversas organizações internacionais e investigações independentes têm denunciado as condições em que estes trabalhadores vivem na Rússia. Segundo o artigo, muitos permanecem sob vigilância constante de agentes dos serviços de segurança norte-coreanos e apenas recebem o salário quando regressam ao seu país de origem, situação frequentemente descrita por organizações de direitos humanos como um regime próximo de trabalho forçado. Ao mesmo tempo, embora o salário médio oficial na Rússia tenha atingido os 100.360 rublos (cerca de 1.143 euros) em 2025, os rendimentos variam significativamente entre regiões. Em Moscovo, o salário médio ultrapassou os 198 mil rublos (cerca de 2.266 euros), enquanto em São Petersburgo rondou os 128.929 rublos (1.472 euros). No extremo oposto encontra-se a região da Inguchétia, onde a média salarial não ultrapassou os 46.648 rublos (533 euros). A região de Chukotka registou o salário médio mais elevado do país, com cerca de 208.456 rublos (2.375 euros). Ainda assim, especialistas recordam que o salário mediano é bastante inferior ao salário médio devido à elevada desigualdade de rendimentos existente na Rússia, cujo índice de Gini atingiu 0,422 em 2025.</p>
<p>Peter Ward, investigador do Instituto Sejong e especialista na economia norte-coreana, mostrou-se particularmente cético em relação às declarações do autarca russo. Em declarações ao NK News, afirmou que Pyongyang parece ter um &#8220;excelente departamento de relações públicas&#8221; para promover os seus trabalhadores a valores tão elevados. O especialista admite que alguns profissionais altamente qualificados ligados ao setor tecnológico, à indústria militar ou a quadros do Partido possam beneficiar de remunerações superiores, sobretudo quando se incluem habitação e géneros alimentares. Contudo, sublinha que &#8220;o salário do trabalhador norte-coreano médio está muito mais próximo dos 1.400 won do que dos 1.400 euros&#8221;, sendo que 1.400 won representam menos de um euro. Na sua análise, os valores cobrados refletem sobretudo aquilo que os intermediários acreditam que os empregadores russos estão dispostos a pagar e também o risco associado ao controlo de trabalhadores destacados para um país distante.</p>
<p>Ward considera ainda que esta realidade demonstra uma relação marcada pelo oportunismo entre ambas as partes. &#8220;As pessoas envolvidas nesta relação estão ocupadas a tentar enganar-se mutuamente&#8221;, afirmou, descrevendo a situação como um exemplo de falta de confiança e de visão estratégica. Para o investigador, esta realidade contrasta com o discurso oficial que apresenta a cooperação entre Moscovo e Pyongyang como uma parceria sólida e duradoura.</p>
<p>Também Chris Monday, investigador especializado na economia russa da Universidade Dongseo, aconselha prudência na interpretação das declarações do autarca de Oremburgo. Segundo explicou ao NK News, Albert Yumadilov estava provavelmente a repetir informações que ouviu, e não a relatar experiências diretas sobre o funcionamento do sistema de contratação de trabalhadores norte-coreanos. O investigador recorda que uma parte significativa dos salários pagos aos trabalhadores destacados para o estrangeiro é retida pelo Estado norte-coreano e pelos intermediários responsáveis pelo recrutamento, o que aumenta substancialmente o custo suportado pelos empregadores russos.</p>
<p>Na prática, refere o especialista, contratar trabalhadores norte-coreanos pode sair bastante mais caro do que recorrer a mão de obra proveniente de países como Índia, Bangladesh, Vietname, Paquistão ou Etiópia. &#8220;Parece que os intermediários norte-coreanos estão a enganar os russos. Sabem que a Rússia está numa situação complicada e precisa de trabalhadores. Sabem que podem exigir mais. Putin tem poucas opções&#8221;, afirmou. Acrescenta ainda que outro dos fatores que poderá justificar os valores elevados é a intenção de evitar transmitir a imagem de que a Coreia do Norte atravessa uma situação económica desesperada.</p>
<p>Segundo a interpretação apresentada pelo artigo, é provável que Albert Yumadilov não estivesse a referir-se apenas ao salário líquido recebido pelos trabalhadores, mas sim ao custo global da contratação. No final do ano passado, recrutar um trabalhador norte-coreano representava um encargo superior a dois mil euros por pessoa, incluindo viagens aéreas, vistos, seguros e comissões pagas aos intermediários. Entre essas entidades figuram instituições de ensino russas, como o Colégio Sodeystvie, que registavam formalmente estes cidadãos como estudantes em estágio, permitindo assim contornar as restrições impostas pelas Nações Unidas.</p>
<p>Os próprios intermediários russos envolvidos nestes processos recomendavam que os trabalhadores norte-coreanos recebessem remunerações mensais entre 875 e 1.137 euros. Estes valores coincidem com estimativas apresentadas pelo Instituto Coreano para a Unificação Nacional (KINU), sediado em Seul. Em contrapartida, o custo total da contratação de trabalhadores provenientes da Índia, Bangladesh, Vietname, Paquistão ou Etiópia seria, em muitos casos, inferior a metade.</p>
<p>O KINU refere igualmente que o aumento da procura russa por trabalhadores da Coreia do Norte acabou por beneficiar também os cidadãos norte-coreanos empregados na China, cujos salários mensais terão aumentado de cerca de 280 euros durante a pandemia para aproximadamente 440 euros. O instituto estima ainda que cerca de 40 mil norte-coreanos trabalham atualmente na Rússia, um número compatível com os mais de 36 mil vistos emitidos pelas autoridades russas para cidadãos daquele país ao longo do último ano. Quase todos esses vistos foram concedidos oficialmente para fins educativos, um mecanismo que, segundo diversas investigações, continua a ser utilizado como forma de contornar as sanções internacionais e permitir a entrada de trabalhadores norte-coreanos em território russo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788970]]></sapo:autor>
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		<title>Estará Portugal preparado para proteger a sua rede energética?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:14:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Pedro Cordeiro, Principal Cybersecurity Engineer da Critical Software]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Pedro Cordeiro, Principal Cybersecurity Engineer da Critical Software</strong></em></p>
<p>Durante anos, a cibersegurança no setor energético foi tratada como uma formalidade e como algo que se validava numa auditoria e que se delegava a uma equipa especializada. A diretiva NIS2, que Portugal transpôs para o ordenamento jurídico nacional, acabou com essa lógica. O que a NIS2 exige não é mais burocracia. É uma mudança fundamental na forma como as infraestruturas críticas são geridas e protegidas, e essa mudança começa no topo das organizações.</p>
<p>Portugal tem uma posição invejável na transição energética europeia. Em 2024, as renováveis abasteceram 71% do consumo nacional de eletricidade — um recorde histórico, segundo a REN. A rede que alimenta casas e empresas já não é a de há dez anos: é uma malha de milhões de dispositivos ligados — painéis solares em telhados domésticos, carregadores de veículos elétricos em garagens e parques de estacionamento, sistemas de armazenamento de energia distribuídos por todo o território. É uma transformação notável. E é também uma transformação que muda radicalmente o perfil de risco de toda a infraestrutura energética nacional.</p>
<p>Uma rede centralizada com poucos pontos de controlo é relativamente simples de proteger. Uma rede distribuída, com milhões de pontos de entrada e saída, é um desafio de uma ordem de grandeza completamente diferente. O carregador do seu carro elétrico, o painel solar no telhado do vizinho, o contador inteligente que a distribuidora instalou há dois anos, todos estão ligados à mesma rede. Um único dispositivo mal protegido pode ser suficiente para quem queira causar perturbações. Não é um cenário teórico: os ataques a infraestruturas energéticas na Europa têm aumentado de forma consistente nos últimos anos.</p>
