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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Gasóleo mantém-se há um mês e meio acima do preço eficiente da ERSE e análise aponta para subidas mais rápidas do que as descidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 07:55:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O preço médio do gasóleo simples vendido nos postos de abastecimento em Portugal mantém-se há 42 dias consecutivos acima do chamado "preço eficiente" calculado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O preço médio do gasóleo simples vendido nos postos de abastecimento em Portugal mantém-se há 42 dias consecutivos acima do chamado &#8220;preço eficiente&#8221; calculado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), um indicador que procura refletir o valor de mercado do combustível tendo em conta fatores como as cotações internacionais, custos de logística, incorporação de biocombustíveis, margem de comercialização e carga fiscal. A situação significa que, há praticamente mês e meio, os consumidores têm encontrado nas bombas um preço superior ao valor de referência estimado pelo regulador.</p>
<p>Segundo uma análise do <a href="https://www.publico.pt/2026/07/13/economia/noticia/preco-gasoleo-simples-ha-seis-semanas-acima-preco-eficiente-erse-2181406?&amp;fbclid=IwY2xjawTBdhhleHRuA2FlbQIxMABicmlkETFLbVBMM2hVMHdITHdwOTZzc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHrnkFD2GNr5uvK8qxYNlBudqmzIv7lXxDaXsQaAX17qwb6QvUKu4ezYTBjDi_aem_eq8XoDpZPRBA8VOAVdzluQ" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, que examinou 2.676 registos diários da ERSE entre 7 de janeiro de 2019 e 5 de julho de 2026, apenas os consumidores que beneficiam de campanhas promocionais e descontos conseguem, de forma consistente, pagar abaixo do preço eficiente. A investigação conclui igualmente que os dados evidenciam um comportamento recorrente do mercado: os preços nas bombas tendem a acompanhar rapidamente as subidas das cotações internacionais, mas demoram mais tempo a refletir as descidas, fenómeno conhecido na literatura económica como efeito &#8220;foguetão-pluma&#8221;.</p>
<p>A análise incidiu sobre o gasóleo por continuar a ser, apesar da redução das vendas de veículos a gasóleo, o combustível rodoviário mais consumido em Portugal, representando 76,8% do consumo nacional em 2025, segundo dados da Epcol. Entre os casos analisados destacam-se dois momentos extremos: a 21 de março de 2022, o preço médio do gasóleo esteve 16,3 cêntimos por litro acima do preço eficiente, num contexto marcado pela guerra na Ucrânia e pela forte volatilidade dos mercados petrolíferos; já a 9 de março de 2026, em plena escalada das tensões no Médio Oriente e após o bloqueio do Estreito de Ormuz, o preço médio nas bombas encontrava-se 25,8 cêntimos abaixo do valor eficiente calculado pela ERSE, refletindo um atraso na repercussão da subida das cotações internacionais.</p>
<p>Os dados analisados mostram ainda que a cotação internacional do gasóleo continua a ser o principal fator de influência sobre o preço final pago pelos consumidores. Ainda assim, o estudo refere que, quando os preços internacionais descem, a redução demora mais tempo a chegar às bombas. A indústria justifica as subidas rápidas com o chamado &#8220;preço de reposição&#8221;, argumentando que o combustível tem de ser vendido tendo em conta o custo da próxima aquisição e não o do produto já armazenado. No entanto, segundo a análise, essa explicação perde protagonismo quando as cotações internacionais recuam, passando então a ser apontados fatores como os custos logísticos e de transporte.</p>
<p>Apesar de o preço eficiente da ERSE não constituir um preço máximo nem um valor regulado, funcionando apenas como um indicador de referência para o mercado, a análise conclui que, nos últimos cinco anos e meio, cerca de dois terços dos dias registaram preços médios de venda superiores ao valor eficiente. No período mais recente, a tendência tornou-se particularmente evidente: desde 1 de junho, o preço médio anunciado para o gasóleo permanece acima do referencial da ERSE, uma situação que se prolonga há seis semanas consecutivas e coincide com novos aumentos previstos nos combustíveis, que poderão atingir cerca de sete cêntimos por litro no gasóleo e 2,5 cêntimos na gasolina.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788362]]></sapo:autor>
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		<title>Pais trabalhadores nas férias escolares: o que diz a lei sobre horários, faltas e teletrabalho</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/pais-trabalhadores-nas-ferias-escolares-o-que-diz-a-lei-sobre-horarios-faltas-e-teletrabalho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 07:30:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Andersen Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[direito laboral]]></category>
		<category><![CDATA[Joana de Sá]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Em entrevista à 'Executive Digest', Joana de Sá, sócia da área Laboral da Andersen Portugal, explica que não existe um direito automático a faltar ao trabalho apenas porque há férias escolares]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o aproximar das férias escolares, muitas famílias voltam a enfrentar o mesmo problema: como conciliar horários de trabalho com longos períodos sem aulas? A lei laboral prevê mecanismos de apoio à parentalidade, mas nem sempre é claro o que pode ser pedido, quando pode ser recusado e que limites existem.</p>
<p>Em entrevista à &#8216;Executive Digest&#8217;, Joana de Sá, sócia da área Laboral da Andersen Portugal, explica que não existe um direito automático a faltar ao trabalho apenas porque há férias escolares. O caminho passa, em regra, por combinar férias do trabalhador, horário flexível, teletrabalho, licença parental complementar e, em situações específicas, faltas para assistência a filhos.</p>
<p><strong>A que mecanismos legais podem os pais trabalhadores recorrer durante os períodos de interrupção letiva?</strong></p>
<p>Os períodos de interrupção letiva colocam, efetivamente, um desafio real à conciliação entre a vida profissional e familiar. O Código do Trabalho não prevê um direito autónomo de ausência durante as férias escolares enquanto tal, mas disponibiliza vários mecanismos que os pais trabalhadores podem mobilizar de forma combinada.</p>
<p>O principal e mais direto é o gozo do próprio período de férias do trabalhador, que pode ser programado para coincidir com os períodos de interrupção escolar. As férias devem ser marcadas por acordo entre empregador e trabalhador; na falta de acordo, cabe ao empregador marcá-las, ouvindo os representantes dos trabalhadores. Este é, em regra, o mecanismo de eleição para os períodos de férias mais prolongados.</p>
<p>Para além das férias, o trabalhador com filho menor de 12 anos, ou independentemente da idade com deficiência ou doença crónica, que viva consigo, tem direito a horário flexível, entendendo-se como tal a possibilidade de escolher, dentro de determinados limites, as horas de início e de termo do período de trabalho. Este regime pode ser especialmente útil nos períodos de pausa letiva parcial ou nos momentos de transição entre atividades.</p>
<p>Existe ainda a possibilidade de recurso à licença parental complementar, para assistência a filho ou adotado com idade não superior a seis anos, em modalidades como licença parental alargada por três meses, trabalho a tempo parcial durante 12 meses com redução a metade do tempo completo, trabalho a tempo parcial durante três meses, quando exercido na totalidade por cada progenitor, ou períodos intercalados de licença e tempo parcial em que a duração total equivalha a três meses.</p>
<p>Por fim, o teletrabalho pode igualmente constituir um instrumento relevante de gestão destes períodos.</p>
<p>Importa sublinhar que o empregador tem o dever geral de proporcionar condições de trabalho que favoreçam a conciliação da atividade profissional com a vida familiar e pessoal.</p>
<p><strong>O teletrabalho pode ser solicitado ou imposto nestas situações?</strong></p>
<p>O trabalhador com filho com idade até três anos, ou independentemente da idade com deficiência, doença crónica ou doença oncológica que com ele viva em comunhão de mesa e habitação, tem direito a exercer a atividade em regime de teletrabalho, desde que este seja compatível com a atividade desempenhada e o empregador disponha de recursos e meios para o efeito.</p>
<p>Este direito pode ser prolongado até aos oito anos de idade em algumas situações: quando ambos os progenitores reúnam condições para o teletrabalho e o exerçam em períodos sucessivos de igual duração num prazo de referência máxima de 12 meses; ou em caso de família monoparental; ou quando apenas um dos progenitores reúna condições para o exercício do teletrabalho.</p>
<p>A extensão até aos oito anos é, portanto, uma faculdade condicionada, e não a regra geral. Quando verificados estes pressupostos, o empregador não pode opor-se ao pedido do trabalhador.</p>
<p>Importa ainda ressalvar que a extensão do direito até aos oito anos não se aplica ao trabalhador de microempresa.</p>
<p>Quanto à imposição, o teletrabalho não pode ser imposto unilateralmente pelo empregador em substituição dos restantes direitos parentais legalmente previstos. A transição para teletrabalho, fora das situações de direito legalmente consagrado, depende de acordo entre as partes ou de previsão em instrumento de regulamentação coletiva.</p>
<p><strong>Existem limites legais à assistência a menores durante os períodos de pausa letiva?</strong></p>
<p>É um ponto que merece particular clareza, pois existe alguma confusão frequente nesta matéria.</p>
<p>O Código do Trabalho não prevê um direito autónomo e genérico de ausência ao trabalho pelo simples facto de existir um período de interrupção letiva. Os mecanismos disponíveis têm fins e condições específicas, que não devem ser confundidos.</p>
<p>Em particular, as faltas para assistência a filho previstas no artigo 49.º do Código do Trabalho destinam-se exclusivamente a situações inadiáveis e imprescindíveis de doença ou acidente de filho menor de 12 anos ou, independentemente da idade, de filho com deficiência ou doença crónica, até ao limite de 30 dias por ano ou durante todo o período de eventual hospitalização. A estes limites acresce um dia por cada filho além do primeiro.</p>
<p>Estas faltas não constituem um mecanismo de cobertura das pausas letivas durante as quais a criança se encontre saudável. Têm natureza de urgência, associada a uma situação de saúde.</p>
<p>O regime é diferente no que respeita às deslocações a estabelecimento de ensino. É falta justificada a deslocação a estabelecimento de ensino do responsável pela educação de menor, por motivo da situação educativa deste, pelo tempo estritamente necessário, até quatro horas por trimestre, por cada menor. Este mecanismo serve para acomodar reuniões e situações pontuais de natureza escolar, não os períodos de férias.</p>
<p>Em suma, os instrumentos legais pensados para gerir os períodos de interrupção letiva são essencialmente o gozo das próprias férias do trabalhador, o horário flexível, o teletrabalho e a licença parental complementar. A sua combinação criteriosa é o caminho que a lei coloca à disposição das famílias.</p>
