A Autoridade Tributária vai levar meses a analisar a informação recolhida na Operação Fora de Jogo sobre transações no sector do futebol suscetíveis de envolver crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais. Mas o Fisco suspeita desde já que muitos documentos que seriam relevantes para este processo tenham sido destruídos nas últimas semanas por parte de alguns dos visados nas buscas da passada quarta-feira, avança o Expresso na edição deste sábado.
Segundo o jornal, a Autoridade Tributária (AT) manifestou esta semana à Procuradoria-Geral da República (PGR) a sua insatisfação pela violação do segredo de justiça dos processos que motivaram esta operação, depois de a “Sábado” ter revelado que as investigações ao futebol estavam “a chegar à fase decisiva”, descrevendo a existência prévia de tentativas de realizar operações no terreno que foram abortadas e apontando com detalhe as suspeitas em relação a diversos jogadores de futebol.
A publicação, a 6 de fevereiro, aconteceu pouco depois de esta operação no terreno ter passado pelo crivo do Tribunal Central de Instrução Criminal, apesar de a sua montagem ter começado muito antes, articulada entre a AT e o Ministério Público (MP). “A operação estava a ser preparada há meses”, contou ao Expresso uma fonte ligada a este processo, indicando que o Fisco pediu ao MP para investigar a fuga de informação. Contactada pelo Expresso, a PGR respondeu apenas: “Esses factos encontram-se em investigação.”