<p>A NIS2 reconhece precisamente isso: que a responsabilidade das organizações já não termina nas suas próprias instalações. E traz mudanças particularmente relevantes para o setor energético em Portugal. Esta diretiva não permite que a cibersegurança seja uma preocupação confinada aos departamentos técnicos. Quando algo corre mal, a responsabilidade chega ao topo, e a lei é clara quanto a isso. Empresas que fornecem software, equipamento ou serviços às organizações do setor energético passam também a ter de cumprir requisitos de segurança específicos: e cabe às próprias organizações garantir que isso acontece.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em caso de incidente, o relógio começa imediatamente. A lei não dá tempo para reuniões de gestão de crise antes de agir, exige que os processos estejam definidos e testados muito antes de qualquer problema acontecer. O custo de incorporar segurança desde o início de um projeto é substancialmente menor do que o de a acrescentar depois. Este é um argumento financeiro que frequentemente passa despercebido no debate — até porque o custo real de um incidente em infraestrutura crítica, em termos de interrupção de serviço, danos reputacionais e impacto na vida dos cidadãos, é de uma dimensão completamente diferente de qualquer sanção regulatória.</p>
<p>As organizações que encaram a NIS2 como uma oportunidade para resolver vulnerabilidades que sempre souberam que existiam vão sair desta transição mais resilientes e mais competitivas. O ponto de partida mais útil não é contratar uma consultora para fazer uma auditoria. É responder honestamente a perguntas simples: sabemos exatamente o que está ligado à nossa rede? Sabemos quem são os nossos fornecedores críticos e que acesso têm aos nossos sistemas? Temos um plano testado para quando algo falhar? Essa clareza é o que a diretiva exige. E é também, independentemente de qualquer regulação, o que distingue as organizações que gerem infraestrutura crítica com rigor das que gerem com sorte.</p>
<p>Portugal tem a ambição de ser exportador líquido de energia renovável até ao final desta década. Essa infraestrutura começa nos telhados com painéis solares, nas autoestradas com carregadores elétricos, nas barragens que enchem com a chuva do inverno. É distribuída por todo o território, e vivida por todos. Protegê-la não é uma questão técnica. É soberania energética. Por isso, o que está em jogo não é o cumprimento de uma diretiva europeia. É, sim, a garantia de que a luz não se apaga.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Pedro Cordeiro, Principal Cybersecurity Engineer da Critical Software]]></sapo:autor>
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		<title>Randstad: Porque a sua empresa sobreaquece (e a IA é a solução)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:05:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cadernos Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Randstad]]></category>
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					<description><![CDATA[A IA exige uma nova forma de liderança, centrada na automação e na criação de organizações mais ágeis e eficientes, invertendo o excesso de burocracia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por : Gonçalo Vilhena, CIO da Randstad Portugal</p>
<p style="text-align: justify;">Se lidera uma empresa em Portugal, é provável que reconheça esta frustração: apesar de todos os investimentos em tecnologia e do discurso sobre agilidade, muitas organizações parecem estar a mover-se cada vez mais devagar. Os projectos arrastam- -se. A burocracia multiplica-se. As equipas estão exaustas. E a promessa da Inteligência Artificial (IA) continua muitas vezes presa num purgatório de POC (provas de conceito) por causa do medo do risco e da inércia. Para entender a raiz deste problema os líderes empresariais precisam de abandonar as velhas metáforas biológicas. Adoramos falar do “ADN” da nossa empresa ou debater a sua “saúde” organizacional. A biologia não explica por que razão startups, inicialmente ágeis, acabam quase sempre por ceder ao peso da burocracia à medida que crescem.</p>
<p style="text-align: justify;">Para compreender o que está a acontecer à sua empresa, precisa da segunda lei da termodinâmica. Uma empresa não é um organismo, é um “motor térmico”. Tal como um reactor, uma corporação queima combustível (capital, tempo, talento) para criar bolsões de ordem (valor, serviços) num mercado caótico. E a lei inegociável da física dita que não se pode criar ordem sem criar desperdício e desordem &#8211; a entropia.</p>
<p style="text-align: justify;">Os nossos “motores” corporativos estão a sobreaquecer. O atrito da gestão tradicional consome a energia vital da inovação. Neste cenário de asfixia a inteligência artificial não é apenas mais uma ferramenta no seu arsenal de TI. A IA é a grande solução estrutural. É perfeitamente possível mudar e transformar a sua empresa rapidamente.</p>
<p style="text-align: justify;">A adopção da IA traz riscos, mas se a abraçarmos com um verdadeiro novo “mindset”, questionando o “status quo” e os dogmas da gestão tradicional, ela é o único mecanismo capaz de arrefecer o sistema e devolver-lhe a tracção e a velocidade que são vitais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Máquina em sobreaquecimento e a IA como sistema de arrefecimento</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Por que razão a burocracia é tão fisicamente exaustiva? A resposta encontra-se no princípio de Landauer, que prova que a informação é física e que o acto de processar e “apagar” informação inútil gera calor. Sempre que a sua empresa exige uma actualização de status redundante ou força a interacção manual com sistemas legados, obriga os seus colaboradores a gerar “calor cognitivo”. Muitas empresas portuguesas atingiram o ponto de ruptura burocrático, onde o custo de controlar o trabalho excede o valor do próprio trabalho. Quando isto acontece, o motor estanca.</p>
<p style="text-align: justify;">A IA é a solução imediata e absoluta para isto. Ao implementarmos “agentic workflows”, sistemas autónomos que operam perfeitamente integrados nas suas bases de dados, passamos o ónus do processamento para a máquina. A IA processa montanhas de entropia sem gerar exaustão humana. Ela opera como um sistema de arrefecimento de altíssima performance, libertando as equipas para a verdadeira criação de valor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ilusão do controlo e a ia como o demónio de Maxwell</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O sobreaquecimento corporativo é, frequentemente, culpa directa do modelo de liderança. Demasiados CEO operam sob a ilusão do “gestor preditivo”. Inspirados no “demónio de Laplace” da física, um intelecto teórico que, conhecendo a posição de cada átomo no universo, conseguiria prever o futuro perfeitamente. Estes líderes acreditam que, com ecrãs de controlo e microgestão, conseguirão eliminar a incerteza. A energia necessária para tentar controlar cada colaborador é astronómica e apenas gera mais atrito e desordem.</p>
<p style="text-align: justify;">Um novo “mindset” exige que abandonemos o controlo ilusório e adoptemos o modelo do “demónio de Maxwell”. James Clerk Maxwell imaginou um pequeno demónio que controlava uma porta entre duas câmaras de gás, deixando passar apenas as moléculas certas, criando ordem a partir do caos sem quase nenhum gasto de energia.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, a IA é a concretização literal e tecnológica do demónio de Maxwell. A solução passa por delegar à IA a triagem massiva de dados, processos e interacções, permitindo-lhe abrir e fechar as “portas” da informação de forma autónoma. O papel do líder deixa de ser o de um controlador exausto para passar a ser o supervisor estratégico. Com a IA a assumir a desordem micro, a liderança humana ganha finalmente oxigénio para governar o macro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Velocidade como imperativo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se olharmos para as “leis dos gases da produtividade”, compreendemos que o trabalho se comporta exactamente como um gás: preenche todo o tempo e espaço disponível. Para acelerar, a gestão clássica tentava impor pressão com metodologias rígidas de reporte. Hoje, a IA funciona como o verdadeiro motor de velocidade da gestão moderna, reduzindo a execução de processos que demoravam semanas para meros segundos.</p>
