A Organização Mundial de Saúde (OMS) já reagiu à notícia da infecção do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, dizendo que o líder brasileiro é a prova de que «somos todos vulneráveis à doença e de que ninguém está seguro».
O director geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, lamentou o sucedido e desejou «as rápidas melhoras» a Bolsonaro. «Espero que os sintomas sejam ligeiros e que volte ao trabalho em breve», disse, reforçando a ideia que «devemos levar o vírus a sério».
Tedros falou também na evolução da Covid-19, dizendo que «duas semanas depois do inicio da pandemia registavam-se 450 mil casos, agora existem mais de 11 milhões de casos da doença», apontou sublinhando novamente o facto de que «o vírus está a acelerar e ainda não alcançámos o pico».
«A pandemia demonstrou a importância da união, embora estejamos separados fisicamente», afirmou Tedros, reforçando: «União global e solidariedade nacional são mais importantes do que nunca para vencer um inimigo comum, é a única saída».
No que diz respeito à origem da epidemia, o responsável indica que a equipa da OMS que vai viajar para a China ainda esta semana, «tem como objectivo desenvolver uma melhor compreensão sobre os hospedeiros do vírus e determinar como é que a doença é transmitida dos animais para os humanos».
Relativamente à propagação do vírus por via aérea, a OMS afirma que «as evidências ainda não são claras, é importante que sejam compilados e interpretados mais dados. Ainda assim, recomendamos que evitem espaços fechados ou grandes aglomerados populacionais, procurem ambientes internos com ventilação e mantenham a distância social».