<p><strong>A entidade empregadora pode recusar pedidos de assistência a filho?</strong></p>
<p>A resposta depende, em primeiro lugar, da natureza do direito invocado.</p>
<p>Quando estão em causa direitos legalmente consagrados, como o horário flexível para trabalhador com filho menor de 12 anos ou o teletrabalho nos termos do artigo 166.º-A do Código do Trabalho, o empregador pode apenas recusar com fundamento em exigências imperiosas do funcionamento da empresa ou em impossibilidade de substituição, quando indispensável.</p>
<p>Nessas situações, deve ser seguido um procedimento específico, com prazos definidos e, em certos casos, parecer da entidade competente na área da igualdade. A recusa pode ainda carecer de decisão judicial em caso de parecer desfavorável. A margem de recusa é, portanto, substancialmente limitada.</p>
<p>Quanto às faltas para assistência a filho por doença ou acidente, o empregador pode exigir prova do carácter inadiável e imprescindível da assistência, bem como declaração do trabalhador sobre a atividade profissional do outro progenitor e sobre o facto de este não faltar pelo mesmo motivo, ou sobre a sua impossibilidade. Em caso de hospitalização, pode igualmente exigir declaração do hospital. Verificados os pressupostos e cumpridas as formalidades, não pode recusar.</p>
<p><strong>O que acontece quando ambos os progenitores trabalham?</strong></p>
<p>Esta é uma realidade cada vez mais comum e a lei procura dar-lhe resposta, ainda que impondo uma regra de não simultaneidade.</p>
<p>As faltas para assistência a filho, nos termos do artigo 49.º, não podem ser exercidas simultaneamente pelo pai e pela mãe pelo mesmo motivo. O mesmo princípio vale para a licença parental complementar: quando ambos os progenitores pretendem gozar licença parental complementar simultaneamente e trabalham para o mesmo empregador, este pode adiar a licença de um deles por exigências imperiosas do funcionamento, fundamentando a decisão por escrito.</p>
<p>Cabe, portanto, a ambos os progenitores coordenar entre si a forma como dividem e combinam o exercício destes direitos, nomeadamente alternando os períodos de férias, repartindo a licença parental complementar ou organizando os respetivos horários flexíveis de forma complementar.</p>
<p>Quando ambos têm direito ao teletrabalho e pretendem beneficiar da extensão até aos oito anos, a lei exige que o exercício seja feito em períodos sucessivos de igual duração, num prazo de referência máxima de 12 meses, assegurando assim uma repartição equitativa entre os dois progenitores.</p>
<p>Na elaboração do horário de trabalho, o empregador tem o dever de facilitar a conciliação da atividade profissional com a vida familiar, o que constitui um parâmetro relevante sempre que se coloquem situações de conflito de interesses entre trabalhadores e empresa.</p>
<p><strong>Existem direitos ou apoios adicionais no caso de famílias monoparentais?</strong></p>
<p>Sim. A lei laboral reconhece expressamente a situação específica das famílias monoparentais, atribuindo-lhes um regime mais favorável em domínios determinantes.</p>
<p>O exemplo mais significativo no plano prático é o do teletrabalho. Enquanto nos casais com dois progenitores a extensão do direito ao teletrabalho até aos oito anos está sujeita à condição de alternância — cada progenitor exerce o teletrabalho em períodos sucessivos de igual duração —, nas famílias monoparentais este direito é reconhecido sem necessidade de alternância, precisamente porque não existe outro progenitor que possa partilhar essa responsabilidade.</p>
<p>Esta lógica reflete um princípio mais amplo de reconhecimento de que, na família monoparental, a responsabilidade de cuidado e acompanhamento dos filhos recai integralmente sobre uma única pessoa, o que justifica uma proteção reforçada.</p>
<p>A lei proíbe qualquer forma de discriminação em função do exercício dos direitos de maternidade e paternidade, incluindo discriminações remuneratórias e afetações desfavoráveis na progressão na carreira. Esta proteção é especialmente relevante para progenitores únicos, que tendem a depender mais intensamente dos mecanismos de flexibilização e assistência legalmente previstos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787867]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Caso Rosalina Ribeiro volta a Sintra antes das férias judiciais: tribunal tenta resolver provas em falta</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/caso-rosalina-ribeiro-volta-a-sintra-antes-das-ferias-judiciais-tribunal-tenta-resolver-provas-em-falta/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 07:15:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Rosalina Ribeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[A sessão está agendada para as 11h00 e realiza-se ainda antes das férias judiciais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O processo do homicídio de Rosalina Ribeiro, no qual o antigo deputado do PSD Duarte Lima é arguido, volta esta segunda-feira ao Tribunal de Sintra, numa audiência destinada a tentar resolver o problema das provas em falta antes do início do julgamento, marcado para 5 de novembro.</p>
<p>A sessão está agendada para as 11h00 e realiza-se ainda antes das férias judiciais. Em causa está uma audiência de reforma dos autos, procedimento que pode ocorrer quando há perda, extravio ou desaparecimento de partes do processo. Neste caso, o problema prende-se com provas digitais relativas a gravações feitas no Brasil que nunca chegaram a Portugal.</p>
<p>Segundo a Lusa, citada pelo ECO, o objetivo da audiência é tentar chegar a um consenso sobre as peças processuais que não constam do processo remetido para Portugal e avaliar se é possível restaurar os autos, incluindo ou não a informação em falta.</p>
<p>O caso arrasta-se há vários anos nos tribunais portugueses e brasileiros. Duarte Lima foi acusado pelo homicídio de Rosalina Ribeiro, antiga companheira do empresário Lúcio Thomé Feteira, morta no Brasil em 2009. O início do julgamento chegou a estar marcado para novembro de 2022, mas acabou por ser adiado, primeiro devido a dificuldades na notificação de testemunhas residentes no Brasil e depois pela falta das gravações.</p>
<p>A justiça portuguesa pediu várias vezes às autoridades brasileiras o envio da documentação em falta. Em janeiro de 2025, Portugal voltou a solicitar ao Brasil as gravações do processo, desta vez indicando as peças processuais onde os ficheiros são referidos, para tentar desbloquear o início do julgamento.</p>
<p>Em novembro de 2025, o juiz Carlos Camacho, do Tribunal de Sintra, admitiu que, perante a incapacidade das autoridades judiciárias brasileiras para enviarem o processo na íntegra, restava avançar para a audiência de discussão e julgamento. Essa decisão foi contestada pela defesa de Duarte Lima, que se opôs a que o julgamento começasse sem todas as peças processuais.</p>
<p>O advogado João Barroso Neto escreveu num requerimento que não queria crer que as autoridades brasileiras insistissem no não envio da prova que, segundo a defesa, comprovaria aquilo que o arguido “não tem que comprovar”: a sua inocência. A audiência desta segunda-feira servirá, precisamente, para discutir o alcance dessa falta documental e o eventual restauro do processo.</p>
<p>O Ministério Público sustenta que Duarte Lima recebeu na sua conta bancária valores transferidos por Rosalina Ribeiro, relacionados com a herança de Lúcio Thomé Feteira. De acordo com a acusação, o antigo deputado terá insistido para que Rosalina assinasse uma declaração em que afirmava que o dinheiro transferido lhe pertencia. Perante a recusa, defende o Ministério Público, Duarte Lima terá matado Rosalina Ribeiro.</p>
<p>O caso tem ainda uma dimensão internacional complexa, por envolver factos ocorridos no Brasil, prova recolhida pelas autoridades brasileiras e julgamento em Portugal. Em maio, o Tribunal de Sintra voltou a recorrer ao Brasil para tentar localizar testemunhas no processo, num contexto em que algumas são já de idade avançada.</p>
<p>A audiência de segunda-feira não corresponde ao início do julgamento, mas pode ser relevante para definir em que condições o processo avançará em novembro. O tribunal tentará perceber se há acordo possível sobre as provas digitais em falta e se o processo pode ser estabilizado antes da fase de julgamento.</p>
<p>Mais de 16 anos depois da morte de Rosalina Ribeiro, o caso regressa assim a tribunal para resolver uma questão processual que tem bloqueado o avanço definitivo do julgamento. A sessão desta segunda-feira, às 11h00, no Tribunal de Sintra, será mais um passo num processo marcado por sucessivos adiamentos, cartas rogatórias, pedidos ao Brasil e disputa sobre a prova que falta.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787106]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Lisboa abre a cair 0,20%</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bolsa-de-lisboa-abre-a-cair-020/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 07:06:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa abriu hoje em terreno negativo, com o índice PSI (Portuguese Stock Index) a cair 0,20%, para 9.088,48 pontos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Lisboa abriu hoje em terreno negativo, com o índice PSI (Portuguese Stock Index) a cair 0,20%, para 9.088,48 pontos.</p>
<p>Na sexta-feira, a bolsa fechou em terreno negativo, com o PSI a cair 0,19% para 9.106,84 pontos, contrariando a tendência da generalidade das praças europeias e pressionada pelo setor da pasta e do papel.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788348]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>EDP alerta para fraudes mais sofisticadas com dados personalizados dos clientes</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/edp-alerta-para-fraudes-mais-sofisticadas-com-dados-personalizados-dos-clientes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 07:05:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A EDP alertou para uma nova tipologia de fraude, mais sofisticada, que usa dados personalizados dos consumidores para simular comunicações legítimas da empresa e induzir ao pagamento de valores indevidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A EDP alertou para uma nova tipologia de fraude, mais sofisticada, que usa dados personalizados dos consumidores para simular comunicações legítimas da empresa e induzir ao pagamento de valores indevidos.</p>
<p>Em comunicado, a empresa refere que receber uma mensagem de correio eletrónico com o nome, a morada ou o número de contribuinte corretos &#8220;já não é garantia de autenticidade&#8221;.</p>
<p>Segundo a EDP, nos últimos dias começaram a surgir tentativas de fraude através de mensagens de correio eletrónico que simulam comunicações da empresa e que podem incluir dados personalizados dos consumidores, como o Código do Ponto de Entrega (CPE), que identifica a instalação elétrica.</p>
<p>Esta nova abordagem representa, de acordo com a empresa, uma evolução face aos esquemas anteriormente detetados, que incidiam sobretudo no envio de mensagens escritas genéricas com pedidos de pagamento fraudulentos.</p>
