As três operadoras de telecomunicações móveis moçambicanas vão experimentar até maio a partilha de infraestruturas para serviços de voz e ‘SMS’ para conectar a rede e eliminar “zonas de sombra”, avançou hoje a autoridade reguladora.
“O objetivo central é eliminar ‘zonas de sombra’, assegurando-se que a conetividade chegue a mais cidadãos em todo o território nacional”, lê-se num comunicado do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), autoridade reguladora dos setores postal e de telecomunicações, enviado hoje à comunicação social.
Trata-se da fase-piloto do serviço de ‘roaming’ nacional, iniciado este mês, que procura permitir que os utilizadores de qualquer um dos três operadores nacionais de Telecomunicações, nomeadamente a estatal Tmcel, a Vodacom Moçambique e a Movitel, acedam a infraestruturas de outras operadoras em áreas onde a cobertura do operador “é limitada ou inexistente”.
Segundo a reguladora, a iniciativa estratégica, que se estende até 15 de maio, cobre os serviços de voz e mensagens (SMS) e realiza-se no âmbito da aplicação do Regulamento do Roaming Nacional nas Telecomunicações.
Durante a fase experimental, refere-se no documento, o INCM e as operadoras “focar-se-ão na monitorização técnica e na garantia da qualidade do serviço e da interoperabilidade entre redes, de modo a assegurar a continuidade das fases subsequentes”.
Numa primeira fase, o programa prevê abranger as localidades de Quissico-Sede, na província de Inhambane, sul do país, Muirrua, na Zambézia, Ntemangau e Chissimbire-Sede, em Tete, ambas províncias da região centro, além de Nacala-a-Velha-Sede, em Nampula e Chissimbire, em Niassa, no norte.
“Refira-se que este é um passo fundamental para um Moçambique mais conectado e digitalmente inclusivo”, conclui o INCM.












