Para o secretário de Estado do Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, a solução é simples: as famílias britânicas que lutam para pagar as contas e colocar comida na mesa devem mudar para “produtos de marca branca” nos supermercados. A afirmação de George Eustice, quando questionado sobre a crise do custo de vida que afeta a Grã-Bretanha, causou revolta entre os cidadãos do Reino Unido, tendo sido considerado um político ‘fora da realidade’, na mesma semana em que o preço dos alimentos na Grã-Bretanha está a acelerar ao ritmo mais rápido dos últimos 11 anos, custando agora mais 320 euros no valor médio anual.
Em declarações à ‘Sky News’, George Eustice, cuja família é proprietária de uma quinta de frutas na Cornualha, atirou: “De um modo geral, o que as pessoas descobrem é que optando por algumas marcas brancas em vez de produtos de marca própria podem poupar e gerir o seu orçamento doméstico”, precisou o responsável político. “[A inflação] sem dúvida vai pressionar os orçamentos das famílias e, claro, também vêm ao de cima os altos preços do gás também.”
Os preços das lojas subiram 2,7% em relação ao ano passado, o que assinalou a maior taxa de inflação desde setembro de 2011. Os comentários do secretário de Estado não mereceram ‘endosso’ de Boris Johnson, durante uma visita ao aeroporto de Southampton. “O que queremos fazer é ajudar as pessoas de qualquer maneira que pudermos”, garantiu o primeiro-ministro britânico.
George Eustice saiu em defesa dos agricultores, garantindo que estariam a aumentar os preços para lidar com o próprio aumentos dos custos. “A melhor notícia é que temos um mercado retalhista muito, muito competitivo, com 10 grandes supermercados e os quatro principais a competir muito agressivamente, principalmente em alguns dos itens de baixo custo e de uso diário das famílias. Assim, produtos como esparguete, entre outros, beneficiam de muita concorrência para manter esses preços baixos”, explicou. “Onde fica mais difícil é em coisas como frango e aves, e alguns produtos frescos, no qual o aumento dos custos de alimentação acaba por ser passado pelo sistema porque essas pessoas trabalham com margens muito pequenas e não conseguem suportar esse custo.”












