O Afeganistão está a tornar-se palco de uma das piores crises humanitárias do mundo. Os parceiros humanitários juntaram-se para avaliar as necessidades no Afeganistão e países vizinhos de acolhimento de refugiados (Irão, Paquistão, Tajiquistão, Turquemenistão e Uzbequistão), e desenvolveram as estratégias e atividades necessárias para as satisfazer.
Nesse âmbito, o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) das Nações Unidas (ONU) e o Alto Comissariado das Nações unidas para os Refugiados (ACNUR) lançam esta terça-feira o Plano de Resposta Humanitária (PRH) de 2022 para o Afeganistão e o Plano Regional de Resposta aos Refugiados (PRR) da Situação no Afeganistão.
Como parte do programa, haverá uma apresentação do Plano de Resposta Humanitária (PRH) do Afeganistão 2022 a cargo de Martin Griffiths, subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários e coordenador da Ajuda de Emergência.
Para além disso, no lançamento de hoje, Filippo Grandi, alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, vai apresentar o Plano Regional de Resposta aos Refugiados (PRR) de 2022 sobre a Situação no Afeganistão.
O lançamento terá ainda intervenções de representantes de organizações não governamentais (ONG), do representante dos refugiados: Saleema Rehman, médico afegão refugiado no Paquistão e vencedor do Prémio Nansen 2021 da região asiática e a moderação de Dominique Hyde, diretora de Relações Externas, da ACNUR.
Pelo menos nove crianças morreram e outras quatro ficaram feridas numa explosão ocorrida ontem no leste do Afeganistão, perto da fronteira com o Paquistão, informou o gabinete do governador local nomeado pelos talibãs.
Num comunicado, o gabinete do governador referiu que a explosão ocorreu quando um carrinho que vendia alimentos atingiu um antigo morteiro não detonado no distrito de Lalopar, no leste da província de Nagarhar.
A província em questão é encarada como um reduto do grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), que tem realizado vários ataques no Afeganistão desde que os talibãs assumiram o controlo do país em meados de agosto passado.
O EI tem operado no Afeganistão desde 2014 e realizado dezenas de ataques que, na maioria das vezes, têm como alvo a minoria muçulmana xiita do país.