<p>A EDP explica que a utilização de informação personalizada pretende aumentar a credibilidade das mensagens e levar os consumidores a efetuarem pagamentos indevidos.</p>
<p>&#8220;A informação utilizada nestas comunicações pode ter diferentes origens, incluindo dados disponibilizados pelos próprios consumidores em plataformas digitais&#8221;, refere, acrescentando que continua a investigar a proveniência dos dados e as plataformas que poderão ter sido usadas na sua recolha.</p>
<p>A EDP sublinha que nunca solicita dados bancários, palavras-passe ou credenciais de acesso através de mensagem escrita ou correio eletrónico, recomendando especial atenção a comunicações que criem um sentido de urgência para a realização de pagamentos ou que peçam informação sensível.</p>
<p>Além disso, a empresa recorda que as entidades de pagamento da EDP Comercial são exclusivamente 20174 e 23013 para clientes residenciais, e 12223 e 21196 para clientes empresariais.</p>
<p>A empresa aconselha ainda os consumidores a &#8220;validar sempre a autenticidade de pedidos de pagamento recebidos através de SMS ou email, verificando cuidadosamente o remetente e os dados apresentados na comunicação&#8221;.</p>
<p>&#8220;No caso do email, a empresa envia sempre as suas faturas em anexo, em formato PDF, não disponibilizando links para consulta direta da fatura no corpo do email&#8221;, reforça.</p>
<p>No mesmo comunicado, a elétrica recomenda também a adesão ao débito direto para pagamento de faturas, considerando que esta é a forma mais segura de pagamento por eliminar o risco associado à utilização de referências Multibanco fraudulentas.</p>
<p>A empresa relembra que mantém também uma parceria com a SIBS, entidade responsável pela gestão da rede Multibanco, para acelerar a identificação e o bloqueio de referências fraudulentas.</p>
<p>Desde o início do ano, a EDP recebeu mais de 3.000 denúncias de tentativas de fraude, um aumento de 4% face ao mesmo período do ano passado, uma evolução que admite que possa refletir uma maior sensibilização e vigilância por parte dos clientes, como &#8220;resultado do trabalho contínuo de informação e prevenção desenvolvido pela EDP Comercial junto de clientes, colaboradores e da opinião pública&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788346]]></sapo:autor>
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		<title>&#8220;O escritório precisa oferecer algo que o trabalho remoto não oferece”: Sofia Tavares, JLL Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 07:00:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Escritório]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Em entrevista à Executive Digest, Sofia Tavares, Head of Leasing Advisory Portugal na JLL, explica como estão a mudar os escritórios, o retalho, a logística e o investimento, e aponta as tendências que vão marcar o setor nos próximos anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de anos de forte crescimento, o mercado imobiliário português entrou numa nova fase. O capital continua interessado em Portugal, mas os investidores estão mais exigentes, os projetos são analisados com maior rigor e a qualidade dos ativos tornou-se o principal fator de diferenciação.</p>
<p>Em entrevista à Executive Digest, Sofia Tavares, Head of Leasing Advisory Portugal na JLL, explica como estão a mudar os escritórios, o retalho, a logística e o investimento, e aponta as tendências que vão marcar o setor nos próximos anos.</p>
<p><strong><br />
O mercado imobiliário em Portugal atravessa um momento curioso: continua a atrair investimento, mas já não com a mesma facilidade de antes, sobretudo com taxas de juro mais elevadas e maior exigência dos investidores. O que é que mudou realmente na forma como o capital olha para Portugal — e o que ainda nos mantém no radar?</strong></p>
<p>Sim, Portugal era visto como um mercado com muitas oportunidades, com yields atrativos, custo de entrada relativamente baixo e potencial de valorização significativo. A narrativa era de &#8220;descoberta&#8221;, os Golden Visa, turismo em crescimento explosivo, startups tecnológicas emergentes, etc. O mercado amadureceu e a análise tornou-se substancialmente mais rigorosa. Com as taxas a aumentar, o custo de capital disparou. Investidores exigem agora yields que compensem esse custo acrescido, mas os preços dos ativos não ajustaram proporcionalmente na mesma velocidade, criando um gap de expectativas entre compradores e vendedores. O capital institucional internacional tornou-se extremamente seletivo e o perfil de risco mudou. Mas ainda há muitos fatores que mantêm Portugal no radar, nomeadamente a estabilidade política, a segurança jurídica, a posição geográfica para logística, por exemplo, mantém relevância estratégica, o ecossistema tecnológico de Lisboa bastante mais maduro e o turismo naturalmente. O desafio é conseguir demonstrar resiliência nas rendas e maturidade operacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Muito se falou do “fim do escritório” com a pandemia, mas a realidade parece ter seguido outro caminho. Hoje, o que é que define um ativo de escritórios vencedor?</strong></p>
<p>O mercado de escritórios não desapareceu, mas transformou-se profundamente. O que observamos atualmente é uma clara divisão entre escritórios premium que mantêm uma procura forte e taxas de ocupação elevadas; e ativos de qualidade inferior ou desatualizados que enfrentam uma <em>vacancy</em> crescente e uma pressão significativa nas rendas.</p>
<p>As principais características mais valorizadas neste momento nos escritórios são: localização, acessibilidades e proximidades a transportes públicos, certificações de sustentabilidade, saúde e bem estar, flexibilidade, tecnologia, <em>amenities</em> e serviços.</p>
<p>Edifícios dos anos 80-90, sem intervenção profunda, pisos compartimentados e pouco flexíveis, pé direito baixo, fachadas em vidro sem protecção solar, ar condicionado obsoleto e localizações periféricas e sem transportes públicos, é tudo o que neste momento não funciona no mercado de escritórios.<strong> </strong></p>
<p>O mercado premia qualidade, sustentabilidade e experiência de utilizador. Ativos que não conseguem entregar estas características enfrentam desafios crescentes de comercialização e manutenção de rendas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>E do lado das empresas ocupantes, há um equilíbrio difícil entre flexibilidade, eficiência de custos e atração de talento. Na prática, o que é que está a pesar mais nas decisões de ocupação neste momento?</strong></p>
<p>Esta é uma das tensões mais interessantes do mercado atual. As empresas enfrentam alguns desafios, nomeadamente:</p>
<p>A atração e retenção de talento, o talento qualificado, particularmente gerações mais jovens, valoriza ambiente de trabalho inspirador, localização <em>cool</em>, espaços colaborativos. Por esta razão as empresas que impõem regresso total ao escritório em espaços desatualizados enfrentam alguma resistência por parte dos colaboradores. Há um reconhecimento crescente de que o escritório precisa oferecer algo que o trabalho remoto não oferece, funcionando como fator diferenciador e não apenas como local de presença obrigatória.</p>
<p>A eficiência de custos: menos metros quadrados totais (redução de 20-30% é comum), mas mais investimento por pessoa em qualidade. O custo total pode até manter-se ou aumentar ligeiramente, mas a perceção é de maior eficiência porque há menos postos de trabalho fixos.</p>
<p>A flexibilidade contratual: os espaços flex passaram a ser muito procurados, sobretudo porque as empresas procuram agilidade para crescer ou reduzir área sem ficarem presas a compromissos longos em mercados incertos e porque este tipo de espaços também permite uma rápida e fácil instalação;</p>
<p>Aquilo que verificamos sobretudo é que as empresas estão a investir mais em menos espaços, em melhores localizações, em melhores edifícios. Preferem 1.000 m2 num edifício AAA bem localizado do que 2.000 m2 num edifício numa zona periférica, com pouca oferta de transportes públicos e ao mesmo custo total. A qualidade é mais importante e valorizada do que a quantidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Em que áreas é que o mercado português está claramente com oferta em falta, e quais podem vir a ser os próximos “gargalos”?</strong></p>
<p>Claramente em falta é fácil identificar:</p>
<p>Escritórios premium de qualidade e com certificações de sustentabilidade, temos uma oferta razoável de escritórios de grade A mas ainda representam uma percentagem de 16% do stock total de escritórios;</p>
<p>Logística de <em>last mile</em>, o e-commerce B2C cresceu estruturalmente. A expectativa de entrega rápida ao consumidor exige armazéns próximos de centros urbanos, mas a disponibilidade junto destas zonas é escassa e cara. Estão a surgir algumas soluções criativas, sobretudo com a mudança de uso de alguns ativos mas a escala é insuficiente.</p>
<p>Habitação acessível em todas as categorias, há défice estrutural em todos os segmentos e impacta indiretamente também a atração de talento para empresas.</p>
<p>Como oportunidades futuras podemos facilmente identificar a infraestrutura em data centers; a intervenção profunda em muitos edifícios obsoletos e que precisam de estar <em>compliance</em>; solo industrial bem localizado e licenciado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>No industrial e logística, já entrámos no mapa internacional como destino consolidado? O que falta para dar o salto seguinte?</strong></p>
<p>Sim, mas com ressalvas importantes.</p>
<p>Portugal conseguiu estabelecer-se como hub logístico ibérico muito credível. O triângulo Lisboa-Porto-Sines/Setúbal funciona como plataforma estratégica de distribuição. Investidores internacionais especializados entraram e desenvolveram uma oferta muito moderna. Isso valida naturalmente o sector industrial e logístico português. As principais vantagens competitivas do país são sobretudo a posição geográfica, o custo competitivo, boas infraestruturas, mão de obra qualificada e relativamente mais acessível que outros países europeus, e crescente capacidade de energia renovável.</p>
<p>Precisamos de ganhar escala, melhorar substancialmente a conectividade ferroviária de mercadorias para a Europa, aumentar os níveis de automação e tecnologia nos armazéns e agilizar significativamente os processos de licenciamento.</p>
<p>Portugal está no mapa como player regional sólido, mas para se tornar destino primário europeu (não apenas ibérico), precisa de evoluir nestas dimensões críticas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>No retalho, a história é mais complexa. Entre o crescimento do e-commerce e a recuperação do consumo físico, como é que o papel das lojas físicas se está a redefinir? Estamos a falar de menos lojas ou de lojas completamente diferentes?</strong></p>
