A Operação Pactum, realizada pela Polícia Judiciária esta quinta-feira, terminou com 43 arguidos – 31 indivíduos e 12 pessoas coletivas, informou a rádio ‘Renascença’. Em causa está um alegado esquema de corrupção envolvendo várias empresas de informática. O grupo é suspeito de ter manipulado processos de contratação pública para beneficiar de adjudicações de milhões de euros, com um impacto direto nas compras do Estado ao longo dos últimos oito anos.
As suspeitas das autoridades dizem respeito a eventuais crimes de participação económica em negócio, abuso de poder, corrupção ativa e passiva, fraude na obtenção de subsídio e branqueamento.
O “cartel da informática” teria criado uma rede de contactos dentro de vários organismos públicos, onde funcionários estariam a colaborar ativamente para viciar concursos e favorecendo determinadas empresas. A operação, apelidada “Pactum”, visou entidades como o Banco de Portugal, a Secretaria-Geral do Ministério da Justiça, o Instituto dos Registos e Notariado (IRN), a EPAL e o Balcão Único do Prédio (BUPI), que foram alvo de buscas por parte da PJ.
A operação envolveu mais de 250 inspetores da Polícia Judiciária, 50 peritos da polícia científica e três magistrados do Ministério Público. Foram realizadas 75 buscas na Grande Lisboa, Porto e Braga. Entre as empresas de informática visadas, destacam-se a Link Consulting, a Zertive e a Zytics, todas com sede em Lisboa. Estas empresas, que auferiram milhões de euros com contratos públicos, são acusadas de terem estabelecido um pacto para garantir a vitória nos concursos.
https://executivedigest.sapo.pt/noticias/operacao-pactum-cartel-de-empresas-de-informatica-suspeito-de-controlar-compras-do-estado-ao-longo-de-8-anos/
https://executivedigest.sapo.pt/noticias/ministerio-da-justica-confirma-buscas-rita-alarcao-judice-surpreendida/