<p style="text-align: justify;">E quanto aos riscos? O medo de falhar tem paralisado a adopção tecnológica nas administrações portuguesas. É inegável que enfrentamos a entrada em vigor plena das obrigações de “Alto Risco” do EU AI Act e uma epidemia de fraude de identidade corporativa através de “deepfakes”. No entanto, a verdadeira disrupção mental é perceber que a solução para os riscos da tecnologia é a própria tecnologia e a audácia de a aplicar.</p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos combater ameaças geradas por IA com pesados processos analógicos ou de compliance manual. A IA avançada é a solução para mitigar o seu próprio risco. Utilizamos o escrutínio do “machine learning” para auditar o viés algorítmico (garantindo o “compliance” com a regulamentação europeia) e implementamos modelos de “liveness detection” baseados em redes neuronais para travar as fraudes sintéticas. Colocada em causa e gerida com rigor, a IA deixa de ser uma ameaça obscura e torna-se no escudo corporativo mais impenetrável que a sua empresa pode ter.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Burnout</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A entropia na gestão tem gravidade, flui inexoravelmente para baixo. Uma estratégia desenhada no topo, quando desce a hierarquia corporativa, fragmenta-se em ruído operacional. A linha da frente funciona, de forma trágica, como o “tubo de escape”, absorvendo as ineficiências. O “burnout” corporativo não é uma falha de resiliência psicológica da sua equipa, é o esgotamento biológico e real de quem tenta combater a desordem sistémica do dia-a-dia.</p>
<p style="text-align: justify;">A IA é a única solução capaz de absorver esta fricção administrativa à escala, eliminando a sobrecarga repetitiva. E é aqui que, apoiados na tecnologia, superamos o “paradoxo da eficiência”. Modelos de gestão tradicionais, cegamente obcecados em extrair 100% de eficiência processual, quebram ao mínimo choque de mercado porque perdem a capacidade de redundância e adaptação.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Randstad, temos verificado que a solução passa pelo equilíbrio entre a liderança humana e o suporte tecnológico. A IA atinge níveis de eficiência operacional sem precedentes, assumindo a carga pesada e a entropia do sistema. Isto permite-nos preservar, blindar e elevar a componente “Human- -led”, a empatia, o julgamento moral e a inteligência relacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Automatizamos o processamento de dados para que os nossos profissionais tenham a energia biológica necessária para serem o verdadeiro amortecedor da empresa nos momentos críticos de negócio. Em vez de olhar para a IA como um substituto do talento humano, as empresas devem vê-la como um escudo contra o “burnout”. A tecnologia serve, fundamentalmente, para devolver tempo e espaço mental às pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O momento de agir é agora</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O mercado dividiu-se claramente em duas velocidades. De um lado, as organizações pesadas, paralisadas pela inércia, pelo medo do risco e presas num ciclo crónico de exaustão humana. Do outro, as empresas que abraçaram um novo paradigma, onde a IA flui nas veias operacionais como a solução central, ganhando uma velocidade e flexibilidade imbatíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">O maior desafio hoje não é sobreviver à conjuntura económica, mas sim parar de deitar mais “combustível” humano (sangue, suor e horas extras) num motor que está claramente em ruptura térmica. A transformação radical do negócio não é uma miragem, é possível, e pode ser feita com uma rapidez sem precedentes, desde que se aceite colocar os velhos métodos em causa e reconhecer que a IA é a peça fundamental para repensar o motor da sua organização.</p>
<p style="text-align: justify;">A transição para um modelo estruturalmente ágil exige ousadia e um pragmatismo cirúrgico. Se sente que o atrito interno está a travar o potencial da sua empresa e a castigar as suas equipas, não espere por mais um trimestre de planeamento estéril. O desafio para as administrações em 2026 não é apenas tecnológico, mas cultural. Adoptar a inteligência artificial com pragmatismo e audácia é talvez o passo mais seguro para garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>E</em><em>ste artigo faz parte do Caderno Especial “Transformação Digital”, publicado na edição de Junho (n.º 243</em><em>) da Executive Digest.</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781168]]></sapo:autor>
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		<title>XLVIII BARÓMETRO: Sílvia Barata, BP Portugal</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/xlviii-barometro-silvia-barata-bp-portugal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:04:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Sílvia Barata, Head of Country Portugal &#038; Iberia Retail Operations manager da BP Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A análise de Sílvia Barata, Head of Country Portugal &amp; Iberia Retail Operations manager da BP Portugal</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quando olhamos para os dados mais recentes do barómetro sobre o impacto da Inteligência Artificial na produtividade, a mensagem é simultaneamente encorajadora e sóbria. A maioria das organizações regista melhorias até 5% ou entre 5%-10%, enquanto apenas uma minoria alcança ganhos verdadeiramente transformadores. Isto não representa uma limitação da tecnologia, mas sim um retrato fiel de como as grandes mudanças acontecem.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre que uma tecnologia de uso geral emerge, o progresso não é imediato nem uniforme. Primeiro, automatizamos o óbvio. Só depois redesenhamos processos, modelos de decisão e formas de trabalhar. O barómetro confirma que onde a IA é usada como ferramenta isolada, o impacto é limitado; onde é integrada no coração da organização, os ganhos começam a escalar.</p>
<p style="text-align: justify;">Os dados mostram também um ponto crítico: muitas organizações ainda não conseguem medir o impacto da IA. Sem dados de qualidade, métricas claras e liderança ativa, a IA não cria vantagem competitiva. A tecnologia está amplamente disponível, mas a diferença está na execução.</p>
<p style="text-align: justify;">O verdadeiro potencial da IA não está em substituir pessoas, mas em multiplicar o seu impacto , ajudando‑as a tomar melhores decisões, a usar melhor o tempo e a focar‑se no que realmente cria valor.</p>
<p style="text-align: justify;">Já ultrapassámos a fase do promessa e entrámos na fase da verdade. Para as organizações o desafio não é provar que usam IA, mas provar que sabem extrair valor dela. Num contexto de pressão sobre produtividade, custos e talento, a IA será menos uma revolução súbita e mais um teste silencioso à qualidade da liderança. Não recompensará apenas o entusiasmo, recompensará a clareza estratégica e a execução disciplinada.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Junho (nº. 243) da Executive Digest, no âmbito da XLVIII edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780502]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Euribor sobe a 3 e 6 meses para novos máximos de março e janeiro de 2025</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/euribor-sobe-a-3-e-6-meses-para-novos-maximos-de-marco-e-janeiro-de-2025/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses e nos dois prazos mais curtos para novos máximos desde março e janeiro de 2025.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>	A Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses e nos dois prazos mais curtos para novos máximos desde março e janeiro de 2025. </P><br />
<P> 	Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,452%, continuou abaixo das taxas a seis (2,654%) e a 12 meses (2,825%).                           </P><br />
<P>	A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,654%, mais 0,033 pontos do que na segunda-feira e um novo máximo desde janeiro de 2025. </P><br />
<P>	Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a maio indicam que a Euribor a seis meses representava 39,17% do &#8216;stock&#8217; de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.                                                                                         </P><br />
<P>	Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,73% e 24,79%, respetivamente. </P><br />
<P>	No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também subiu hoje, para 2,825%, mais 0,025 pontos do que na sessão anterior. </P><br />
<P>	No mesmo sentido, a Euribor a três meses subiu hoje, ao ser fixada em 2,452%, mais 0,021 pontos e um novo máximo desde março do ano passado. </P><br />
<P>	Em 11 de junho, como antecipado pelo mercado, o BCE decidiu na reunião de política monetária subir, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente em 0,25 pontos percentuais. </P><br />
<P>	Na anterior reunião, em 30 de abril, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como também tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.</P><br />
<P>	A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 22 e 23 de julho em Frankfurt.</P><br />
<P>	Em junho, a média mensal da Euribor subiu, de novo, a três e a seis meses, mas desceu no prazo mais longo. </P><br />
