OMS aprova resolução que condena Rússia por ataques contra instalações médicas e de saúde na Ucrânia

Resolução foi aprovada com o apoio de 88 países contra 12 votos contra

Francisco Laranjeira

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou esta quinta-feira uma resolução que condena a Rússia pelos ataques contra instalações médicas e serviços de saúde na Ucrânia, por entre críticas à invasão do país vizinho, que, a seu ver, originou uma situação de emergência de saúde. Mas a resolução, ao contrário do que chegou a ser considerado, não pede nem a suspensão da Rússia nem o fim de programas de cooperação da OMS com Moscovo.

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A resolução foi aprovada com o apoio de 88 países – doze Governos votaram contra, entre eles Cuba, China, Síria, Rússia e Coreia do Norte. Houve 53 países que optaram pela abstenção, entre os quais o Brasil, Arábia Saudita, diversas ditaduras do Médio Oriente e grande parte de África.

Quando o resultado foi anunciado, as delegações levantaram-se para aplaudir o resultado, numa ação rara dentro da ONU. Ainda assim, o esforço de isolamento da Rússia por parte das potências ocidentais vem a perder força e, depois de três meses de conflito, muitas delegações consideram que o “cancelamento diplomático” pode ter um efeito de exacerbar a tensão.

A escolha foi por uma resolução que se limita a condenar a Rússia e pedir que ataques contra profissionais de saúde e locais de atendimento cessem. Num esforço de minar a pressão ocidental, o Governo da Rússia propôs uma resolução alternativa, no qual pedia que todos os lados do conflito respeitassem os civis e que ataques contra hospitais fossem evitados – uma manobra que americanos e europeus qualificaram a manobra de “cínica”.

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