Opinião Pedro Mendes. O futuro da Formação Executiva (Hard & Soft Skills)

por Pedro Mendes, Head of Executive & Lifelong Education Universidade Europeia | IADE | IPAM

Novos paradigmas implicam novos pressupostos, novas metodologias e novas ferramentas que nos permitam perceber e analisar (numa primeira fase) um mundo em constante mudança e, simultaneamente, desenvolver soluções e estratégias de atuação sobre as problemáticas que derivam deste cenário de aceleração rumo ao “novo normal”.

A área de formação executiva não vive isolada do contexto de mutação e a sua definição sofre alterações profundas, diariamente, rumo a uma nova conceptualização da realidade: “Lifelong Learning”. Torna-se inequívoco que pessoas e organização vão necessitar de mais formação, mas acima de tudo, de formação contínua e permanente em oposição aos tempos passados nos quais bastariam momentos pontuais de educação (uma Licenciatura ou um Mestrado, por exemplo) para que o sucesso fosse efetivo.

Por um lado, assistimos à busca desenfreada por programas mais curtos e mais intensos em áreas iminentemente técnicas (hard skills) que permitam o acesso rápido a novos conhecimentos, mas acima de tudo, o acesso rápido à certificação de competências facilitadoras do desenvolvimento, do crescimento ou da mudança profissional.  Esta tendência é confirmada, a título de exemplo, pelo sucesso dos programas da Universidade Europeia na área do Marketing Digital, da Performance e da Gestão do Desporto.

A perspetiva STEM (Science, Technology, Engineering & Mathematics) passou a ter relevância no mundo atual e na antecipação dos paradigmas futuros e passou a estar presente (por inerência) na maior parte dos programas formativos. Artificial Inteligence, Automation e Data Science são apenas alguns dos tópicos que fazem parte das ambições atuais e futuras de formação da nossa sociedade. Contudo, esta será certamente uma perspetiva demasiado redutora para quem busca o sucesso imediato e duradouro.

Se a relação com Ciência, Tecnologia e Dados implica iminentemente conhecimento técnico, também é verdade inequívoca que teremos de reforçar claramente as áreas de desenvolvimento pessoal, relacional e organizacional das sociedades futuras. Partindo do pressuposto de que as pessoas passarão grande parte das suas vidas na relação direta com “máquinas”, talvez o grande desafio da “Lifelong Education” passe fundamentalmente pela identificação das soft skills necessárias para o domínio das problemáticas do futuro e pela construção de experiências de aprendizagem indutoras de seres humanos e de organizações mais completas em todas as suas vertentes. A Pós-Graduação em Gestão de Pessoas, Equipas e Trabalho Remoto (e-Learning) da Universidade Europeia é um exemplo claro da necessidade de aposta em novos formatos e em novas abordagens de desenvolvimento.

Sendo impossível perspetivar na globalidade o que irá acontecer no futuro, é, contudo, possível encontrar indícios de que a formação ao longo da vida tenderá a basear-se em programas mais curtos e sequenciais e num equilíbrio entre hard skills e soft skills. Podemos ainda perspetivar uma alteração nas experiências de aprendizagem em função de diferentes necessidades e de diferentes targets: ensino presencial (face to face), ensino a distância (e-Learning) e ensino híbrido (b-Learning).

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