Ómicron: Nova variante pode espalhar-se pelo… correio internacional, alertam autoridades de saúde chinesas

Centro de Controlo e Prevenção de Doenças de Pequim não descarta possibilidade de uma pessoa “ter sido infetada ao entrar em contacto com um objeto do exterior”

Francisco Laranjeira

As autoridades em Pequim informaram os cidadãos que devem evitar o correio internacional e que abram os seus pacotes recebidos pelo correio ao ar livre e com luvas, salientando que os casos recentes de infeção pela variante Ómicron podem ter-se espalhado através do correio estrangeiro, de acordo com o ‘South China Morning Post’.

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças de Pequim tem alertado que as pessoas devem pedir o mínimo possível do exterior, depois de ter afirmado que o primeiro caso registado pela Ómicron em Pequim pode ter chegado via correio. O homem infetado revelou ter recebido correspondência do Canadá a 7 de janeiro. Pang Xinghuo, vice-diretor do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças de Pequim, disse que não descartava “a possibilidade de que a pessoa tenha sido infetada ao entrar em contacto com um objeto do exterior”, segundo informou o ‘Post’. Pang disse que a variante Ómicron foi encontrada na carta, segundo o relatório.

Os especialistas têm referido repetidamente que há pouco risco de contrair o coronavírus pelo correio. Não há indicação de que isso tenha mudado com a variante Ómicron, apesar de ser mais infecioso. Os correios do Canadá observaram, citando a agência de saúde pública do país e a Organização Mundial da Saúde, que qualquer risco de propagação do coronavírus pelo correio é baixo, pois o vírus não vive muito tempo nas superfícies.

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