ONU: Portugal vai defender no Conselho de Segurança que “não há conflitos de segunda”

Portugal vai defender no Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde assume um lugar de membro não-permanente em janeiro de 2027, que não há “conflitos de segunda classe”, disse hoje no parlamento o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Executive Digest com Lusa

Portugal vai defender no Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde assume um lugar de membro não-permanente em janeiro de 2027, que não há “conflitos de segunda classe”, disse hoje no parlamento o ministro dos Negócios Estrangeiros.


“Não há conflitos de primeiro e de segundo nível, uns criam tantos danos humanitários como os outros, mas estão na sombra”, afirmou hoje Paulo Rangel durante uma audição na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.


Para o ministro, os conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia “consomem toda a atenção”, enquanto prosseguem conflitos em países como Sudão, República Democrática do Congo, Haiti ou Myanmar, e nos quais o Conselho de Segurança poderia fazer mediação.


Esta posição, adiantou, será um ponto essencial da agenda de Portugal como membro não-permanente do Conselho de Segurança no biénio 2027-2028, lugar para o qual foi eleito no passado dia 03 com 134 votos.


Para o ministro, a eleição de Portugal, que liderou a votação no grupo da Europa Ocidental e Outros Estados, reflete uma “grande ratificação da política externa do Governo português”.

Continue a ler após a publicidade

“Se ela fosse terrível e humilhante para Portugal, como alguns dizem, não teríamos 134 pontos, teriam dito que este país é hipócrita”, comentou, criticando o que chamou infantilização da política nacional, numa alusão ao PS, que condenou como “humilhação planetária” a posição do Governo sobre o uso da base das Lajes pelos Estados Unidos nos ataques ao Irão.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.