Alguns empresários russos sancionados pelo Ocidente ofereceram à Ucrânia dinheiro para que sejam levantadas as sanções de que são alvo, informou esta quarta-feira o jornal britânico ‘Financial Times’ – segundo a publicação, o bilionário Mikhail Fridman, um dos cofundadores do Alfa-Bank, o maior banco privado da Rússia, tal como diversos outros empresários russos, entraram em contacto com a Ucrânia para fazer a oferta, embora não estando claro quando estas foram feitas.
Muitos oligarcas russos, sancionados pelo Ocidente pela invasão russa da Ucrânia, procuram formas de evitar as sanções que limitam o dinheiro que têm, o que podem gastar e para onde podem ir. Muitos estão sob observação da Rússia e temem represálias caso se manifestem contra a guerra.
Mas, segundo o ‘FT’, a Ucrânia não está aberta às suas propostas. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky “recusou” a ideia de suspender as sanções contra alguns empresários russos. “A Ucrânia não está a usar sanções como uma ferramenta de chantagem. Isto é uma questão de princípio. O principal objetivo das sanções é parar a guerra e não encontrar condições para um acordo para as levantar”, frisou Rostislav Shurma, vice-chefe do gabinete de Zelensky.
No caso de Fridman, que nasceu na Ucrânia, Zelensky frisou que só aceitaria a oferta se este denunciar Putin, destruir o seu passaporte russo e for mais crítico da invasão russa da Ucrânia, revelou fonte próxima de Zelensky – Fridman, por seu lado, negou ter falado sobre como obter a cidadania ucraniana com o Governo de Kiev.
Também não está claro se a Ucrânia descartou completamente qualquer uma das ofertas dos russos.
Em maio último, as autoridades ocidentais consideraram a ideia de suspender as sanções contra os russos se doassem dinheiro para a Ucrânia, segundo revelou a ‘Associated Press’: Chrystia Freeland, vice-primeira-ministra e ministra das Finanças do Canadá, propôs a ideia numa cimeira financeira do G7, embora não esteja claro se a ideia tenha sido totalmente rejeitada.





