“OPEP não pode fazer mais nada pela crise do gás”, lamenta Arábia Saudita

A Arábia Saudita anunciou hoje que a OPEP+ não pode fazer mais nada que contribua para a descida dos preços do gás.

Fábio Carvalho da Silva

A Arábia Saudita anunciou hoje que a OPEP+ não pode fazer mais nada que contribua para a descida dos preços do gás.

“Neste caso, o nosso papel é muito limitado. A questão aqui não é saber quanto petróleo crude será exportado, pois mesmo que disponibilizássemos  toneladas e toneladas, quem é que vai refiná-lo? Quem precisa disto?”, rematou o ministro da Energia saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, durante o Fórum de Energia “ceraWeek”, na  Índia.

O governante adiantou ainda que a a procura de petróleo pode aumentar entre 500 mil e 600 mil barris por dia se o inverno do hemisfério norte for mais frio do que o normal, o que representa cerca de 0,5% do consumo global.

“Sinto-me frustrado porque o petróleo está a ser trazido para cima da mesa, quando as verdadeiras questões não estão a ser atendidas”, advertiu o príncipe.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados — um grupo de 23 países liderados pela Arábia Saudita e pela Rússia — comprometeram-se a aumentar a produção diária do “ouro negro” em 400.000 barris por mês.

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Alguns dos grandes consumidores mundiais, como os EUA e o Japão, pediram aos exportadores que tomassem mais medidas, de forma a baixar os preços do petróleo, que subiram cerca de 65% este ano, superando os 80 dólares o barril e em alguns dias os 85 dólares o barril.

Os futuros do gás e do carvão dispararam para níveis recordes nas últimas semanas, num cenário de escassez de combustíveis, sobretudo na Europa e da Ásia.

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