Uma operação policial realizada no Museu do Louvre, em Paris, revelou esta semana a existência de um alegado esquema de fraude “a grande escala” relacionado com a venda de bilhetes e a atividade de guias turísticos, numa investigação desencadeada após denúncia da própria instituição cultural.
A intervenção teve lugar na terça-feira e resultou de um relatório formal apresentado pelo museu às autoridades, no âmbito da sua política interna de combate a práticas fraudulentas.
Em comunicado, o Louvre explicou que a ação foi conduzida “após um relatório do Museu do Louvre, como parte da sua política antifraude, e após conversações em curso entre o pessoal do museu e a polícia sobre práticas fraudulentas”.
Suspeitas de esquema organizado
De acordo com a informação recolhida previamente pelos responsáveis do museu, os indícios apontam para a existência de uma rede estruturada a operar no interior ou nas imediações do espaço museológico.
A instituição refere que, com base nos dados disponíveis, há suspeitas claras de “uma rede de fraude ‘a grande escala’”, expressão utilizada pelo próprio Louvre para caracterizar a dimensão do alegado esquema.
Embora o comunicado não detalhe o número de envolvidos nem a forma exata como funcionava o sistema, a investigação incide sobre irregularidades na comercialização de entradas e na prestação de serviços de guias turísticos, dois dos principais pontos de contacto com os milhões de visitantes anuais do museu mais visitado do mundo.
Política antifraude reforçada
A direção do Louvre sublinha que a operação se enquadra numa estratégia mais ampla de vigilância e prevenção, desenvolvida em articulação com as forças de segurança.
O estabelecimento cultural tem mantido diálogo permanente com a polícia sobre “práticas fraudulentas”, procurando proteger tanto os visitantes como a integridade do funcionamento interno do museu.
Até ao momento, não foram divulgados mais pormenores sobre detenções ou eventuais acusações formais, estando o caso a ser acompanhado pelas autoridades competentes.