<p>A transformação do retalho é incrível e nem sempre é bem compreendida. A comparação constante &#8220;e-commerce vs lojas físicas&#8221; é bastante simplista. O que está a acontecer é uma evolução do omnichannel, onde o físico e o digital são complementares e não concorrentes. Estamos a falar de lojas com uma maior vertente de experiência, onde o cliente descobre e experiência a marca; ou de lojas físicas mais pequenas mas com micro armazéns e focadas no click and collect para reduzir custos logísticos e acelerar a entrega; ou de espaços mais focadas na comunidade e eventos com workshops, talks e encontros, como por exemplo as livrarias ou algumas lojas de desporto; também customização e serviços diferenciados ao cliente; e flagships icónicas, com statement da marca;</p>
<p>Não estamos a falar de mais ou menos lojas, a palavra certa é ‘diferente’. Mesmo marcas que eram apenas digitais estão a abrir no formato físico precisamente porque o físico acrescenta dimensão que o digital não consegue. As lojas são mais pensadas e cada abertura é muito trabalhada.</p>
<p>Os retalhistas tradicionais estão a fechar lojas underperformance e a reinvestir em <em>flagship stores </em>renovados, com experiências premium e nas melhores localizações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Olhando para o pipeline de projetos, sente-se uma maior cautela na decisão de avançar com novas construções, ou o mercado continua a encontrar formas de contornar esse risco?</strong></p>
<p>Há efetivamente maior prudência nas decisões de investimento, mas o mercado mantém-se ativo e seletivo.</p>
<p>A construção especulativa diminuiu significativamente. Os promotores procuram maior segurança através de contratos de pré-arrendamento antes de avançar com a construção. O faseamento dos projetos é feito de forma mais cautelosa, com as fases seguintes dependentes do sucesso da comercialização das fases anteriores, por exemplo.</p>
<p>O próprio mercado tem encontrado diferentes estratégias para gerir os riscos: construção de ativos institucionais de qualidade que tendem a ser mais líquidos; joint ventures entre promotores e investidores institucionais para partilhar risco e capital; construção à medida de clientes específicos com contratos garantidos; etc.</p>
<p>Continua a haver desenvolvimento em logística, onde a procura estrutural se mantém forte face à oferta disponível; em escritórios de qualidade superior em localizações core; e em residencial, onde existe procura fundamental.</p>
<p>O mercado adotou uma postura mais seletiva. Nem todos os projetos avançam com a mesma facilidade de anos anteriores, mas projetos bem estruturados, em boas localizações e com capitais adequados continuam a encontrar caminho para execução.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Por fim, se tivéssemos de olhar para os próximos três a cinco anos, qual é a mudança estrutural que vai mesmo redefinir o imobiliário em Portugal — e que hoje ainda não está a ser discutida com a seriedade devida?</strong></p>
<p>Diria que a transição gradual mas consistente para padrões de sustentabilidade mais elevados.</p>
<p>A regulação europeia está efetivamente a apertar requisitos de eficiência energética e reporte de sustentabilidade.  Isto não será uma disrupção dramática mas a evolução gradual dos padrões irá premiar ativos e players bem posicionados e irá penalizar quem não se adaptar.</p>
<p>Diria que as empresas e investidores que anteciparem estas tendências e se posicionarem adequadamente terão vantagem competitiva. Quem não considerar estas mudanças enfrentará desafios crescentes sim mas que serão superáveis. Diria que o ideal é a adaptação gradual em vez da transformação disruptiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788079]]></sapo:autor>
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		<title>Oposição timorense preocupada com capacidade do Governo para combater crime organizado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 06:58:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) pediu hoje uma revisão do sistema de imigração e controlo de fronteiras, após manifestar preocupação com a capacidade do Governo para combater o crime organizado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) pediu hoje uma revisão do sistema de imigração e controlo de fronteiras, após manifestar preocupação com a capacidade do Governo para combater o crime organizado.</P><br />
<P>&#8220;Quero aproveitar esta oportunidade para manifestar a minha profunda preocupação relativamente à segurança nacional e à capacidade do Governo para prevenir e combater o crime organizado transnacional&#8221;, disse a deputada da Fretilin, Yuri Costa, numa intervenção no parlamento, antes do período da ordem do dia.</P><br />
<P>Em causa estão as detenções feitas pelas autoridades timorenses de quase 200 cidadãos da China, Camboja e Indonésia por suspeita de envolvimento em atividades ilegais &#8216;online&#8217;, nomeadamente jogo e fraude.</P><br />
<P>&#8220;Estes factos não constituem acontecimentos isolados. Pelo contrário, revelam um padrão que deve preocupar todos os timorenses&#8221;, disse a deputada.</P><br />
<P>Na intervenção, a deputada questiona também o funcionamento do sistema de informações, do controlo de fronteiras e do sistema de imigração, que considerou continuarem a revelar fragilidades.</P><br />
<P>&#8220;O crime organizado não surge de um dia para o outro. Redes de branqueamento de capitais, jogo ilegal, fraude eletrónica e criminalidade transnacional exigem tempo, organização, financiamento e movimentação de pessoas. Nada disto acontece sem oportunidades e sem falhas no sistema&#8221;, disse Yuri Costa.</P><br />
<P>A deputada da Fretilin exigiu também saber se o Governo já identificou ou não as redes ou indivíduos em território nacional que &#8220;ajudaram, facilitaram ou apoiaram as atividades ilegais&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O crime organizado não atua sozinho. As redes internacionais necessitam, normalmente, de apoio local, de facilitadores locais e de estruturas locais. A investigação deve chegar a todos os envolvidos, com base nas provas e de acordo com a lei&#8221;, salientou.</P><br />
<P>A deputada considerou igualmente que o Governo deve assumir as responsabilidades das falhas que ocorreram e proceder a uma revisão completa do sistema de imigração e do controlo das fronteiras, a um reforço do sistema nacional de informações e partilha de informação entre todas as instituições competentes, bem como intensificar o combate ao crime organizado transnacional.</P><br />
<P>Yuri Costa pediu a criação de um Centro Nacional de Operações de Segurança que integre vários serviços de segurança para assegurar uma &#8220;monitorização permanente das ameaças à segurança nacional&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A segurança nacional não é apenas uma questão política. É a garantia da soberania, da estabilidade e do futuro do nosso país&#8221;, acrescentou a deputada.</P><br />
<P> O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) alertou em setembro passado para a proliferação de redes criminosas em Oecussi, enclave timorense no lado indonésio da ilha de Timor, salientando que as recentes investigações mostram uma contaminação da região.</P><br />
<P>Na sequência daquela denúncia pública, o Governo timorense determinou cancelar as licenças concedidas para exploração de jogos e apostas &#8216;online&#8217;, bem como proibir a atribuição de novas licenças, devido a riscos para a segurança e estabilidade social.</P><br />
<P>Segundo a UNODC, após uma região ser infiltrada por criminosos digitais, &#8220;frequentemente transforma-se num centro de fraude cibernética e de tráfico de droga e de pessoas&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788345]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Bolsa de Tóquio fecha com Nikkei a perder 1,92%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 06:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Tóquio fechou hoje em baixo, com o principal índice, o Nikkei, a cair 1,92% para 67.242,73 pontos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Tóquio fechou hoje em baixo, com o principal índice, o Nikkei, a cair 1,92% para 67.242,73 pontos.</P><br />
<P>O segundo indicador, o Topix, encerrou a sessão a perder 0,71% para 4.007,49 pontos. </P><br />
<P>O índice Nikkei reflete a média não ponderada dos 225 principais valores da bolsa de Tóquio, enquanto o indicador Topix agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788344]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Atenção, encarregados de educação: termina esta segunda-feira o prazo de matrículas para alunos do 2.º, 3.º, 4.º e 5.º anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 06:45:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Para os alunos do 2.º, 3.º, 4.º e 5.º anos, o período de matrícula decorreu entre 1 e 13 de julho. Assim, esta segunda-feira é o último dia para os encarregados de educação tratarem do processo, sempre que a matrícula não seja renovada automaticamente ou sempre que exista alguma alteração que obrigue a intervenção]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Termina esta segunda-feira o prazo de matrículas para os alunos do 2.º, 3.º, 4.º e 5.º anos de escolaridade, no âmbito do calendário definido para o ano letivo 2026/2027.</p>
<p>O calendário oficial das matrículas está organizado por fases, de acordo com o ano de escolaridade, e foi fixado por despacho assinado pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre. O processo aplica-se à educação pré-escolar, ao ensino básico e ao ensino secundário, abrangendo a escolaridade obrigatória.</p>
<p>Para os alunos do 2.º, 3.º, 4.º e 5.º anos, o período de matrícula decorreu entre 1 e 13 de julho. Assim, esta segunda-feira é o último dia para os encarregados de educação tratarem do processo, sempre que a matrícula não seja renovada automaticamente ou sempre que exista alguma alteração que obrigue a intervenção.</p>
<p>Na maioria dos casos, a renovação da matrícula é automática, não sendo necessário que os encarregados de educação façam qualquer pedido. Ainda assim, há situações em que a renovação tem de ser formalizada: mudança de escola, transição de ciclo, alteração do encarregado de educação ou mudanças nas opções curriculares.</p>
<p>O 5.º ano merece particular atenção por corresponder à entrada no 2.º ciclo do ensino básico, o que pode implicar mudança de escola ou outras alterações no processo do aluno. Nestes casos, os encarregados de educação devem garantir que a matrícula é feita dentro do prazo definido.</p>
<p>O calendário das matrículas para 2026/2027 começou com a educação pré-escolar e o 1.º ano do ensino básico, entre 22 de abril e 1 de junho. Seguiram-se os alunos do 6.º, 7.º, 8.º, 9.º e 11.º anos, entre 16 e 29 de junho. O prazo que agora termina diz respeito aos alunos do 2.º, 3.º, 4.º e 5.º anos.</p>
<p>Depois desta fase, o calendário prossegue com as matrículas para o 10.º e 12.º anos, que decorrem entre 15 e 22 de julho. O despacho prevê ainda que, caso o último dia de um prazo coincida com fim de semana ou feriado, a data limite transita automaticamente para o dia útil seguinte.</p>
<p>As listas de alunos inscritos para os restantes anos de escolaridade devem ser publicadas até cinco dias úteis após o fim do respetivo período de matrícula. Já as listas de alunos admitidos deverão ser conhecidas até ao final de julho.</p>
