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OMS desconstrói 11 mitos sobre o novo coronavírus: da máscara para correr à lixívia

A pandemia está a afectar mais de uma centena de países e milhões de pessoas, pelo que não será de estranhar que surjam, de quando em vez, teorias que prometem ajudar a pôr fim ao COVID-19, a evitar o contágio ou até curas instantâneas. Para ajudar as populações a distinguir a verdade das burlas ou conteúdos enganadores, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou uma lista no seu site onde dá conta de alguns dos mitos associados ao novo coronavírus.

Em baixo, consulte 11 afirmações que andam a circular pela internet e confira se são mitos ou factos:

1 – Devemos usar máscara enquanto se faz exercício físico: mito
Segundo a OMS, não é necessário usar uma máscara de protecção quando se faz exercício ao ar livre, como correr, por exemplo. Recorrer a este equipamento durante a prática desportiva pode tornar a respiração mais difícil e promover até o crescimento de organismos indesejáveis quando a máscara fica húmida devido à transpiração. Distanciamento é a melhor precaução;

2 – Uso prolongado de máscaras clínicas pode provocar défice de oxigénio: mito
Quando usada correctamente, a máscara não deve provocar qualquer tipo de défice de oxigénio ou intoxicação por dióxido de carbono. A OMS sublinha, no entanto, a importância de colocar bem a máscara de modo a que seja possível respirar normalmente;

3 – Adicionar pimenta à comida pode prevenir o COVID-19: mito
Incluir pimenta nas refeições não impedirá alguém de ser contagiado. A OMS deixa também claro que este ingrediente não pode ser usado como tratamento caso surjam sintomas. Contudo, é benéfico para a saúde no geral que se adopte uma dieta equilibrada, que se beba água, que se faça exerício físico e que se durma bem;

4 – Beber álcool não protege do vírus: facto
Além de não proteger, consumir bebidas alcolícas pode mesmo ser perigoso. A OMS alerta que o consumo excessivo deste tipo de bebidas aumenta o risco de problemas de saúde e que não é um boa forma de lidar com a quarentena;

5 – Termómetros podem detectar o coronavírus: mito
Aeroportos, hotéis e lojas são alguns dos espaços que estão a recorrer termómetros digitais para medir a temperaturas dos seus clientes. No entanto, é só mesmo isso que este equipamento permite fazer;

6 – Não existem actualmente medicamentos aprovados para tratar ou prevenir o COVID-19: facto
O segundo facto desta lista diz respeito à possibilidade de um tratamento específico para o novo coronavírus. A OMS lembra que existem várias vacinas e medicamentos em teste, mas que nenhum deles recebeu luz verde. Além disso, não existem provas de que a já tão falada Hidroxicloroquina possa ajudar a curar ou prevenir o COVID-19;

7 – A lixívia ão pode ser usada para protecção e é perigosa: facto
“Introduzir lixívia ou outro desinfectante no corpo não irá proteger do COVID-19 e pode ser perigoso”, sublinha a OMS. Estas substâncias podem ser tóxicas caso sejam ingeridas e causar irritação ne pele e nos olhos;

8 – A utilização de redes 5G aumenta o risco do coronavírus: mito
Os vírus não se propagam através de ondas de rádio ou redes móveis. Por isso, o COVID-19 não está a passar de país em país através das redes 5G, até porque muitos não têm ainda esta tecnologia. O vírus propaga-se através de gotículas provenientes da tosse e espirros de pessoas infectadas, por exemplo;

9 – Temperaturas mais elevadas e exposição ao sol protegem do COVID-19: mito
Muito se falou de que a chegada do Verão resultaria no fim da pandemia. Contudo, não tem sido bem assim: “Pode-se apanhar COVID-19 independentemente de estar sol ou calor”, garante a OMS;

10 – Pessoas que testem positivo poderão ter o vírus para o resto da vida: mito
Estar infectado não significa que o COVID-19 será para sempre. “Muitas das pessoas que apanham COVID-19 podem recuperar e eliminar vírus dos seus corpos”, sublinha a OMS. No entanto, há que ter cuidado pois poderá ser possível voltar a ser infectado mesmo depois de uma recuperação;

11 – Pessoas de todas as idades testam positivo: facto
Embora se note que as crianças apresentam menos probabilidade do que os adultos de serem infectadas pelo novo coronavírus, isso não quer dizer que não aconteça de todo. Qualquer pessoa, de qualquer idade, pode apanhar COVID-19.

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