OMS deixa criticas à politização do vírus e alerta: «Pandemia não está sequer perto de acabar»

Numa altura em que já passaram cerca de seis meses desde o inicio da epidemia, o director geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, refere que «a dura realidade é que a pandemia não está sequer perto de acabar», isto porque «a nível global ainda está a acelerar» e critica alguns governos que têm politizado o vírus.

«Estamos nisto juntos, e estaremos durante um longo período de tempo», disse o responsável acrescentando: «Vamos precisar de ainda mais paciência, resiliência e humildade», numa altura em que é essencial que exista uma «liderança moral e política». «Perdemos muito, mas não perdemos a esperança», referiu.

Sem mencionar qualquer nome, Tedros deixou criticas a vários governos e líderes mundiais que na sua opinião têm «politizado» a pandemia, sublinhando que é possível parar o vírus sem que exista uma vacina. Contudo, para isso é necessário que os governos invistam em testes, isolamento e rastreamento de contactos, segundo o responsável que considera que «temos como parar o vírus».

«O governo tem de assumir a sua responsabilidade e a comunidade tem de fazer o seu papel», disse Tedros, dando o exemplo da Coreia do Sul, um país que conseguiu, sem a vacina, romper com a cadeia de transmissão viral.

«A Coreia do Sul, em Fevereiro era o segundo país com maior número de casos, falei com o seu governo, os seus representantes chegaram à sede da OMS, concordámos em implementar o que tínhamos: parar a transmissão, e esse país ensinou ao mundo que, mesmo sem vacinas, é possível reduzir o número de casos e acabar com o surto viral», disse Tedros.

O responsável acrescenta: «A imunidade de grupo é muito difícil de alcançar, mesmo quando existe uma vacina. Seria importante focar-nos no que temos em mãos agora: que o número máximo de países consiga travar a transmissão», refere o responsável.

 

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