<p>O regime aplica-se à rede pública, mas também ao ensino particular e cooperativo com contrato de associação, bem como a outras instituições com financiamento público, incluindo escolas profissionais.</p>
<p>Para os encarregados de educação, a recomendação é simples: confirmar se a renovação foi feita automaticamente e verificar se há alguma situação que obrigue a formalizar a matrícula. Para os alunos do 2.º, 3.º, 4.º e 5.º anos, o prazo termina esta segunda-feira.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_744570]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia: UE deverá aprovar hoje sanções a 250 pessoas e entidades russas por ataques a civis</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-ue-devera-aprovar-hoje-sancoes-a-250-pessoas-e-entidades-russas-por-ataques-a-civis/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 06:34:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia deverá hoje aprovar novas sanções a 250 pessoas e entidades russas, indicou a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, mas ainda não chegou a consenso sobre o 21.º pacote de medidas restritivas contra Moscovo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A União Europeia deverá hoje aprovar novas sanções a 250 pessoas e entidades russas, indicou a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, mas ainda não chegou a consenso sobre o 21.º pacote de medidas restritivas contra Moscovo.</P><br />
<P>&#8220;Esperamos conseguir chegar a acordo sobre uma lista [de sanções] a 250 pessoas e entidades. Este é o maior número de sanções [em simultâneo] que alguma vez aprovámos. Trata-se também de uma resposta aos recentes ataques da Rússia contra civis&#8221;, afirmou Kaja Kallas em declarações aos jornalistas à entrada para a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), que se realiza hoje em Bruxelas.</P><br />
<P>Kallas salientou, contudo, que os governos dos 27 Estados-membros ainda não chegaram a acordo quanto ao 21.º pacote de sanções contra a Rússia, que a atual presidência irlandesa do Conselho da União Europeia (UE) queria &#8216;fechar&#8217; na primeira quinzena de julho.</P><br />
<P>&#8220;Ainda existem algumas questões em aberto, mas estamos a trabalhar no sentido de alcançar um acordo&#8221;, referiu Kallas.</P><br />
<P>Para este pacote ser aprovado, é necessária unanimidade dos Estados-membros, o que tem sido difícil de alcançar porque algumas das medidas que constam da proposta inicial da Comissão Europeia, apresentada em junho, têm encontrado resistência, como a proibição de entrada na UE de qualquer russo que tenha combatido na guerra na Ucrânia, restrições a importações de pesca ou ainda a imposição de sanções a personalidades de relevo, como o patriarca de Moscovo Cirilo.</P><br />
<P>Além da discussão sobre a guerra na Ucrânia, os ministros vão voltar também a discutir se impõem restrições ao comércio com os colonatos ilegais na Cisjordânia, após a Comissão Europeia ter apresentado na semana passada três opções sobre como é que podem fazê-lo, apesar de não ser esperada hoje qualquer decisão final sobre a matéria.</P><br />
<P>As três opções em cima da mesa são: imposição de tarifas, proibição total de comércio ou um sistema de licenciamento das importações, através do qual os bens provenientes de colonatos precisariam de uma autorização especial para poderem ser exportados para a UE.</P><br />
<P>Perante os jornalistas, Kaja Kallas frisou que a discussão visa perceber se &#8220;os Estados-membros estão verdadeiramente dispostos a que uma dessas medidas seja concretizada pela Comissão&#8221;, aludindo ao facto de, até ao momento, ainda não se ter chegado a consenso sobre a matéria.</P><br />
<P>&#8220;Tem havido muitos apelos e pedidos por parte dos Estados-membros no sentido de proibir o comércio com os colonatos ilegais. Resta agora saber se as opções apresentadas darão um impulso mais forte e se levarão alguns deles a mudar de posição quanto à necessidade de avançar por esta via&#8221;, referiu.</P><br />
<P>A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança frisou que &#8220;todos concordam que a situação na Cisjordânia é verdadeiramente intolerável&#8221; e todos apoiam a solução dos dois Estados.</P><br />
<P>&#8220;O que está a acontecer na Cisjordânia está, na prática, a inviabilizar cada vez mais a concretização dessa solução de dois Estados&#8221;, advertiu, salientando ainda que o Conselho da UE considera que restrições ao comércio com os colonatos só precisam de ser aprovadas por maioria qualificada &#8212; ao contrário da Comissão, que sugeriu que uma decisão com esta importância política e diplomática deveria ser adotada por unanimidade.</P><br />
<P>Outra das matérias que será hoje abordada é a guerra no Irão, após terem sido retomadas as hostilidades na semana passada, com Kaja Kallas a frisar que os ministros vão discutir que mensagens é que a UE &#8220;pode enviar para garantir que o Estreito de Ormuz é reaberto e que a liberdade de navegação é respeitada, sem taxas&#8221;.</P><br />
<P>Neste âmbito, a chefe da diplomacia da UE referiu que os ministros dos Negócios Estrangeiros vão ter hoje um almoço de trabalho com os seus parceiros na região do Golfo Pérsico, frisando que partilham a mesma visão sobre a guerra no Irão.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788343]]></sapo:autor>
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		<title>Voos da TAP para a Venezuela regressam esta segunda-feira com rota alternativa e mais ajuda humanitária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 06:30:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Anúncio foi feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, em declarações a partir de Caracas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A TAP vai retomar esta segunda-feira os voos de e para a Venezuela, mas a operação não será feita através do aeroporto de Caracas. Devido aos danos provocados pelos sismos no Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, a companhia aérea portuguesa vai utilizar o Aeroporto Arturo Michelena, em Valência, a cerca de 170 quilómetros a oeste da capital venezuelana.</p>
<p>O anúncio foi feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, em declarações a partir de Caracas. “A TAP vai retomar os voos para a Venezuela a partir de segunda-feira através do aeroporto de Valência”, afirmou o governante à &#8216;RTP&#8217;, acrescentando que o aeroporto fica a cerca de 200 quilómetros de Caracas.</p>
<p>A retoma da ligação aérea surge numa altura em que há portugueses e lusodescendentes a tentar regressar a Portugal depois dos sismos que atingiram a Venezuela em 24 de junho. Emídio Sousa afirmou que existem “alguns pedidos de pessoas que querem regressar” e garantiu que o Governo está a acompanhar as situações “caso a caso”. Com o regresso dos voos comerciais, acrescentou, “as pessoas podem optar pela solução mais favorável”.</p>
<p>A operação deverá começar com um voo semanal para Valência, mas o objetivo é chegar a dois voos por semana. “Já vamos retomar os voos da TAP. Na próxima segunda-feira a TAP vai já voar para Valência, vai retomar já um voo semanal, e a ideia é conseguirmos dois voos semanais”, disse Emídio Sousa à Lusa.</p>
<p>O voo previsto para segunda-feira servirá também para transportar nova ajuda humanitária portuguesa. Segundo o secretário de Estado, o Ministério da Saúde vai enviar cerca de sete toneladas e meia de produtos farmacêuticos e material médico para apoiar a resposta à emergência na Venezuela.</p>
<p>Esta será uma nova fase da resposta portuguesa à tragédia. Numa primeira etapa, Portugal enviou equipas de busca e salvamento, incluindo 64 elementos com cães, médicos, sapadores, militares da GNR e bombeiros. A base da missão portuguesa ficou instalada em Catia la Mar, no estado de La Guaira, uma das zonas mais afetadas pelos sismos e com forte presença de portugueses e lusodescendentes.</p>
<p>Emídio Sousa explicou que a fase inicial de resgate terminou e que o foco passa agora para a ajuda humanitária e para o apoio às comunidades afetadas. Portugal já enviou dois aviões da Força Aérea com 12 toneladas de bens, incluindo kits de alimentação, higiene e saneamento, duas ambulâncias oferecidas pela Cruz Vermelha e material cedido pela Marinha.</p>
<p>Além da ajuda em bens, Portugal disponibilizou 400 mil euros para apoiar dois projetos da Cáritas e da Oikos, destinados a chegar a cerca de 1.500 famílias. O secretário de Estado afirmou que Portugal pretende continuar ao lado da Venezuela na resposta humanitária, na reconstrução e no apoio à comunidade portuguesa residente no país.</p>
<p>Os sismos de 24 de junho provocaram pelo menos 3.811 mortos e 16.740 feridos, segundo o balanço oficial mais recente citado pela Lusa. Entre as vítimas mortais estão pelo menos 102 portugueses e lusodescendentes, havendo ainda 57 desaparecidos ou incontactáveis.</p>
<p>A mudança temporária da operação da TAP para Valência permitirá restabelecer uma ligação aérea regular entre Portugal e a Venezuela enquanto o principal aeroporto de Caracas continuar encerrado. Para as famílias que querem sair do país ou regressar à Venezuela, a retoma dos voos comerciais representa uma alternativa ao esforço consular e humanitário que tem marcado as últimas semanas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788003]]></sapo:autor>
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		<title>Associação de Macau quer construir Torre de Belém e Alfama em bairro com dificuldades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 06:24:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma associação tradicional de Macau quer construir uma réplica da Torre de Belém e do bairro de Alfama no território, no âmbito de um projeto para revitalizar uma zona onde fecharam recentemente vários casinos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Uma associação tradicional de Macau quer construir uma réplica da Torre de Belém e do bairro de Alfama no território, no âmbito de um projeto para revitalizar uma zona onde fecharam recentemente vários casinos.</P><br />
<P>De acordo com um estudo enviado hoje à Lusa, o Centro de Políticas de Sabedoria Coletiva, um &#8216;think tank&#8217; ligado à União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM), afirmou que pretende criar &#8220;um distrito imersivo de experiência cultural portuguesa&#8221; na Zona de Aterros do Porto Exterior (ZAPE), &#8220;com réplicas à escala de marcos icónicos de Lisboa, como a Torre de Belém e o bairro da Alfama&#8221;.</P><br />
<P>Vários casinos encerraram portas no ano passado nesta zona e na vizinha área dos Novos Aterros do Porto Exterior (NAPE). Outrora animadas por jogadores, esta zona começou a receber menos pessoas, com casas de penhores e lojas de artigos de luxo vazias.</P><br />
<P>&#8220;Queremos renovar a área em estilo português e convidar artistas para atuações temáticas portuguesas, para que os turistas possam viver uma atmosfera portuguesa na ZAPE&#8221;, explicou à Lusa um representante do Centro de Políticas de Sabedoria Coletiva.</P><br />
<P>Os Serviços de Turismo disseram à Lusa, no final de 2025, que pretendiam atrair visitantes para esta área, de forma a apoiar o comércio local. Entre as medidas para o efeito, referiram, incluíam-se a realização de eventos e melhorias na paisagem urbana.</P><br />