<P>	A média mensal da Euribor em junho subiu 0,113 pontos para 2,339% a três meses e 0,060 pontos percentuais para 2,596% a seis meses.</P><br />
<P>	Já a 12 meses, a média da Euribor baixou 0,006 para 2,798%.</P><br />
<P>	As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.</P><br />
<P>	Euribor sobe a três e seis meses para novos máximos de mais de um ano.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788965]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Caixa Geral de Depósitos selecionada para projeto-piloto do Euro Digital liderado pelo BCE</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/caixa-geral-de-depositos-selecionada-para-projeto-piloto-do-euro-digital-liderado-pelo-bce/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 09:57:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[BCE]]></category>
		<category><![CDATA[Caixa Geral de Depósitos]]></category>
		<category><![CDATA[Euro Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Caixa Geral de Depósitos foi selecionada pelo Banco Central Europeu (BCE) para integrar o projeto-piloto do Euro Digital, uma iniciativa que pretende preparar a futura moeda digital europeia e modernizar o sistema de pagamentos na União Europeia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Caixa Geral de Depósitos foi selecionada pelo Banco Central Europeu (BCE) para integrar o projeto-piloto do Euro Digital, uma iniciativa que pretende preparar a futura moeda digital europeia e modernizar o sistema de pagamentos na União Europeia.</p>
<p>Segundo a instituição financeira, a participação neste projeto representa um reconhecimento da capacidade da Caixa para contribuir para a inovação no setor financeiro, colocando ao serviço dos clientes e da economia portuguesa a experiência e a dimensão do maior banco nacional.</p>
<p>O Euro Digital é uma iniciativa do Eurosistema que pretende complementar o numerário com uma solução de pagamento digital, segura, acessível e eficiente. O objetivo passa por reforçar a soberania europeia na área dos pagamentos, estimular a inovação e responder às crescentes necessidades de digitalização da economia.</p>
<p>No âmbito deste projeto-piloto, a Caixa irá trabalhar em estreita colaboração com o Banco Central Europeu, o Banco de Portugal e os restantes participantes na avaliação de casos de utilização, funcionalidades e modelos operacionais associados ao Euro Digital. O banco pretende, desta forma, contribuir para o desenvolvimento de uma solução ajustada às necessidades dos cidadãos, das empresas e do mercado.</p>
<p>Para a Caixa Geral de Depósitos, a integração neste projeto reforça o compromisso com a transformação digital e com o desenvolvimento de soluções inovadoras que melhorem a experiência dos clientes, ao mesmo tempo que contribuem para a modernização do sistema financeiro nacional e europeu.</p>
<p>A instituição sublinha ainda que continuará a apostar na inovação, na digitalização e no desenvolvimento de soluções de pagamento seguras, simples e convenientes, acompanhando a evolução tecnológica e as novas formas de interação financeira dos seus clientes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788962]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Black Cube: agência privada israelita multiplica operações de espionagem na Europa</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/black-cube-agencia-privada-israelita-multiplica-operacoes-de-espionagem-na-europa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 09:45:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A empresa israelita de inteligência privada Black Cube, fundada por antigos oficiais dos serviços de informações de Israel, volta a estar no centro de várias polémicas internacionais, acumulando ligações a quatro casos de elevado impacto na Europa em menos de seis meses.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A empresa israelita de inteligência privada Black Cube, fundada por antigos oficiais dos serviços de informações de Israel, volta a estar no centro de várias polémicas internacionais, acumulando ligações a quatro casos de elevado impacto na Europa em menos de seis meses. Desde alegadas operações de espionagem empresarial e processos judiciais multimilionários até suspeitas de interferência política em eleições e gravações realizadas de forma encoberta, a atividade da empresa tem voltado a atrair a atenção de tribunais, governos e serviços de informações europeus. Paralelamente, os dados financeiros conhecidos apontam para um crescimento contínuo da empresa, tanto em receitas como em dimensão operacional, sugerindo uma expansão das suas atividades no continente.</p>
<p>Segundo o El Confidencial, um dos episódios mais recentes remonta a outubro do ano passado, quando documentos judiciais revelaram pagamentos de até 1,8 milhões de libras num alegado caso de espionagem empresarial entre duas das maiores empresas europeias do setor do jogo. Um mês depois, um juiz do High Court de Londres identificou formalmente a Black Cube como responsável por uma operação encoberta dirigida contra um dos advogados envolvidos num litígio superior a 400 milhões de dólares relacionado com uma alegada fraude em criptomoedas. Já em janeiro deste ano, o Governo de Chipre enfrentou a demissão de um importante conselheiro sénior do Presidente Nikos Christodoulides, após a divulgação de um vídeo gravado secretamente por agentes da empresa. Em março, o então primeiro-ministro esloveno Robert Golob acusou igualmente a agência israelita de interferência nas eleições legislativas realizadas poucos dias depois, classificando a atuação da Black Cube como &#8220;uma ameaça híbrida contra a União Europeia&#8221;.</p>
<p>Criada em 2011 por Dan Zorella e Avi Yanus, ambos antigos oficiais dos serviços de inteligência israelitas e veteranos das Forças de Defesa de Israel, a Black Cube mantém escritórios em Telavive, Londres, Singapura e Madrid. Entre os seus consultores figura também o general reformado Giora Eiland, antigo chefe do Conselho de Segurança Nacional de Israel. A empresa tornou-se conhecida pelas suas operações de inteligência humana, recorrendo frequentemente a identidades falsas, empresas de fachada, infiltrações, gravações encobertas e operações de aproximação a alvos específicos para obter informações sensíveis. Os seus métodos ganharam notoriedade internacional após se saber que o produtor de cinema Harvey Weinstein recorreu aos seus serviços para tentar desacreditar mulheres que o acusavam de assédio e agressão sexual. Após esse escândalo, a empresa afirmou publicamente que deixaria de aceitar casos relacionados com assédio sexual, embora tenha continuado a expandir a sua atividade noutras áreas.</p>
<p>Os documentos empresariais consultados pelo El Confidencial indicam que a Black Cube registou um crescimento significativo nos últimos anos. Em 2018, a empresa empregava apenas 17 trabalhadores. Em Londres, onde está registada como sociedade limitada e onde as contas são públicas, passou de receitas de cerca de 25 milhões de libras em 2023 para aproximadamente 33 milhões em 2025, aumentando igualmente o número de funcionários de 28 para 32 apenas naquele escritório. Responsáveis da empresa admitem um crescimento anual sustentado entre 7% e 10%, referindo que o aumento registado no ano passado terá rondado os 25%. Uma parte substancial da atividade permanece, contudo, impossível de quantificar, uma vez que as operações desenvolvidas a partir de Israel não estão sujeitas às mesmas obrigações de divulgação financeira. Em Espanha, apesar da existência de um escritório em Madrid, a empresa nunca apresentou contas no Registo Comercial.</p>
<p>Além do crescimento financeiro, o jornal refere que também se verificou uma evolução no tipo de operações realizadas. Embora muitas continuem a basear-se em técnicas tradicionais de inteligência humana — como aproximação a alvos, recolha de declarações e gravações encobertas — as ações tornaram-se mais sofisticadas. Um exemplo divulgado em 2024 revelou que agentes da empresa chegaram a criar uma falsa vinha, uma adega e várias empresas fictícias para conquistar a confiança de um investigado apaixonado pelo mundo dos vinhos. Paralelamente, terá ocorrido uma alteração no modelo de negócio, com alguns clientes de elevado património a deixarem de contratar missões pontuais para passarem a celebrar contratos permanentes (retainers), permitindo recorrer aos serviços da empresa em diferentes conflitos, desde espionagem empresarial até processos eleitorais.</p>
