A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou esta quarta-feira os líderes mundiais para o facto de que «não há como voltar aos negócios da forma habitual» após a pandemia do novo coronavírus, que afectou as economias, causando estragos em quase todos os países do mundo.
«Este vírus gosta de encontrar oportunidades para se propagar e, se estas medidas restritivas forem levantadas muito rapidamente, o vírus poderá regressar», disse Maria Van Kerkhove, principal cientista da OMS na Covid-19, durante a habitual conferência de imprensa diária, em Genebra
«A única maneira de controlar e acabar com a Covid-19, é realmente detectar (casos), colocar em quarentena todos os contactos próximos e isolar os infectados. Só assim serão controlados», afirma a responsável.
O director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que os países não podem «deixar a preparação ir por água abaixo. Enquanto trabalhamos para responder a esta pandemia, também devemos esforçar-nos mais para nos prepararmos para a próxima», disse o responsável.
Embora os casos relatados estejam a começar a diminuir em regiões como a Europa Ocidental, mais casos estão a surgir todos os dias na Europa Oriental, África, Sudeste Asiático, Mediterrâneo Oriental e Américas, segundo Tedros, que adianta ainda que uma média de cerca de 80 mil novos casos são relatados à OMS todos os dias.
«Estes não são apenas números. São mães, pais, filhos, filhas, irmãos, irmãs ou amigos», disse o responsável.
Tedros pediu ainda cautela aos países que procuram diminuir as restrições sociais de distanciamento destinadas a conter a pandemia. O responsável disse que o risco de as restrições regressarem «continua muito real» se os países não fizerem a transição «com muito cuidado».