<P>Embora as autoridades tenham organizado múltiplas atividades na ZAPE desde o encerramento dos casinos para estimular o comércio, o &#8216;think tank&#8217; deixa críticas aos trabalhos, argumentando que &#8220;um mau planeamento espacial&#8221;, &#8220;esforços promocionais insuficientes&#8221; e &#8220;falta de monitorização de dados&#8221; fizeram com que &#8220;ainda não tivessem revertido fundamentalmente&#8221; o fraco consumo na zona.</P><br />
<P>O relatório sugere também a conversão de propriedades hoteleiras inativas num centro de exposição cultural em língua portuguesa e num hotel de temática portuguesa, bem como a introdução de gastronomia, vinhos e produtos dos países de língua portuguesa.</P><br />
<P>Além disso, o grupo defende a organização regular de eventos culturais sino-portugueses, como festivais gastronómicos, festivais de música e desfiles de países de língua portuguesa, &#8220;para estabelecer um novo marco de intercâmbio cultural sino-português em Macau&#8221;.</P><br />
<P>Por toda a China, partes de grandes cidades foram transformadas para se assemelharem a destinos ocidentais e cidades inteiras foram inspiradas ou construídas à imagem de locais emblemáticos no exterior, tal como Paris (Tianducheng), Hallstatt (Luoyang e Guangzhou), Florença (Tianjin e Foshan), Londres (Suzhou), Manhattan (Tianjin), Reino Unido (Songjiang), Amesterdão e Países Baixos (Pudong) e Veneza (Dalian).</P><br />
<P>Em Zhuhai, cidade vizinha de Macau, foi construída uma réplica do Mosteiro dos Jerónimos, que funciona como centro comercial.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788342]]></sapo:autor>
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		<title>Tempo da semana: instabilidade até quinta-feira e seca a ganhar terreno em Portugal</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/tempo-da-semana-instabilidade-ate-quinta-feira-e-seca-a-ganhar-terreno-em-portugal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 06:15:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo o 'Tempo.pt', a instabilidade deverá fazer-se sentir primeiro no interior Norte, com possibilidade de chuva e trovoada, sobretudo nos distritos de Vila Real e Bragança]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A semana começa com alguma instabilidade em Portugal continental, sobretudo na faixa litoral, devido à influência de uma gota fria que deverá fundir-se com uma depressão atlântica. Depois de vários dias marcados por calor e tempo mais estável, a chuva pode regressar de forma fraca a moderada, mas sem alterar a tendência de fundo: julho deverá continuar quente e seco.</p>
<p>Segundo o &#8216;Tempo.pt&#8217;, a instabilidade deverá fazer-se sentir primeiro no interior Norte, com possibilidade de chuva e trovoada, sobretudo nos distritos de Vila Real e Bragança. Desde domingo, e já a entrar na nova semana, os efeitos da depressão atlântica deverão deslocar-se para o litoral, devido ao fluxo de oeste, que transportará humidade do oceano para a costa portuguesa.</p>
<p>A precipitação prevista deverá incidir sobretudo na faixa litoral entre Viana do Castelo e Lisboa. Até terça-feira à noite, o distrito de Lisboa poderá acumular até 10 milímetros de precipitação. No litoral Centro e no noroeste, os acumulados poderão superar os 4 milímetros, enquanto noutras zonas costeiras deverão ficar entre 1 e 3 milímetros.</p>
<p>A instabilidade deverá manter-se até ao final da tarde de quinta-feira, ainda que com chuva geralmente fraca a moderada. Depois disso, a previsão aponta para o regresso das altas pressões e para uma atmosfera mais estável, sinal de que a chuva deverá ser apenas uma interrupção temporária no padrão seco que tem marcado este início de verão.</p>
<p>O IPMA indica, na sua previsão descritiva, tempo quente em Portugal continental, com céu pouco nublado ou limpo, mas também períodos de maior nebulosidade no litoral Norte e Centro e possibilidade de aguaceiros e trovoadas dispersos no interior durante a tarde. Há ainda possibilidade de neblina ou nevoeiro em alguns locais da faixa costeira ocidental.</p>
<p>Este episódio de instabilidade chega depois de um junho muito quente e muito seco. De acordo com o IPMA, junho de 2026 teve uma temperatura média de 22,41 graus, 2,06 graus acima da normal climatológica de 1991-2020, tornando-se o quarto junho mais quente desde 1931. O mês registou ainda duas ondas de calor e precipitação muito inferior ao habitual.</p>
<p>A precipitação média mensal em Portugal continental ficou em apenas 6,9 milímetros, cerca de 30% do valor normal para junho. O IPMA classificou junho como o 14.º mais seco desde 1931 e o sétimo mais seco desde 2000, referindo ainda o aparecimento de seca meteorológica em vários distritos do litoral Norte e a sul de Coimbra.</p>
<p><strong>Seca começa a sentir particularmente no interior Norte</strong></p>
<p>A &#8216;Luso Meteo&#8217; sublinha que a seca meteorológica regressou rapidamente devido à combinação entre pouca chuva e forte evapotranspiração, impulsionada pelas temperaturas elevadas. A redução da água disponível no solo foi particularmente acentuada no interior Norte, onde alguns concelhos terminaram junho com valores inferiores a 10%.</p>
<p>Apesar disso, o regresso da seca meteorológica não significa, por si só, que haja uma crise imediata nas barragens. Segundo a análise da &#8216;Luso Meteo&#8217;, as reservas das grandes albufeiras nacionais continuam em bom nível, beneficiando de um inverno e de uma primavera chuvosos. O problema está sobretudo na rapidez com que o solo perdeu humidade e no aumento do risco florestal.</p>
<p>Para a próxima semana, o ponto essencial é este: haverá alguma chuva no litoral e instabilidade até quinta-feira, mas sem precipitação suficiente para inverter a tendência seca. A influência marítima deverá manter as temperaturas mais contidas em alguns períodos, sobretudo no litoral, mas o cenário dominante para julho continua a ser de tempo quente e com pouca chuva significativa.</p>
<p>A médio prazo, a Luso Meteo antecipa que a seca meteorológica deverá agravar-se e expandir-se ao longo das próximas semanas, com agosto a seguir uma tendência tipicamente quente e seca. Ainda assim, a mesma análise afasta um cenário de alarme imediato no abastecimento, embora defenda vigilância na gestão das reservas de água e na prevenção do risco de incêndio.</p>
<p>Em resumo, a semana arranca com mais nuvens, alguma chuva fraca no litoral e possibilidade de trovoada no interior Norte. Mas, para quem esperava uma mudança profunda no estado do tempo, a resposta é mais cautelosa: a instabilidade será passageira, as altas pressões deverão regressar no final da semana e a seca continuará a ser o tema a acompanhar no resto de julho.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787154]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mota-Engil assina contratos no México no valor de 185 ME</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/mota-engil-assina-contratos-no-mexico-no-valor-de-185-me/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 06:13:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Mota-Engil informou hoje que a sua participada Mota-Engil México assinou dois novos contratos de construção de infraestruturas de transportes, no valor total de cerca de 185 milhões de euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Mota-Engil informou hoje que a sua participada Mota-Engil México assinou dois novos contratos de construção de infraestruturas de transportes, no valor total de cerca de 185 milhões de euros.</P><br />
<P>No comunicado enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Mota-Engil refere que os novos contratos terão uma duração agregada de 16 meses.</P><br />
<P>Os contratos contemplam a construção de um viaduto elevado sobre uma infraestrutura rodoviária existente e o &#8220;desenvolvimento e a execução de um projeto de mobilidade urbana numa das principais cidades do país&#8221;</P><br />
<P>Este último &#8220;inclui a construção de nova infraestrutura (ponte, estrada e vias dedicadas a transporte público), bem como o fornecimento de sistemas de transporte e a implementação de sistemas automáticos de cobrança&#8221;, segundo o comunicado enviado ao mercado.</P><br />
<P>&#8220;Com estes novos contratos, a Mota-Engil México assegura o crescimento e diversificação da sua carteira de encomendas, reforçando o seu posicionamento como prestador integral de serviços de engenharia e com cobertura geográfica alargada no México&#8221;, refere a Mota-Engil.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788340]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Combustíveis &#8216;em alta&#8217;: preços disparam esta semana. Saiba onde poupar nos postos mais baratos do país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 06:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[combustíveis]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Gasóleo deverá ficar sete cêntimos mais caro por litro, enquanto a gasolina deverá aumentar três cêntimos, de acordo com a evolução das cotações dos produtos petrolíferos em euros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta semana, os combustíveis seguem uma tendência que tem sido &#8216;regra&#8217; nos últimos tempos: novo agravamento dos preços dos combustíveis em Portugal. A partir desta segunda-feira, o gasóleo deverá ficar sete cêntimos mais caro por litro, enquanto a gasolina deverá aumentar três cêntimos, de acordo com a evolução das cotações dos produtos petrolíferos em euros.</p>
<p>A mesma tendência será seguida pelos postos associados aos hipermercados: Aqui, o litro da gasolina vai subir 0,0228 euros e o do gasóleo 0,0627 euros. A subida surge depois de vários dias de discussão sobre a aparente demora na transmissão da descida do petróleo aos preços pagos pelos consumidores nas bombas.</p>
<p>O barril de Brent segue a negociar próximo dos 76 dólares, depois de ter ultrapassado os 80 dólares durante a sessão de quarta-feira, na sequência de uma valorização próxima de 8%. A instabilidade internacional continua, assim, a refletir-se nas cotações dos produtos refinados e nos custos suportados pelos operadores.</p>
<p><strong>Gasóleo já subiu 26 cêntimos desde janeiro</strong></p>
<p>Desde o início do ano, o gasóleo acumulou uma subida de 26 cêntimos por litro, enquanto a gasolina ficou 24 cêntimos mais cara. Num depósito de 60 litros, estas diferenças representam um encargo adicional de 15,6 euros no gasóleo e de 14,4 euros na gasolina comparativamente com a primeira semana de janeiro.</p>
<p>Os dados da Direção-Geral de Energia e Geologia colocam o preço médio da gasolina em 1,893 euros por litro e o do gasóleo em 1,793 euros. Os valores praticados podem, contudo, variar entre postos, devido à concorrência local, à procura, à oferta disponível e aos custos de funcionamento de cada operador.</p>
<p>Segundo o mais recente boletim da Comissão Europeia, Portugal apresenta a sétima gasolina mais cara da União Europeia. O preço nacional encontra-se nove cêntimos acima da média comunitária e 38 cêntimos acima do valor cobrado em Espanha. A fiscalidade explica grande parte da diferença, uma vez que, antes de impostos, a gasolina 95 é mais barata em Portugal do que no mercado espanhol.</p>
