Os adoçantes sem açúcar (edulcorantes e outros adoçantes artificiais e à base de extratos naturais) não ajudam a reduzir a gordura corporal a longo-prazo e até podem aumentar o risco de algumas doenças, como diabetes tipo 2. São estas algumas das conclusões da Organização Mundial de Saúde (OMS) no novo guia de diretrizes sobre o ‘Uso de adoçantes sem-açúcar”, publicada esta segunda-feira.
A recomendação, destaca o documento de 97 páginas, para evitar o uso destes produtos, é válida para todas as pessoas, exceto as já diagnosticadas com diabetes, em que este tipo de adoçantes podem facilitar a controlar os níveis de açúcar no sangue.
As novas diretrizes dizem respeito a todos os adoçantes sem açúcar, sejam sintéticos ou naturais, vendidos como substitutos do açúcar ou em alimentos processados, como o acessulfame K, aspartame, advantame, sucralose, stevia ou derivados, entre outros.
“Substituir açúcares livres por adoçantes sem-açúcar não ajuda no controle de peso a longo-prazo. è preciso considerar outras maneiras de reduzir a ingestão de açúcares livres, como consumir alimentos com açúcares naturais, como frutas, ou alimentos e bebidas sem açúcar”, aponta Francesco Branca, diretor da OMG para a Nutrição e Segurança Alimentar.
As recomendações, segundo a OMS, não se aplicam a produtos de cuidado pessoal de de higiéne com estes ‘falsos açúcares’, tais como pastas de dentes, cremes, elixires, medicamentos.
Da mesma forma, não estão abrangidos pela não-recomendação, os açúcares pobres em calorias e os açúcares de álcool (polióis).
“Os resultados da análise sugeriram que podem haver efeitos potencialmente indesejáveis do uso prolongado de adoçantes sem açúcar, como um aumento do risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, e mortalidade em adultos”, indica a OMS.







