O director geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, referiu esta quarta-feira, na habitual conferência de imprensa, que o vírus da Covid-19 vai manter-se no mundo durante muito tempo, começando por recordar os novos números que mostram que a pandemia já chegou a mais de 2,5 milhões de pessoas a nível mundial, causando quase 180 vítimas mortais.
O responsável faz referência aos diferentes comportamentos do vírus nas várias regiões do mundo, que representam realidades distintas. «Temos visto diferentes tendências em diferentes regiões. Na Europa, a maioria dos países têm casos estabilizados ou a diminuir mas em África, na América Central e na América do Sul têm muitos países ainda nas primeiras fases da primeira epidemia».
Referindo-se aos casos em que a pandemia está a desacelerar, Tedros sublinha que a mesma pode reactivar-se mesmo em situações em que o confinamento tem resultado.
«Não façam confusões, o vírus vai estar entre nós muito tempo», defende Tedros, sublinhando uma ideia que já tinha referido e que considera fundamental: «O mundo tem de se convencer que não será como era, tem de haver uma nova normalidade».
Relativamente ao futuro do mundo no que diz respeito à epidemia, Tedros refere que «a maioria da população mundial continua susceptível a contrair o vírus. Ou seja, as epidemias podem voltar facilmente», disse, voltando a apelar ao cumprimento rigoroso das medidas preventivas já anunciadas pela Organização.
Numa conferência de imprensa em que se falou várias vezes do aliviar das medidas de isolamento os responsáveis da OMS disseram compreender que as pessoas «queiram voltar às suas vidas normais», mas assinalaram sempre a importância, na luta contra o vírus, do afastamento social.
Os apelos e conselhos da OMS surgem numa altura em que determinados países começam agora a aliviar gradualmente as regras de confinamento social, como é o caso de alguns países da Europa, nomeadamente Dinamarca, República Checa e Alemanha, entre outros.