<p>Um dos processos mais mediáticos atualmente em curso decorre no High Court de Londres e envolve o empresário mexicano Ricardo Salinas Pliego, presidente do Grupo Salinas. O litígio resulta de uma operação financeira realizada em 2021, quando Salinas procurava obter liquidez para investir cerca de 400 milhões de dólares em Bitcoin através de um empréstimo garantido por ações. Segundo a ação judicial, títulos avaliados em cerca de 416 milhões de dólares foram utilizados como garantia de um empréstimo de 150 milhões de dólares, concedido por uma estrutura apresentada como Astor Asset Management 3. A acusação sustenta, porém, que essa entidade era composta por identidades falsas e sociedades de fachada lideradas por indivíduos com antecedentes por fraude, roubo e falsificação.</p>
<p>De acordo com a acusação, em vez de manterem as ações sob custódia, os alegados financiadores venderam progressivamente os títulos desde 2021, obtendo cerca de 420 milhões de dólares. Apenas cerca de 104 milhões terão sido utilizados para financiar efetivamente o empréstimo concedido, levando Salinas a classificar toda a operação como uma &#8220;fraude perfeita&#8221;. Foi neste contexto que a Black Cube foi contratada para recolher provas contra os responsáveis pela alegada fraude. A empresa organizou um jantar durante o qual um jovem advogado da equipa jurídica adversária, identificado apenas como &#8220;X&#8221;, revelou informações confidenciais sobre a estratégia processual dos seus clientes, acreditando estar perante potenciais clientes. Toda a conversa foi gravada secretamente.</p>
<p>A utilização desse material abriu um novo conflito judicial. Para além da alegada fraude financeira, o tribunal passou também a analisar a admissibilidade de informações obtidas através de uma operação encoberta dirigida contra um advogado da parte contrária. O juiz concluiu que o método utilizado pela Black Cube não era ilegal para efeitos processuais, mas classificou a decisão de recorrer à empresa como &#8220;pouco ética&#8221; e como uma &#8220;ofensa à justiça&#8221;. O tribunal terá agora de decidir se se aplica o chamado princípio da iniquidade, uma exceção que permite levantar o sigilo profissional entre advogado e cliente quando essas comunicações sejam utilizadas para facilitar uma fraude ou outra conduta ilícita. Face à dimensão da documentação recolhida, foi já marcada para novembro uma audiência específica de dois a três dias destinada a decidir que elementos poderão integrar o processo.</p>
<p>Outro dos casos mais sensíveis diz respeito às eleições legislativas realizadas na Eslovénia em março de 2026. Nos dias que antecederam a votação começaram a circular gravações áudio e vídeo que alegadamente relacionavam pessoas próximas do então primeiro-ministro Robert Golob com casos de corrupção, tráfico de influências e utilização indevida de fundos públicos. Posteriormente, os serviços de informações eslovenos (SOVA) confirmaram que vários dirigentes da Black Cube, incluindo o diretor-executivo Dan Zorella e o general reformado Giora Eiland, visitaram o país pelo menos quatro vezes durante os seis meses anteriores às eleições. As autoridades detetaram ainda elementos da empresa junto da sede do Partido Democrático Esloveno (SDS), liderado por Janez Janša, que acabaria por assumir o cargo de primeiro-ministro depois de Golob não conseguir formar Governo, apesar de a diferença eleitoral entre ambos ter sido inferior a um ponto percentual.</p>
<p>Janez Janša reconheceu ter reunido com Giora Eiland, mas negou qualquer contratação ou coordenação de operações com a Black Cube. Ainda assim, o SDS declarou publicamente que &#8220;deveria erguer-se um monumento no centro de Liubliana&#8221; em homenagem aos responsáveis da empresa caso estes tivessem efetivamente descoberto alegados casos de corrupção. Em resposta, Robert Golob classificou a atuação da agência como uma ameaça híbrida dirigida contra uma democracia da União Europeia e pediu à Comissão Europeia e ao Conselho Europeu que investigassem as atividades da Black Cube. O El Confidencial recorda ainda que esta não seria a primeira vez que a empresa é associada a operações politicamente sensíveis no continente, referindo ações realizadas em 2016 contra a procuradora anticorrupção romena Laura Kövesi e operações desenvolvidas durante a campanha eleitoral húngara de 2018, envolvendo organizações da sociedade civil.</p>
<p>Perante as sucessivas polémicas, a Black Cube tem evitado confirmar ou desmentir diretamente as operações que lhe são atribuídas. A posição habitualmente assumida pela empresa consiste em defender que, se uma pessoa admite voluntariamente perante uma câmara estar disposta a participar em atos de corrupção ou noutras práticas ilícitas, a recolha dessas declarações não deve ser interpretada como interferência, mas antes como obtenção legítima de prova. Ainda assim, o número crescente de processos judiciais, investigações oficiais e acusações políticas em que a empresa surge envolvida continua a alimentar o debate sobre os limites legais e éticos da atividade das empresas privadas de inteligência na Europa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788934]]></sapo:autor>
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		<title>Prémios Game Changers distinguem projetos que estão a transformar a gestão de pessoas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 09:44:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[De participação livre e gratuita, os prémios procuram reconhecer boas práticas, inovação e liderança em Recursos Humanos, valorizando projetos com impacto real nas organizações.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As candidaturas para os <a href="https://premiosgamechangers.galileu.pt/" target="_blank" rel="noopener">Prémios Game Changers</a> já se encontram abertas e decorrem até 30 de setembro, desafiando profissionais e organizações a dar visibilidade a projetos e iniciativas que estejam a marcar a diferença na gestão de pessoas e no futuro do trabalho.</p>
<p>De participação livre e gratuita, os prémios procuram reconhecer boas práticas, inovação e liderança em Recursos Humanos, valorizando projetos com impacto real nas organizações.</p>
<h3>Porquê candidatar-se?</h3>
<p>Além do reconhecimento público, os <a href="https://premiosgamechangers.galileu.pt/" target="_blank" rel="noopener">Prémios Game Changers</a> proporcionam maior visibilidade aos projetos distinguidos, reforçando a credibilidade dos profissionais e organizações envolvidos.</p>
<p>Os finalistas e vencedores beneficiam ainda de divulgação nos canais da <a href="https://galileu.pt/" target="_blank" rel="noopener">GALILEU</a>, recebem um troféu e diploma, um selo digital e têm oportunidade de destaque editorial na <a href="https://galileu.pt/gamechanger/" target="_blank" rel="noopener">revista Game Changer</a>.</p>
<h3>Categorias a concurso</h3>
<p><a href="https://premiosgamechangers.galileu.pt/#categorias" target="_blank" rel="noopener">Os Prémios Game Changers distinguem candidaturas nas seguintes categorias:</a></p>
<ul>
<li><strong>Talento com Impacto</strong>: destinada a profissionais de Recursos Humanos e responsáveis de formação que tenham desenvolvido iniciativas estruturadas de desenvolvimento de pessoas.</li>
<li><strong>Inovação RH</strong>: distingue organizações que implementaram projetos inovadores na gestão de pessoas.</li>
<li><strong>Liderança Transformadora</strong>: dirigida a líderes que tenham promovido iniciativas de transformação em Recursos Humanos ou gestão de pessoas.</li>
<li><strong>DEI Done Right</strong>: reconhece organizações com políticas ou programas estruturados de Diversidade, Equidade e Inclusão.</li>
</ul>
<h3>Como funciona a candidatura?</h3>
<p>O processo é simples:</p>
<ol>
<li><strong>Consulte o formulário.</strong> <a href="https://premiosgamechangers.galileu.pt/assets/formularios_candidaturas_premiosgamechangers.zip" target="_blank" rel="noopener">Descarregue (PDF)</a> ou <a href="https://forms.microsoft.com/e/3t3fGNVrFb" target="_blank" rel="noopener">visualize (online)</a> o formulário.</li>
<li><strong>Prepare a sua candidatura.</strong> Reúna os dados e informação de que irá necessitar.</li>
<li><strong>Escolha o formato e preencha.</strong> Utilize o <a href="https://forms.microsoft.com/e/3t3fGNVrFb" target="_blank" rel="noopener">formulário online</a> ou os <a href="https://premiosgamechangers.galileu.pt/assets/formularios_candidaturas_premiosgamechangers.zip" target="_blank" rel="noopener">PDFs disponibilizados</a>.</li>
<li><strong>Submeta a candidatura até 30 de setembro.</strong> Valide a candidatura e submeta-a, usando o formulário online, ou <a href="mailto:gamechanger@galileu.pt?subject=">enviando o formulário PDF por email</a>.</li>
