O bastonário garantiu que a Ordem dos Médicos pretende lançar um canal “seguro e confidencial” para receber denúncias, seja ou não médico.
“Já estamos a trabalhar na definição de um modelo de procedimentos para quem queira fazer uma denúncia o possa fazer de forma correta. É importante que se saiba como fazer uma denúncia e a quem a dirigir, para que haja de imediato uma intervenção”, revelou Carlos Fortes, de 53 anos, em entrevista esta quarta-feira ao ‘Diário de Notícias’.
“Já estamos a trabalhar com os nossos informáticos para que seja criado um canal seguro e confidencial para que possam ser feitas queixas de forma anónima, que serão analisadas para depois, e se for caso disso, haver uma intervenção da Ordem”, referiu o responsável, sublinhando que o papel da Ordem dos Médicos é “defender a qualidade dos cuidados de saúde em Portugal, e colocarei ao dispor todos os instrumentos que a Ordem tem para cumprir eficazmente e de forma reconhecida esse papel, doa a quem doer e independentemente do responsável”.
Eleito bastonário há pouco mais de um mês, Carlos Fortes já teve, no seu mandato, duas denúncias em hospitais, uma de assédio moral a profissionais e outra por negligência. “É uma prioridade, porque o foco da Ordem, como já disse, é a qualidade dos cuidados de saúde e a segurança dos doentes. Portanto, posso dizer que a Ordem está focada nos problemas e nas denúncias que nos chegam.”
A 16 de fevereiro último, o médico patologista clínico foi eleito bastonário dos médicos com 61,94% dos votos, num total de 11.176 votos, na segunda volta das eleições disputadas com o médico Rui Nunes, que obteve 6.867 votos.





