Membros da região europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS) Europa aprovaram uma resolução esta terça-feira, que pode resultar no encerramento do escritório regional da Rússia e na suspensão de reuniões no país em resposta à invasão da Ucrânia.
Segundo a agência ‘Reuters’, numa sessão especial da região europeia, foi aprovada a resolução, apoiada pela Ucrânia e pela União Europeia (UE), com 43 votos a favor, três contra (Rússia, Bielorrússia, Tajiquistão) e duas abstenções.
Os apoiantes consideram um importante passo político isolar Moscovo e disseram que estão a esforçar-se para evitar qualquer grande impacto no sistema de saúde da Rússia.
A resolução refere-se a uma “emergência de saúde” na Ucrânia, nomeadamente baixas em massa, bem como riscos de doenças crónicas e infeciosas que resultaram das ações militares da Rússia.
O enviado da Rússia, Andrey Plutnitsky, opôs-se à resolução e disse estar “extremamente dececionado”, revela a ‘Reuters’. “Acreditamos que este é um grande momento de dano para o sistema de saúde global”, afirmou no encontro de hoje.
Alguns criticaram a resolução da OMS, dizendo que não vai longe o suficiente. Diplomatas disseram à agenciar que abandonaram os esforços para suspender a Rússia do conselho executivo do organismo, devido a tecnicismos legais, embora os membros possam tentar congelar os direitos de voto da Rússia, numa grande reunião no final deste mês.
Recorde-se que a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro e a ofensiva militar provocou já a morte de mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.
Moscovo classifica as suas ações de “operação militar especial” para desarmar a Ucrânia e livrá-la do que chama de nacionalismo anti-russo fomentado pelo Ocidente. A Ucrânia e o Ocidente dizem que a Rússia lançou uma guerra de agressão não provocada.
A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,9 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.











