O director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, considera que as medidas de restrições «devem ser levantas lentamente e de forma controlada. Não pode acontecer tudo de uma só vez», reforçou durante a conferência de imprensa diária desta segunda-feira, que actualiza os últimos desenvolvimentos sobre a Covid-19.
A OMS anunciou também esta segunda-feira que vai publicar amanhã informações sobre a estratégia que devem seguir os países que começam a levantar as restrições.
«As informações dos vários países estão a dar-nos uma imagem mais clara sobre este vírus, sobre a forma como ele se comporta, como pará-lo e como tratá-lo. Sabemos que a Covid-19 se espalha rapidamente e sabemos que é mortal — 10 vezes mais mortal do que o vírus responsável pela pandemia de gripe de 2009», reforça ainda Tedros, referindo-se à gripe suína ou gripe A, H1N1, o único vírus que a OMS decretara como pandemia antes da Covid-19.
«Enquanto que a Covid-19 se propaga muito rapidamente, também desacelera muito mais lentamente. Por outras outras palavras, a diminuição da propagação da doença é muito mais lenta do que o seu aumento», continua o director-geral da OMS.
O responsável refere ainda que «as medidas de controlo só podem ser levantadas se estiverem a ser implementadas todas as regras correctas de saúde pública, incluindo uma capacidade significativa de rastreio de contactos», afirma.
A OMS foi também questionada sobre o uso da hidroxicloroquina, que se encontra a ser testada no estado de Nova Iorque e foi apontada por Trump como uma «mudança» no tratamento da Covid-19, mesmo sabendo que a substância não foi submetida a um rigoroso ensaio clínico.
As autoridades da OMS mostraram-se «ansiosas» pela chegada dos resultados dos ensaios clínicos, que pretendem verificar se a hidroxicloroquina é eficaz no combate ao novo coronavírus, acrescentando que actualmente não existem evidências de que funcione efectivamente.