</ol>
<p>As candidaturas podem ser apresentadas em nome próprio ou de outra pessoa ou organização e serão avaliadas por um painel de especialistas na área da gestão de pessoas, garantindo um processo de seleção rigoroso, transparente e imparcial.</p>
<p>Mais informações e submissão de candidaturas em: <a href="https://premiosgamechangers.galileu.pt/" target="_blank" rel="noopener">https://premiosgamechangers.galileu.pt/</a>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788942]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Norwegian passa de lucro a prejuízo de 82,4 ME até junho</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/norwegian-passa-de-lucro-a-prejuizo-de-824-me-ate-junho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 09:34:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Norwegian registou um prejuízo líquido de 916 milhões de coroas norueguesas (82,4 milhões de euros) até junho, face os 175 milhões de coroas (15,7 milhões de euros) de lucro no período homólogo, informou hoje a companhia aérea.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Norwegian registou um prejuízo líquido de 916 milhões de coroas norueguesas (82,4 milhões de euros) até junho, face os 175 milhões de coroas (15,7 milhões de euros) de lucro no período homólogo, informou hoje a companhia aérea.</p>
<p>A Norwegian registou um volume de negócios de 17.312 milhões de coroas (1.558 milhões de euros) na primeira metade do ano, um aumento de 2,6% em relação ao ano anterior, graças ao aumento do número de passageiros.</p>
<p>O prejuízo operacional líquido (ebit) ascendeu a 824 milhões de coroas (74,1 milhões de euros), contra um ebit positivo de 639 milhões (57,5 milhões de euros) no primeiro semestre de 2025.</p>
<p>A transportadora justificou os resultados negativos com despesas extraordinárias e com o aumento do preço do combustível em consequência do conflito no Médio Oriente.</p>
<p>A Norwegian transportou um total de 13 milhões de passageiros entre janeiro e junho, um aumento de 3,2% relativamente ao período homólogo, o que permitiu à companhia aumentar em 2,6% as receitas com a venda de bilhetes, para 14.510 milhões de coroas (1.306 milhões de euros).</p>
<p>A empresa atribuiu a perda de rentabilidade aos maus resultados obtidos no segundo trimestre, no qual registou um prejuízo operacional líquido de 603 milhões de coroas (54,3 milhões de euros), em comparação com o ebit positivo de 1.250 milhões (112,5 milhões de euros) no mesmo período de 2025.</p>
<p>&#8220;Embora os resultados financeiros deste trimestre tenham sido mais fracos do que o esperado por várias razões, as nossas iniciativas centradas na redução de custos continuam a dar frutos, e os custos, excluindo o combustível, diminuíram 5% em comparação com o ano passado&#8221;, afirmou o presidente executivo (CEO) da Norwegian, Geir Karlsen, citado em comunicado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788947]]></sapo:autor>
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		<title>Lucro da sueca Ericsson cai 44% para 446 ME no primeiro semestre</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/lucro-da-sueca-ericsson-cai-44-para-446-me-no-primeiro-semestre/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 09:24:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A empresa sueca Ericsson registou um lucro líquido de 4.963 milhões de coroas suecas (cerca de 446 milhões de euros) no primeiro semestre, uma queda de 44% comparativamente a 2025, informou hoje a empresa de telecomunicações.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A empresa sueca Ericsson registou um lucro líquido de 4.963 milhões de coroas suecas (cerca de 446 milhões de euros) no primeiro semestre, uma queda de 44% comparativamente a 2025, informou hoje a empresa de telecomunicações.</p>
<p>Entre janeiro e junho, as vendas líquidas da empresa sueca caíram 8% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 102.022 milhões de coroas (cerca de 9.180 milhões de euros), prejudicadas pelo efeito negativo das taxas de câmbio e pela queda nas receitas provenientes de licenças de patentes.</p>
<p>O resultado operacional líquido (ebit) no primeiro semestre caiu para 7.362 milhões de coroas (cerca de 662 milhões de euros), uma diminuição de 40% relativamente ao período homólogo.</p>
<p>Segundo a empresa, o resultado foi afetado negativamente pelos encargos de reestruturação, que só neste semestre atingiram os 4.400 milhões de coroas (cerca de 396 milhões de euros).</p>
<p>O presidente executivo (CEO) da empresa, Börje Ekholm, salientou em comunicado que, nos últimos anos, a Ericsson reforçou o portfólio de produtos para tirar partido da próxima onda de conectividade impulsionada pela Inteligência Artificial (IA).</p>
<p>No entanto, alertou para o aumento do custo dos componentes dos equipamentos de telecomunicações provocado pela crescente implantação desta tecnologia.</p>
<p>&#8220;No segundo trimestre, tomámos medidas para atenuar a inflação dos custos dos componentes. À medida que o impacto se intensificar nos próximos trimestres, continuaremos a implementar medidas internas e ajustes de preços para ajudar a compensar esse efeito&#8221;, afirmou o CEO.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788941]]></sapo:autor>
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		<title>Governo testa versão da IA Amália para detetar manipulação, apelos ao medo e ao preconceito em notícias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 09:14:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma variante experimental do modelo de inteligência artificial Amália, desenvolvido por um consórcio de universidades públicas portuguesas com financiamento do Estado, está a ser treinada para identificar técnicas de persuasão em artigos jornalísticos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma variante experimental do modelo de inteligência artificial Amália, desenvolvido por um consórcio de universidades públicas portuguesas com financiamento do Estado, está a ser treinada para identificar técnicas de persuasão em artigos jornalísticos, incluindo recursos como o apelo ao medo, ao preconceito, à autoridade ou a utilização de linguagem considerada &#8220;carregada&#8221;. A funcionalidade integra um projeto de investigação que pretende criar ferramentas de apoio à análise crítica de conteúdos mediáticos e demonstra a capacidade do modelo para ser adaptado a tarefas específicas. No entanto, a iniciativa está também a suscitar reservas quanto ao risco de enviesamento, à reduzida dimensão da amostra utilizada no treino e à possibilidade de os critérios evoluírem em função de futuras orientações políticas.</p>
<p>O site oficial do projeto refere que, &#8220;no domínio dos media, o Amália será aplicado no acesso a informação jornalística de maior qualidade&#8221;, prevendo funcionalidades como a &#8220;identificação e justificação de narrativas dominantes em artigos noticiosos de natureza manipuladora&#8221; e a &#8220;deteção de técnicas de persuasão em conteúdos jornalísticos&#8221;. O Ministério da Reforma do Estado esclareceu à <a href="https://cnnportugal.iol.pt/amalia/inteligencia-artificial/inteligencia-artificial-do-governo-esta-a-ser-treinada-para-dizer-se-noticias-tem-apelo-ao-medo-ou-ao-preconceito/20260714/6a54f0a9d34e511da0b2d01f" target="_blank" rel="noopener">CNN Portugal</a> que estas funcionalidades, embora previstas no contrato inicial celebrado entre a Fundação para a Ciência e a Tecnologia e o consórcio universitário responsável pelo desenvolvimento do Amália, não fazem parte do modelo central, mas antes de um caso de utilização específico desenvolvido pela Universidade do Porto para fins de investigação e experimentação. João Magalhães, coordenador do projeto, rejeita que a ferramenta tenha como objetivo classificar notícias ou órgãos de comunicação social como &#8220;manipuladores&#8221;, explicando que a expressão utilizada no portal do projeto se refere a conteúdos em que a literatura científica identifica um recurso significativo a técnicas de persuasão potencialmente manipuladoras, sobretudo em contextos de desinformação, propaganda ou comunicação altamente polarizada. &#8220;Não estamos, por isso, a referir-nos a uma classificação definitiva nem a emitir um juízo de valor sobre um órgão de comunicação social, um jornalista ou um artigo específico&#8221;, sublinha.</p>
