Enquanto parte do mundo já começa a ver o coronavírus como endémico, a Organização Mundial da Saúde (OMS) continua a pedir cautela. Por isso, na sequência da luta para derrotar o vírus, a instituição aprovou dois novos medicamentos para tratar pacientes com Covid-19, avança o ‘elEconomista’.
A pressão hospitalar há muito que deixou de ser tão caótica como nos primeiros meses do SARS-CoV-2. Agora que a situação está mais estável, em parte devido ao conhecimento sobre o coronavírus e os seus efeitos, a percentagem cada vez maior da população vacinada ajuda a reduzir os graves riscos após o contágio.
O mesmo acontece com os medicamentos que são utilizados para atenuar os seus efeitos, com a OMS a incluir dois novos produtos numa lista que, na maioria dos casos, é utilizada nos hospitais. Sob os nomes Sotrovimab e Baricitinib, os fármacos têm fins diferentes.
O Sotrovinab consiste num anticorpo monoclonal projetado para pacientes com maior risco de hospitalização, mas ainda não em estado grave. Ao limitar a capacidade do SARS-CoV-2 de entrar nas células do corpo, reduz o risco de hospitalização e morte em 85% em comparação com o placebo.
Além disso, os seus efeitos secundários são muito ligeiros e é recomendado a partir dos 12 anos de idade, com peso superior a 40 quilos, em pacientes que podem ser internados com gravidade.
Por outro lado, o Baricitinib visa reduzir a necessidade de ventilação, bem como o risco de morte em pacientes já hospitalizados. Bloqueia “a ação de enzimas, chamadas ‘Janus quinases’, que desempenham um papel importante nos processos imunológicos que levam à inflamação”, ajudando a reduzir a infeção grave por Covid-19.
Este medicamento não apresenta efeitos secundários, contudo, o seu uso não é recomendado em pacientes que utilizam inibidores de JAK (pois pode causar efeitos contraditórios), nem deve ser usado em conjunto com outros medicamentos para artrite, uma vez que tem finalidades semelhantes.


