Onda de violência invade as redes sociais. Facebook tenta travar ‘Boogaloo boys’

O Facebook está a tentar travar a criação de grupos de utilizadores classificados como ‘Boogaloo boys’, associados a milicias, que incitam à guerra civil nos Estados Unidos da América, depois de o FBI ter acusado três membros, informou a empresa esta sexta-feira, citada pelo ‘Business Insider’.

Pelo menos dois dos três homens acusados de violência em protestos contra o racismo, em Las Vegas, fazem parte de grupos ‘Boogaloo’ no Facebook, segundo uma queixa criminal lançada pelo FBI.

Vários relatórios de pesquisa chamaram a atenção para este movimento, que acabou por difundir-se nas redes sociais. Em abril, um grupo de advogados chamado ‘Tech Transparency Project’ alertou para o facto de os membros de grupos ‘Boogaloo’ estarem a pensar em manifestar-se contra as restrições impostas pelo novo coronavírus, usando para o efeito armas de fogo.

No dia 1 de Maio, o Facebook proibiu expressões e conteúdos relacionados com os ‘Boogaloo’, que apelavam a ações conflituosas e violentas.

Para evitar o escrutínio, muitos utilizadores mudaram o nome, utilizando outros termos como «Big Igloo» ou «Big Luau», mantendo, contudo, as mesmas discussões sobre armas, guerras e teorias da conspiração.

Muitos membros ‘Boogaloo’ identificam-se com grupos nacionalistas brancos ou milícias, segundo os especialistas, ainda que outros apoiem os protestos do movimento criado em homenagem a George Floyd, ‘Black Lives Matter’, contra a violência policial.

Ler Mais
pub

Comentários
Loading...