Ómicron: Mais de metade da população europeia será infetada nas próximas 6-8 semanas, avisa OMS

Hans Kluge, diretor da Organização Mundial de Saúde para a Europa, garantiu que é cedo para tratar a Covid-19 como uma doença endémica

Francisco Laranjeira

A Organização Mundial da Saúde para a Europa alertou esta terça-feira que a pandemia da Covid-19 continua a avançar sem travão devido ao efeito da variante Ómicron – um crescimento desenfreado que a OMS estimou que mais de metade da população do Velho Continente estará infetada com a nova estirpe nas próximas seis ou oito semanas.

O diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, declarou, em conferência de imprensa, que na primeira semana de 2022 foram registados mais de 7 milhões de novos casos da Covid-19, que duplicaram num período de duas semanas.

“A este ritmo, o Institute for Health Metrics and Evaluation prevê que mais de 50% da população europeia será infetada pela Ómicron nas próximas 6-8 semanas”, apontou Hans Kluge.

Questionado sobre se chegou a altura de começar a tratar a Covid-19 como uma doença endémica, como a gripe, a OMS considerou prematuro. “É preciso ser muito cauteloso com as previsões sobre o futuro”, explicou, garantindo que a prioridade agora é proteger os grupos vulneráveis e os profissionais de saúde, além de minimizar as interrupções na economia e nas escolas. Hans Kluge lembrou que o coronavírus surpreendeu “mais de uma vez” e que “não é uma boa ideia” fazer previsões, além de destacar que o objetivo fundamental para 2022 é “estabilizar a pandemia”.

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