Operação Influencer: Ex-funcionário da Seg. Social que ameaçou Marcelo enviou pen com informações de polícias e espiões para S. Bento

O Ministério Público identificou um ex-funcionário da Segurança Social como o responsável pelo acesso indevido e transmissão de informação sensível a diversos organismos, incluindo o gabinete do primeiro-ministro e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Este indivíduo encontra-se atualmente detido por ter ameaçado de morte o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Executive Digest

O Ministério Público identificou um ex-funcionário da Segurança Social como o responsável pelo acesso indevido e transmissão de informação sensível a diversos organismos, incluindo o gabinete do primeiro-ministro e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Este indivíduo encontra-se atualmente detido por ter ameaçado de morte o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A informação em questão foi encontrada na polémica pen drive que se encontrava no gabinete de Vítor Escária, então chefe de gabinete de António Costa, na residência oficial do primeiro-ministro em São Bento. Segundo fontes judiciais, a pen continha centenas de registos da Segurança Social com dados pessoais de agentes do Serviço de Informações de Segurança (SIS), do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) e inspetores da Polícia Judiciária (PJ). Assim, terá sido este funcionário quem enviou a referida pen para o gabinete do então primeiro-ministro António Costa.

Na sequência desta descoberta, Vítor Escária foi constituído arguido por suspeitas de acesso ilegítimo e possível violação do segredo de Estado. O ex-chefe de gabinete de António Costa foi interrogado esta quinta-feira no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), onde prestou declarações sobre o caso.

De acordo com informações apuradas pela CNN Portugal, Escária declarou que a pen drive já se encontrava no cofre do gabinete quando assumiu o cargo, tendo sido deixada pelo seu antecessor, Francisco André. Francisco André, que atualmente exerce funções como embaixador da União Europeia no México, deverá também ser constituído arguido no âmbito da investigação pelos mesmos crimes.

O procurador-geral da República afirmou esta quinta-feira que as autoridades vão continuar a ouvir todas as pessoas necessárias para esclarecer os factos e determinar se houve, de facto, uma violação do segredo de Estado. A investigação está a ser conduzida pelo DCIAP, em colaboração com outras entidades judiciais e policiais.

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