<p><strong>ERSE não encontra irregularidades nos preços</strong></p>
<p>A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos analisou o comportamento recente do mercado a pedido do Governo, depois de terem surgido dúvidas sobre a rapidez com que as subidas internacionais estavam a chegar aos postos. O regulador concluiu, para já, que não existem sinais de funcionamento anómalo.</p>
<p>A entidade explica que o valor da gasolina e do gasóleo não acompanha automaticamente a cotação do Brent. Entre o petróleo bruto e o preço apresentado nos postos existem custos de refinação, armazenamento, distribuição, transporte e comercialização, além da incorporação obrigatória de biocombustíveis.</p>
<p>A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, pediu a análise por considerar preocupante que os combustíveis não estivessem a descer à mesma velocidade com que tinham subido. A governante mostrou-se, entretanto, confiante numa redução dos preços caso a situação internacional evolua de forma favorável.</p>
<p><strong>ENSE aponta pressão nos produtos refinados</strong></p>
<p>Nas conclusões preliminares da sua avaliação, a Entidade Nacional para o Setor Energético assinalou que os produtos refinados registaram fortes valorizações desde o início da crise no Estreito de Ormuz. O gasóleo terá aumentado cerca de 25% e a gasolina aproximadamente 35%, enquanto a carga fiscal se manteve praticamente inalterada.</p>
<p>A ENSE associa a descida mais lenta nas bombas ao conjunto de custos existentes ao longo da cadeia de valor. A capacidade limitada de armazenagem em Portugal e na Europa, juntamente com a refinação, a logística e o transporte, ajuda a explicar por que razão uma queda do crude não produz necessariamente uma redução imediata e proporcional nos postos.</p>
<p>A legislação permite que a ERSE proponha ao Governo a imposição temporária de margens máximas na venda de combustíveis simples e de gás de petróleo liquefeito engarrafado. Essa medida só poderá avançar perante sinais que a justifiquem e depois de consultada a Autoridade da Concorrência. Até ao momento, o regulador não identificou fundamentos para esse tipo de intervenção.</p>
<p><strong>Os mais Económicos</strong></p>
<p>Gasolina simples 95</p>
<p>Transforpel Combustíveis Chão de Sapo &#8211; 1,689 €/litro</p>
<p>Intermarché Vilar Formoso &#8211; 1,699 €/litro</p>
<p>Transforpel Combustíveis Moncarapacho &#8211; 1,709 €/litro</p>
<p>Transforpel Combustíveis Marinha Grande &#8211; 1,709 €/litro</p>
<p>Transforpel Combustíveis Calços Martingança &#8211; 1,709 €/litro</p>
<p>Gasóleo simples</p>
<p>Intermarché Arruda dos Vinhos- 1,649 €/litro</p>
<p>Intermarché Vilar Formoso &#8211; 1,659 €/litro</p>
<p>Bxpress Estarreja &#8211; 1,669 €/litro</p>
<p>Intermarché Figueiró dos Vinhos &#8211; 1,679 €/litro</p>
<p>Intermarché da Sertã &#8211; 1,679 €/litro</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787156]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Preços em Moçambique sobem 0,2% em junho e inflação homóloga agrava-se para 7,51%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 05:45:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os preços em Moçambique aumentaram 0,2% em junho, desacelerando face a maio, mas a inflação homóloga agravou-se para 7,51%, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os preços em Moçambique aumentaram 0,2% em junho, desacelerando face a maio, mas a inflação homóloga agravou-se para 7,51%, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).</P><br />
<P>O Índice de Preços no Consumidor (IPC) de junho do INE, consultado hoje pela Lusa, indica que Moçambique &#8220;registou um aumento de preços na ordem de 0,2%&#8221;, face a maio (2,32%), influenciado sobretudo pelos setores dos Transportes e da Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, contribuindo, respetivamente, com 0,10 e 0,06 pontos percentuais.</P><br />
<P>Após uma crise no fornecimento de combustíveis durante o mês de abril, em Moçambique, devido ao conflito no Médio Oriente, o preço do litro de gasóleo subiu 45,5% em 07 de maio e o de gasolina 12,1%.</P><br />
<P>No relatório de junho do IPC destacam-se as variações mensais dos preços dos transportes semicoletivos urbanos e suburbanos de passageiros (2,3%), do cimento (2,2%), do peixe fresco (1,9%), dos detergentes em pó (1,9%) e dos transportes por barco e ferry-boat de passageiros (13,5%).</P><br />
<P>O IPC de junho refere que a inflação acumulada desde janeiro de 2026 se cifra já nos 5,4%, enquanto a variação homóloga, face ao mesmo mês de 2025, agravou-se para 7,51%.</P><br />
<P>Os preços em Moçambique aumentaram 3,23% em todo o ano de 2025, segundo dados anteriores do INE, abaixo do registo de 2024 e das previsões do Governo.</P><br />
<P>Moçambique chegou a registar oito recuos mensais (deflação) no índice dos preços ao consumidor, em menos de um ano e meio, quatro dos quais entre abril e julho do ano passado, retomando as subidas a partir de agosto.</P><br />
<P>A inflação acumulada de 2024, segundo dados anteriores do INE, fixou-se nos 4,15%, que compara com os 5,3% de 2023, mas abaixo do pico de quase 13% atingido em julho de 2022.</P><br />
<P>O Governo previa para 2025 uma inflação em torno de 7% em Moçambique, tal como a estimativa para 2026.</P><br />
<P>O Banco de Moçambique decidiu em 25 de maio manter a taxa de juro de referência em 9,25%, aumentou o coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional e admitiu que a inflação possa disparar para dois dígitos devido à crise dos combustíveis provocada pelo conflito no Médio Oriente.</P><br />
<P>&#8220;Esta decisão decorre da prevalência de elevadas incertezas quanto à duração do conflito no Médio Oriente e ao seu impacto sobre a cadeia logística e a oferta de bens, assim como sobre os preços internacionais e domésticos dos combustíveis e alimentos&#8221;, explicou então o governador do banco central, Rogério Zandamela.</P><br />
<P>A posição foi assumida no final da reunião do Comité de Política Monetária (CPMO), em Maputo, que se realiza a cada dois meses, e que decidiu manter a taxa inalterada, tal como já o tinha feito em março, então após 12 cortes (24 meses) consecutivos desde janeiro de 2024, com Zandamela a admitir que a continuidade da pausa neste &#8220;relaxamento&#8221; da taxa MIMO depende da evolução do contexto nacional e internacional.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788339]]></sapo:autor>
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		<title>Organizações locais reclamam maior acesso a fundos humanitários em Moçambique</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 05:45:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Plataforma Moçambicana de Coordenação Humanitária Local (MLHCP) apelou hoje a doadores e parceiros para aumentarem o financiamento direto às organizações nacionais, alertando que estas continuam com acesso limitado a recursos e decisões na resposta humanitária.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Plataforma Moçambicana de Coordenação Humanitária Local (MLHCP) apelou hoje a doadores e parceiros para aumentarem o financiamento direto às organizações nacionais, alertando que estas continuam com acesso limitado a recursos e decisões na resposta humanitária.</P><br />
<P>Criada há um ano por organizações não-governamentais moçambicanas, a MLHCP reúne atualmente mais de 120 membros e defende uma resposta humanitária liderada por atores locais, por considerar que estes estão mais próximos das comunidades afetadas por conflitos, desastres naturais e outras emergências.</P><br />
<P>No comunicado que assinala o primeiro aniversário da plataforma, a organização sustenta que o processo de localização da ajuda humanitária continua aquém do necessário no país.</P><br />
<P>&#8220;O processo de transferência de liderança, recursos e responsabilidades para organizações moçambicanas não está a avançar em Moçambique ao ritmo que deveria&#8221;, refere o documento, acrescentando: &#8220;Foi dito aos atores locais que este é o seu momento, mas eles continuam a sentir-se estruturalmente ignorados na resposta, tanto nos papéis de liderança da coordenação como no acesso ao financiamento&#8221;.</P><br />
<P>A plataforma destaca que, dos 80 milhões de dólares (68,4 milhões de euros) disponibilizados para Moçambique este ano através dos fundos comuns geridos pelo Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), apenas 4% chegaram diretamente a organizações não-governamentais locais e nacionais.</P><br />
<P>A plataforma enquadra o apelo num contexto de elevada pressão humanitária, referindo que 2,4 milhões de pessoas necessitam de assistência em Moçambique, enquanto o plano de resposta para 2026 está financiado em apenas 29%. </P><br />
<P>~O documento alerta também para o risco de seca associado ao fenómeno El Niño e para a evolução do surto de cólera, que causou mais de 9.000 casos e 86 mortes.</P><br />
<P>&#8220;O &#8216;status quo&#8217; tem de mudar&#8221;, defende a MLHCP, acrescentando que os atores locais continuam afastados dos centros de decisão, apesar de serem frequentemente os primeiros a responder quando ocorrem crises.</P><br />
<P>&#8220;A questão não é saber se os atores locais têm mandato para responder, mas se o sistema humanitário mais amplo aceita que sejam eles a liderar a resposta&#8221;, acrescenta.</P><br />
<P>A organização afirma ainda que pretende assumir papéis de co-liderança em mecanismos de coordenação humanitária, reforçar a coordenação territorial e reativar o Grupo de Trabalho sobre Localização, em linha com recomendações formuladas por uma missão de revisão realizada em novembro passado.</P><br />
<P>A MLHCP considera igualmente que o processo de reforma humanitária promovido pelas Nações Unidas representa uma oportunidade para fortalecer a liderança local, mas avisa que esse objetivo só será alcançado com uma transferência efetiva de recursos e poder de decisão.</P><br />
<P>&#8220;Só acontecerá se houver uma vontade genuína de transferir poder e recursos reais para os atores locais&#8221;, refere.</P><br />
<P>No apelo dirigido às autoridades, doadores, agências das Nações Unidas e organizações não-governamentais internacionais, a plataforma pede simplificação dos processos de acesso a fundos, apoio institucional aos atores locais e &#8220;acesso real ao financiamento e à tomada de decisões&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Construamos juntos uma resposta verdadeiramente liderada a nível local&#8221;, insta em conclusão.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788338]]></sapo:autor>
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		<title>Catorze países reafirmam validade de decisão arbitral sobre mar do Sul da China</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 05:25:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Catorze países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Japão e Filipinas, reiteraram no domingo que as reivindicações marítimas de Pequim no mar do Sul da China não têm base legal, invocando uma decisão arbitral internacional de 2016.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Catorze países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Japão e Filipinas, reiteraram no domingo que as reivindicações marítimas de Pequim no mar do Sul da China não têm base legal, invocando uma decisão arbitral internacional de 2016.</P><br />
