O desafiante caminho da Liderança e a sua permanência

Por Raul Castro, Sales Director TD SYNNEX Portugal

Alvo de teorias e diferentes abordagens, a questão da liderança é já um conceito antigo, que tem sofrido por isso mesmo algumas alterações e evoluído ao longo do tempo. Se antigamente havia a figura do “chefe” distante e pouco flexível, quero acreditar que atualmente a grande maioria das organizações abandonou este modelo antigo, apostando em “líderes” atentos, carismáticos e motivadores.

Não sei se devemos propriamente falar em fórmulas para conseguir-se ser líder e manter a liderança, até porque a realidade do mercado está constantemente a mudar, mas antes num conjunto de valências e competências que, juntas e assumindo que nunca nada está garantido, nos ajudam a vingar perante a concorrência.

A nossa jornada de trabalho é uma aprendizagem contínua, podemos aprender com o passado e com eventuais erros e situações menos positivas sem dúvida, mas acima de tudo a rápida capacidade de adaptação a novas realidades tem de lá estar, pois é isto que fará a diferença num mercado altamente competitivo e totalmente imprevisível, no qual a mudança é a única certeza. Um dos caminhos para conseguir acompanhar este ritmo alucinante é por exemplo através da aposta na formação.

E aqui, nunca descurando o negócio em si, há que conseguir gerir as expectativas do ecossistema em questão, do qual fazem parte clientes, fornecedores, parceiros estratégicos e colaboradores.

Diria que a cultura da empresa, o seu ADN, é a base de tudo isto. Não se transmite para outras empresas, é algo que se vive e sente, uma sintonia que passa naturalmente e que espelha os valores postos em prática, de forma transversal, por todos. Há uma margem identificativa da empresa que a posiciona no mercado, sendo esse “cunho” que depois faz com que optem por nós. A ambição tem de lá estar, a vontade de fazer diferente e melhor que no dia anterior também e há que contagiar toda a organização com este espírito. Tem de haver diria que um match perfeito e total sincronia na forma de ser, estar e atuar, seja dentro da empresa com os colaboradores, seja fora da empresa com os clientes, parceiros e fornecedores.

A forma como comunicamos é outro vetor importante. Perante um ecossistema que é o interno e externo, a comunicação tem de ser clara e objetiva. Internamente, deve haver dados e informação devidamente partilhada e para o exterior há que delinear uma coerente estratégia de abordagem ao mercado. O foco na inovação deve ser uma constante, de forma a conseguir-se estar sempre um passo à frente. Nada disto é feito sem a ajuda dos parceiros e fornecedores, como tal todos têm de ter o mesmo mindset.

Há sensivelmente quatro anos, que o paradigma do trabalhou mudou. A pandemia da Covid-19 colocou milhares de colaboradores a trabalhar a partir de casa e, desde então, são muitas as empresas que adotaram o chamado modelo híbrido. Há vantagens, mas também há desafios, nomeadamente na forma de continuar a motivar as equipas e a manter um ambiente saudável e clima de entreajuda, união e absoluta confiança, mesmo que à distância.

Enquanto líder, estando mais expostos, temos sempre de dar o exemplo. A integridade da nossa atuação é imprescindível, e nela deve espelhar os tais valores anteriormente referidos, nomeadamente a ética, a integridade, a humildade e a verdade. Não pode haver zonas cinzentas ou ambíguas para trabalhar, seja na relação com os colaboradores, seja na relação com os stakeholders externos.

Como mencionado no início, não há propriamente fórmulas para nos mantermos na liderança, mas antes uma conduta assente nos valores da empresa, um permanente estado de alerta em relação aquilo que se passa dentro e fora da nossa organização, uma célere capacidade de adaptação e ajuste, e seguindo sempre a estratégia de negócio Customer Centric, nunca esquecendo que o nosso primeiro embaixador deve ser o cliente.

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