<p>Para desenvolver esta variante, uma equipa de linguistas analisou e anotou 104 notícias em português europeu, identificando exemplos de 23 técnicas de persuasão distintas. Esse conjunto de dados foi depois utilizado para realizar o processo de fine-tuning do modelo, originando uma nova versão do Amália que, segundo João Magalhães, apresenta um desempenho superior ao modelo base na identificação dessas estratégias. Entre as técnicas que a inteligência artificial procura reconhecer encontram-se os apelos a valores, ao medo, ao preconceito, à autoridade e o recurso a linguagem emocionalmente carregada. A ferramenta identifica os excertos onde considera existir uma determinada técnica e indica qual a estratégia detetada, mas o coordenador faz questão de salientar que &#8220;esta funcionalidade não pretende substituir a análise humana nem produzir um veredito sobre a veracidade, a qualidade ou a imparcialidade de uma notícia&#8221;. O responsável admite igualmente que &#8220;qualquer modelo de IA está sujeito a erro&#8221; e recorda que a identificação deste tipo de recursos constitui uma tarefa particularmente exigente, pelo que os resultados devem ser entendidos apenas como apoio à avaliação realizada por pessoas. Para medir a fiabilidade do sistema, o desempenho é testado recorrendo a notícias que não fizeram parte do conjunto utilizado durante o treino, permitindo avaliar a sua capacidade de generalizar o conhecimento adquirido.</p>
<p>Apesar destas garantias, a metodologia adotada levanta reservas entre especialistas. Ouvido pela CNN Portugal, Nuno Mateus-Coelho, especialista em cibersegurança e professor da Universidade Lusófona, considera que a principal fragilidade reside na reduzida dimensão e diversidade do conjunto de dados utilizado. &#8220;O principal problema deste modelo é que ele é permeável àquilo que lhe ensinarmos. Se as pessoas que o treinam são sensíveis a uma determinada inclinação, ele será treinado segundo a visão dessas pessoas, e não segundo uma visão global&#8221;, alerta, defendendo que um universo de cerca de uma centena de notícias é insuficiente para representar a diversidade do ecossistema mediático. O especialista acrescenta ainda que uma ferramenta patrocinada pelo Estado pode ver os seus critérios alterados em função das mudanças políticas, advertindo: &#8220;Amanhã muda o poder político, mudam as chefias dos departamentos e a ferramenta pode passar a ser treinada de outra forma&#8221;. Na sua perspetiva, o verdadeiro risco está em permitir que um grupo reduzido de pessoas defina os critérios que poderão ser posteriormente aplicados a um universo muito mais vasto de conteúdos.</p>
<p>Os responsáveis pelo projeto contrapõem que a variante foi concebida como um instrumento de apoio para analistas, jornalistas, entidades reguladoras e profissionais da comunicação social, nunca devendo constituir o único critério para aceitar, rejeitar ou classificar conteúdos jornalísticos. A investigação decorre em colaboração com jornalistas, investigadores e a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), tendo como objetivo desenvolver ferramentas de apoio à análise crítica dos media. Esta componente integra um projeto mais amplo financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que já recebeu 5,5 milhões de euros e prevê um investimento adicional de 1,5 milhões de euros até 2027. O modelo base do Amália, apresentado pelo Governo como o primeiro grande modelo linguístico aberto desenvolvido em português europeu, deverá servir de base a várias aplicações na Administração Pública, incluindo um assistente virtual para o portal gov.pt. Já esta variante destinada à análise de notícias não será, para já, disponibilizada ao público nem a entidades externas, segundo esclareceu fonte governamental.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788935]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mais de 550 mil motas e condutores fiscalizados nos últimos sete dias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 09:10:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[PSP]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 550 mil motociclos e condutores foram fiscalizados nos últimos sete dias nos distritos de Faro, Leiria e Setúbal, tendo sido registadas 12.429 infrações rodoviárias, revelam hoje dados da campanha do Plano Nacional de Fiscalização 2026.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 550 mil motociclos e condutores foram fiscalizados nos últimos sete dias nos distritos de Faro, Leiria e Setúbal, tendo sido registadas 12.429 infrações rodoviárias, revelam hoje dados da campanha do Plano Nacional de Fiscalização 2026.</p>
<p>Segundo o balanço da sétima campanha &#8220;Duas Rodas: Agarre-se à Vida&#8221;, que decorreu entre 7 e 13 de julho, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a GNR e a PSP fiscalizaram presencialmente e por radar 550.213 veículos e condutores.</p>
<p>A maioria das 12.429 infrações rodoviárias deveram-se a excesso de velocidade, ausência ou incorreta utilização de capacete, ultrapassagens irregulares, infrações relacionadas com documentos e condições técnicas dos veículos, condução sob o efeito do álcool e utilização indevida do telemóvel durante a condução, referem as forças de segurança em comunicado.</p>
<p>Cumprindo os objetivos da campanha, 500 condutores e passageiros de motociclos e ciclomotores foram alertados para os comportamentos de risco associados à condução, promovendo uma condução mais segura, defensiva e responsável.</p>
<p>Os dados revelam também que, entre os dias 7 e 13 de julho, se registaram 2.771 acidentes, dos quais resultaram 15 vítimas mortais, 60 feridos graves e 909 feridos leves.</p>
<p>Deste total, no Continente, registaram-se 2.624 acidentes, com 15 vítimas mortais, 57 feridos graves e 866 feridos leves.</p>
<p>Relativamente às Regiões Autónomas, verificaram-se 147 acidentes, dos quais resultaram três feridos graves e 43 feridos leves.</p>
<p>Quanto à distribuição por entidade fiscalizadora, sob a jurisdição da GNR registaram-se 1.689 acidentes (61%), 11 vítimas mortais (73%%), 42 feridos graves (70%) e 551 feridos leves (61%).</p>
<p>Já na área de atuação da PSP, verificaram-se 1.082 acidentes (39%), quatro (04) vítimas mortais (27%), 18 feridos graves (30%) e 358 feridos leves (39%).</p>
<p>Relativamente ao período homólogo de 2025, verificaram-se menos 41 acidentes, mais três vítimas mortais, menos dois feridos graves menos 109 feridos leves.</p>
<p>À semelhança de campanhas anteriores, esta ação contou com a participação dos serviços das administrações regionais dos Açores e da Madeira, complementando o trabalho de sensibilização e fiscalização desenvolvido no Continente, adiantam as forças de segurança.</p>
<p>Fazendo um balanço, entre 1 de janeiro de 2023 e 31 de dezembro de 2025, as forças de segurança indicam que foram registados 34.179 acidentes com vítimas que envolveram veículos de duas rodas a motor (ciclomotores ou motociclos), dos quais resultaram 440 vítimas mortais, 3.041 feridos graves e 34.501 feridos leves.</p>
<p>&#8220;A maioria destas vítimas são condutores e passageiros de veículos de duas rodas a motor, mas também estão incluídos nestes valores outros envolvidos nestes acidentes, como peões e ocupantes de outros veículos&#8221;, salientam.</p>
<p>A sétima das 11 campanhas previstas no Plano Nacional de Fiscalização (PNF 2026) teve divulgação nos meios de comunicação digital e integrou cinco ações presenciais de sensibilização, promovidas pela ANSR, realizadas em simultâneo com operações de fiscalização da GNR e da PSP, em locais onde se registam níveis mais elevados de sinistralidade, envolvendo veículos de duas rodas a motor.</p>
<p>As campanhas inseridas nos Planos Nacionais de Fiscalização são promovidas, anualmente, desde 2020, pela ANSR, pela GNR e pela PSP, com temáticas definidas de acordo com as recomendações europeias.</p>
<p>Segundo as autoridades, até ao final do ano, realizar-se-ão mais seis campanhas PNF 2026, integrando ações de sensibilização e de fiscalização.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788936]]></sapo:autor>
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		<title>Aguiar-Branco dá sequência a queixa da IL contra Ventura por entrar e filmar nas suas salas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 09:05:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente da Assembleia da República deu sequência a uma queixa apresentada pela Iniciativa Liberal contra o presidente do Chega, que terá entrado e filmado sem autorização nos espaços reservados da bancada dos liberais no Parlamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente da Assembleia da República deu sequência a uma queixa apresentada pela Iniciativa Liberal contra o presidente do Chega, que terá entrado e filmado sem autorização nos espaços reservados da bancada dos liberais no Parlamento.</P><br />
