Os médicos ucranianos residentes em Portugal deverão poder trabalhar no país mesmo sem falar a mesma língua, seguindo uma decisão da Ordem dos Médicos, que ainda tem de ser negociada com o Governo, avança a ‘TSF’.
Segundo a estação, a decisão do organismo segue-se à publicação do diploma que simplifica o reconhecimento das habilitações profissionais dos refugiados ucranianos que chegam a Portugal.
Contudo, a medida será excecional e pensada para os refugiados que chegam a Portugal e que precisam de integração profissional, segundo alertou o bastonário, Miguel Guimarães.
O responsável sugere que os médicos ucranianos “vão aprendendo português e o Estado, através dos professores, organize cursos de português para estes profissionais”.
“Vamos dar aqui um período em que eles estarão a ser remunerados”, refere Miguel Guimarães, sublinhando estes profissionais “vão pedindo análises, RX, vão começando, vão entrando, é como qualquer médico que entra no sistema”.
O Sindicato Independente dos Médicos apoia a iniciativa da Ordem. “Estamos de acordo que esses médicos tenham integração enquanto estão a aprender a língua”, refere o presidente, Jorge Roque da Cunha, à ‘TSF’.
Isto deve acontecer, aponta, “justamente depois de terem os seus cursos reconhecidos pelas faculdades de medicina” para que “possam com a ajuda dos seus tutores, contribuir para o Serviço Nacional de Saúde”.













