O aguardado ‘upgrade’ do ChatGPT já está disponível… e com um “desempenho de nível humano” em exames de padrão universitário. Segundo a OpenAI, o GPT-4, a próxima geração do seu ‘chatbot’ com inteligência artificial, tem somado pontos no desenvolvimento da aprendizagem profunda, que imita a forma como os humanos obtêm conhecimento.
“Passámos 6 meses alinhando interativamente o GPT-4 através de lições do nosso programa de testes adversários, bem como o ChatGPT, o que garantiu os nossos melhores resultados de todos os tempos – embora longe de serem perfeitos – no que diz respeito à factualidade, dirigibilidade e recusando-se a sair dos trilhos de proteção”, apontou, num blog, a empresa com sede em San Francisco, nos Estados Unidos.
A OpenAI, apoiada pela Microsoft, sublinhou que a nova versão do seu chatbot com inteligência artificial é um modelo “multimodal” que pode gerar conteúdo a partir de imagens e prompts de texto – os prompts são os comandos que serão enviados ao ChatGPT para que a IA crie um texto da forma desejada. Portanto, quanto mais detalhados e específicos forem esses prompts, mais satisfatório será o resultado.
Na demonstração online, o presidente da OpenAI, Greg Brockman, exibiu o GPT-4 a criar um site baseado numa maqueta desenhada à mão. Segundo a OpenAI, a atualização é capaz de passar no exame da ordem para advogados nos Estados Unidos com um pontuação entre os 10% melhores candidatos.
“Passámos seis meses a tornar o GPT-4 mais seguro e alinhado. O GPT-4 tem 82% menos probabilidade de responder a solicitações de conteúdo proibido e 40% mais probabilidade de produzir respostas factuais”, revelou a OpenAI, que no entanto sublinhou que o GPT-4 “ainda não é totalmente confiável” e pode produzir respostas inesperadas, conhecidas como “alucinações” e erros de raciocínio.
Vários gigantes da tecnologia, incluindo Google, Microsoft, Huawei, Alibaba e Baidu, correm para lançar as suas próprias versões da tecnologia numa competição acérrima para dominar o crescente sector da IA.