<P>No seu despacho, ao qual a agência Lusa hoje teve acesso, José Pedro Aguiar-Branco remete para a Comissão Parlamentar de Transparência e Estatuto dos Deputados a queixa apresentada pela IL contra André Ventura.</P><br />
<P>Solicita, também, que este assunto seja incluído na ordem de trabalhos da próxima reunião da conferência de líderes, na quarta-feira.</P><br />
<P>Para o presidente da Assembleia da República, &#8220;à luz da factualidade relatada e do enquadramento jurídico aplicável, a denúncia apresentada&#8221; pela IL &#8220;suscita, de forma fundada, dúvidas quanto à compatibilidade da conduta imputada ao senhor deputado André Ventura com os deveres parlamentares de respeito pela dignidade da Assembleia da República&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A alegada entrada não autorizada num espaço reservado ao Grupo Parlamentar da Iniciativa Liberal, acompanhada da captação e divulgação de imagens no seu interior, bem como a instrumentalização dessas imagens para sustentar e divulgar a ideia de que os deputados dos grupos parlamentares visados estariam em incumprimento das respetivas funções, justificam a abertura de um inquérito pela Comissão Parlamentar de Transparência e Estatuto dos Deputados, no âmbito das competências que o (&#8230;) Estatuto dos Deputados lhe confere&#8221;, sustentou José Pedro Aguiar-Branco.</P><br />
<P>Esta queixa da IL surgiu na sequência da divulgação nas redes sociais de um vídeo protagonizado por André Ventura, gravado no interior das instalações da Assembleia da República.</P><br />
<P>A bancada da IL alegou que o presidente do Chega terá entrado, &#8220;sem o seu conhecimento, autorização ou consentimento, na sala que lhe está reservada no andar nobre do Palácio de São Bento, aí procedendo à captação de imagens posteriormente divulgadas nas redes sociais para fins de comunicação política e partidária&#8221;.</P><br />
<P>No início do vídeo, André Ventura afirma que &#8220;o país está um caos&#8221; e que, sendo uma sexta-feira, pretende mostrar &#8220;o que está a acontecer no Parlamento&#8221;. Coloca então a questão de se saber &#8220;quem está a trabalhar no Parlamento&#8221; nessa sexta-feira à tarde.</P><br />
<P>Dirige-se depois às portas gerais de acesso às instalações dos grupos parlamentares da IL, do PSD, do PS e do Livre. Bate às respetivas portas e, perante a ausência de resposta, filma o interior dos espaços, procurando evidenciar que neles não se encontraria ninguém.</P><br />
<P>Ao mesmo tempo que profere as seguintes afirmações&#8221;: &#8220;Zero, ninguém a trabalhar&#8221;. Comenta, também, que &#8220;estes já trabalham pouco&#8221;, ou &#8220;parece que estes não trabalham há 100 anos&#8221; e, ainda, &#8220;estes gostam pouco de trabalhar&#8221;.</P><br />
<P>Ora, de acordo com o presidente da Assembleia da República, este episódio coloca-se &#8220;em dois planos distintamente relevantes: a alegada entrada, sem autorização, num espaço reservado a outro Grupo Parlamentar, acompanhada da captação e divulgação de imagens no seu interior para fins de comunicação política e partidária; e o da instrumentalização das imagens captadas para sustentar e divulgar a afirmação de que os deputados dos grupos parlamentares visados não se encontravam a trabalhar e estariam em incumprimento das respetivas funções&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Tal atuação é suscetível de afetar a autonomia, a reserva e as condições de funcionamento do Grupo Parlamentar da IL, bem como de revelar uma utilização das instalações parlamentares incompatível com as regras aplicáveis e com as exigências de urbanidade, respeito mútuo e lealdade institucional que devem presidir às relações entre deputados e grupos parlamentares&#8221;, adverte-se.</P><br />
<P>Por outro lado, acrescenta-se, &#8220;a utilização de espaços afetos a outro Grupo Parlamentar para a produção de conteúdos de comunicação política ou partidária, sem o respetivo conhecimento ou consentimento, é também suscetível de comprometer as condições de confiança e de respeito mútuo indispensáveis ao regular funcionamento da instituição parlamentar&#8221;.</P><br />
<P>A conduta do presidente do Chega, por isso, segundo o despacho, é suscetível de colocar em causa os deveres de &#8220;respeito pela dignidade da Assembleia da República e pelos demais deputados&#8221;, a utilização responsável dos recursos e instalações disponibilizados no âmbito do mandato, e, igualmente, a &#8220;urbanidade, lealdade institucional e preservação do prestígio da instituição parlamentar&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788931]]></sapo:autor>
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		<title>Seis mil casos em três anos: PSP alerta para aumento de burlas com casas de férias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 09:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Polícia de Segurança Pública (PSP) reforçou o alerta para o risco de burlas relacionadas com o falso arrendamento de casas de férias, numa altura em que o período de verão faz disparar a procura por alojamentos e as reservas atingem o pico anual. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia de Segurança Pública (PSP) reforçou o alerta para o risco de burlas relacionadas com o falso arrendamento de casas de férias, numa altura em que o período de verão faz disparar a procura por alojamentos e as reservas atingem o pico anual. Nos últimos três anos, a PSP registou 4.553 crimes desta natureza, aos quais se somam mais 1.487 ocorrências registadas pela Guarda Nacional Republicana (GNR) apenas nos últimos dois anos, elevando para mais de seis mil o número de casos conhecidos pelas forças de segurança. O objetivo das autoridades passa por sensibilizar os consumidores para a adoção de comportamentos preventivos, evitando perdas financeiras que, em muitos casos, ascendem a milhares de euros e deixam as vítimas sem alojamento para as férias.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/mais-de-6000-burlas-com-casas-de-ferias-em-tres-anos-deixam-policias-em-alerta" target="_blank" rel="noopener">Correio da Manhã (CM)</a>, os dados da PSP revelam uma estabilização deste tipo de criminalidade, embora os números continuem elevados. Em 2023 foram registados 1.542 crimes de burla por falso arrendamento de casas de férias, seguindo-se 1.511 em 2024 e 1.500 em 2025. Só desde o início de 2026 já foram contabilizadas mais 325 ocorrências. Já a GNR recebeu 762 denúncias em 2024 e outras 725 em 2025, mantendo igualmente um volume elevado de casos. Durante este período, a GNR deteve três suspeitos associados a este tipo de atividade criminosa.</p>
<p>A distribuição geográfica das ocorrências demonstra que o fenómeno está disseminado por praticamente todo o território nacional, embora algumas zonas concentrem um maior número de casos. De acordo com os dados mais recentes da GNR, o distrito de Faro lidera a lista, com 153 burlas, correspondendo a cerca de 21% do total nacional. Seguem-se Setúbal, com 91 ocorrências, Lisboa, com 86, Braga e Porto, ambos com 72 casos, Aveiro com 46, Leiria com 41, Santarém com 38, Castelo Branco com 21 e Viseu com 20. O Algarve, um dos principais destinos turísticos do país durante o verão, continua assim a destacar-se entre as regiões mais afetadas por esquemas de falsos arrendamentos.</p>
<p>Perante este cenário, a PSP elaborou um conjunto de recomendações para ajudar os consumidores a identificar e evitar possíveis fraudes durante o processo de reserva e pagamento de alojamentos para férias. Paralelamente, o Centro Nacional de Cibersegurança encontra-se, há vários anos, a trabalhar em parceria com plataformas de arrendamento temporário na identificação e mitigação de tentativas de fraude, com especial incidência nos métodos de pagamento e no desenvolvimento de mecanismos que dificultem a transferência de dinheiro para criminosos.</p>
<p>A dimensão do fenómeno continua a refletir-se também na atividade judicial e no impacto financeiro das burlas. Atualmente, um grupo de 20 pessoas está a ser julgado no Porto por alegadamente ter burlado 143 vítimas através de falsos arrendamentos de casas de férias, num esquema que terá permitido obter cerca de 150 mil euros. Além disso, segundo dados da PSP relativos a 2023, este tipo de criminalidade provocou prejuízos superiores a 1,75 milhões de euros, um valor que, de acordo com as autoridades, se tem mantido relativamente estável nos dois anos seguintes, reforçando a necessidade de cuidados acrescidos por parte de quem procura alojamento para as férias de verão.</p>
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