<P>Numa declaração conjunta divulgada por ocasião do décimo aniversário da decisão, os signatários rejeitaram ações &#8220;desestabilizadoras&#8221; ou unilaterais, incluindo o recurso à força ou à coerção, que ameacem a paz e a estabilidade na região.</P><br />
<P>Além dos Estados Unidos, Reino Unido, Filipinas e Japão, subscreveram o documento Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Alemanha, Itália, Estónia, Letónia, Lituânia, Roménia e Eslovénia.</P><br />
<P>&#8220;Reafirmamos a decisão do Tribunal Arbitral de que não existe qualquer base jurídica para as reivindicações marítimas expansivas da China no mar do Sul da China, incluindo as baseadas em &#8216;direitos históricos'&#8221;, lê-se na declaração.</P><br />
<P>Os 14 países consideraram que a decisão emitida há dez anos constitui &#8220;um marco significativo&#8221; e é &#8220;definitiva, juridicamente vinculativa e conclusiva&#8221; para a China e as Filipinas.</P><br />
<P>A União Europeia (UE) divulgou uma declaração separada, na qual classificou o acórdão como uma &#8220;decisão histórica na resolução pacífica de litígios&#8221; e reiterou que as disputas marítimas devem ser resolvidas através do diálogo e em conformidade com o direito internacional.</P><br />
<P>O bloco comunitário recordou que a decisão foi emitida por um tribunal arbitral constituído ao abrigo da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e vincula as partes envolvidas no processo.</P><br />
<P>A decisão, emitida em 12 de julho de 2016, deu razão às Filipinas em vários dos argumentos apresentados contra a China e concluiu que não existia base jurídica para Pequim reivindicar direitos históricos sobre recursos situados além das zonas marítimas previstas pela convenção.</P><br />
<P>O processo foi iniciado pelas Filipinas em 2013, na sequência de um confronto ocorrido no ano anterior em torno do atol de Scarborough, que terminou com a China a assumir o controlo efetivo daquela formação marítima.</P><br />
<P>Pequim recusou participar no processo e rejeitou a decisão, mantendo desde então que o tribunal não tinha jurisdição sobre o caso.</P><br />
<P>Na declaração conjunta, os países manifestaram ainda &#8220;forte oposição&#8221; à utilização de guardas costeiras, forças militares e milícias marítimas para &#8220;assediar, obstruir ou intimidar&#8221; operações legítimas de outros Estados no mar ou no espaço aéreo.</P><br />
<P>Estas ações colocam em risco a segurança de militares e pescadores e prejudicam gravemente a paz e a segurança regionais, acrescentaram.</P><br />
<P>Os signatários defenderam igualmente a preservação da liberdade de navegação e de sobrevoo, assim como de outras utilizações legítimas do mar previstas na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.</P><br />
<P>A China rejeitou as declarações, reiterando que a decisão arbitral é &#8220;ilegal, nula e sem força vinculativa&#8221; e que Pequim &#8220;não a aceita nem reconhece&#8221;.</P><br />
<P>O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês afirmou que o tribunal e a respetiva decisão &#8220;contrariam gravemente a prática geral da arbitragem internacional&#8221; e violam os direitos legítimos da China enquanto Estado soberano e parte da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.</P><br />
<P>&#8220;A China opõe-se e nunca aceitará qualquer reivindicação ou ação baseada nessa decisão&#8221;, indicou a diplomacia chinesa, acrescentando que Pequim não aceita &#8220;qualquer meio de resolução de litígios por terceiros&#8221; nem soluções que lhe sejam impostas.</P><br />
<P>A China reivindica soberania sobre quase todo o mar do Sul da China, uma região estratégica por onde passa uma parte significativa do comércio marítimo mundial e que possui importantes zonas de pesca e potenciais reservas de hidrocarbonetos.</P><br />
<P>As reivindicações chinesas sobrepõem-se às das Filipinas, Vietname, Malásia, Brunei e Taiwan.</P><br />
<P>Nos últimos anos, as águas disputadas têm sido palco de confrontos cada vez mais frequentes, sobretudo entre embarcações chinesas e filipinas, envolvendo canhões de água, bloqueios e manobras consideradas perigosas.</P><br />
<P>Os Estados Unidos têm instado repetidamente Pequim a cumprir a decisão arbitral e advertido que o tratado de defesa mútua com as Filipinas poderá ser acionado caso forças, navios ou aeronaves filipinas sejam alvo de um ataque armado no mar do Sul da China.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788337]]></sapo:autor>
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		<title>Taiwan inicia cinco dias de &#8220;manobras de defesa conjunta&#8221; perante pressão de Pequim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 04:28:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As Forças Armadas de Taiwan iniciam hoje inéditas "manobras de defesa conjunta", num contexto de crescente atividade militar e marítima da China continental em torno da ilha, informaram fontes oficiais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As Forças Armadas de Taiwan iniciam hoje inéditas &#8220;manobras de defesa conjunta&#8221;, num contexto de crescente atividade militar e marítima da China continental em torno da ilha, informaram fontes oficiais.</P><br />
<P>Em comunicado divulgado no domingo, o ministério da Defesa Nacional de Taiwan indicou que os exercícios, que decorrem até 17 de julho, integram o plano anual de treino conjunto das forças armadas e dão continuidade aos simulacros de &#8220;preparação imediata para combate&#8221; realizados no mês passado.</P><br />
<P>&#8220;O principal objetivo é treinar as tropas durante a fase de operações defensivas para que, sob um mecanismo descentralizado de comando e controlo, se familiarizem com as diferentes missões de ação conjunta, reforcem a coordenação e a cooperação entre os ramos militares e alcancem o objetivo das operações conjuntas de defesa territorial&#8221;, indicou o ministério.</P><br />
<P>A tutela da Defesa acrescentou que os exercícios decorrerão com &#8220;tropas reais, terreno real, tempo real, equipamento real e execução real&#8221;, recorrendo a diferentes cenários para que os comandos e unidades de todos os níveis reforcem a integração de recursos e a capacidade de combate.</P><br />
<P>Segundo fontes militares citadas pela agência noticiosa CNA, estes exercícios servirão de preparação para as manobras militares anuais Han Kuang, agendadas para decorrer entre 05 e 14 de agosto.</P><br />
<P>Os exercícios coincidem com um aumento da presença marítima chinesa nas águas a leste de Taiwan, uma zona considerada estratégica por constituir a principal via através da qual Taipé poderá receber apoio externo em caso de bloqueio ou invasão.</P><br />
<P>O ministério da Defesa de Taiwan contabilizou no mês passado mais de 200 navios de guerra e outras 111 embarcações governamentais chinesas nas imediações da ilha, acima dos 40 e 44 navios oficiais detetados, respetivamente, em abril e maio.</P><br />
<P>Pequim considera Taiwan uma &#8220;parte inalienável&#8221; do território chinês e não exclui o recurso à força para assumir o controlo da ilha, posição rejeitada pelas autoridades taiwanesas, que defendem que apenas os 23 milhões de habitantes de Taiwan têm o direito de decidir o seu futuro político.</P></p>
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		<title>Pequim protesta contra Tóquio por defender decisão arbitral sobre mar do Sul da China</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 04:12:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pequim apresentou hoje um protesto formal ao Japão, após Tóquio defender a decisão arbitral sobre o mar do Sul da China, cujo décimo aniversário se assinalou hoje, e subscrever uma declaração conjunta sobre o tema com outros países.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Pequim apresentou hoje um protesto formal ao Japão, após Tóquio defender a decisão arbitral sobre o mar do Sul da China, cujo décimo aniversário se assinalou hoje, e subscrever uma declaração conjunta sobre o tema com outros países.</P><br />
<P>Um responsável do Departamento de Assuntos Asiáticos do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês convocou o ministro-conselheiro da embaixada japonesa em Pequim para manifestar a &#8220;firme insatisfação e oposição&#8221; da China, informou hoje a diplomacia chinesa, em comunicado.</P><br />
<P>O ministério dos Negócios Estrangeiros advertiu que Pequim responderá &#8220;de forma firme e resoluta&#8221; à &#8220;provocação&#8221; do Japão e defenderá &#8220;com determinação&#8221; a sua soberania territorial e os seus direitos e interesses marítimos.</P><br />
<P>A diplomacia chinesa indicou igualmente ter apresentado protestos sobre a questão de Taiwan, as armas químicas abandonadas pelo Japão na China, as declarações &#8220;infundadas&#8221; de parlamentares japoneses sobre as políticas étnicas chinesas e &#8220;uma série de tendências negativas&#8221; na política de defesa e segurança japonesa.</P><br />
<P>Motegi afirmou hoje, em comunicado, que, conforme estabelecido pela decisão arbitral, &#8220;não existe qualquer base jurídica&#8221; para as reivindicações marítimas &#8220;expansivas&#8221; da China na região, acrescentando que a recusa de Pequim em aceitar a decisão contraria o princípio da resolução pacífica de litígios.</P><br />
<P>Entretanto, 14 países, entre os quais Estados Unidos, Japão, Reino Unido e Filipinas, divulgaram uma declaração conjunta em que rejeitam as ações &#8220;desestabilizadoras&#8221; nas águas disputadas e classificam a decisão do Tribunal Arbitral de Haia como um &#8220;marco significativo, definitivo, juridicamente vinculativo e conclusivo&#8221;.</P><br />
<P>A China reivindica soberania sobre quase a totalidade do mar do Sul da China, uma região estratégica por onde passa cerca de 30% do comércio marítimo mundial e que alberga importantes zonas de pesca e potenciais reservas de hidrocarbonetos, em sobreposição com as reivindicações das Filipinas, Vietname, Malásia, Brunei e Taiwan.</P><br />
<P>A decisão arbitral de 2016, cujo décimo aniversário se assinalou hoje, invalidou a base jurídica de várias reivindicações chinesas naquelas águas e deu razão a parte dos argumentos apresentados por Manila, que considera várias das zonas em disputa como parte da sua zona económica exclusiva.</P><br />
<P>Na sexta-feira, uma porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês reiterou que, no entendimento de Pequim, a decisão é &#8220;ilegal, nula e sem força vinculativa&#8221; e garantiu que a China não aceitará &#8220;qualquer reivindicação ou ação baseada&#8221; nesse acórdão.</P><br />
<P>As tensões entre a China e as Filipinas agravaram-se desde a chegada ao poder do atual Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., em 2022, com incidentes frequentes entre navios e aeronaves dos dois países e um reforço da cooperação em matéria de defesa entre Manila e Washington.</P></p>
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