Oferta de escritórios também começa a escassear no Porto

Não é só em Lisboa que faltam espaços com as condições necessárias para acolher empresas portuguesas e multinacionais.

Filipa Almeida

Não é só em Lisboa que faltam espaços com as condições necessárias para acolher empresas portuguesas e multinacionais. Também no Grande Porto se começa a notar a mesma tendência, verificando-se no final de 2018 uma taxa de desocupação de apenas 7,3%.

De acordo com a segunda edição do estudo “Mercado de Escritórios do Porto”, elaborado pela Predibisa e Cushman & Wakefield, a escassez da oferta tem conduzido a mais investimento: em preparação estão novos projectos de escritórios que totalizarão mais de 170 mil metros quadrados.

A cidade do Porto é a que concentra a maioria da oferta de escritórios na região, com total de stock existente a rondar os 820 mil metros quadrados, repartidos por mais de 250 edifícios (54% do total). A Boavista é a localização com mais oferta de maior qualidade (45% do total), tratando-se de uma zona prime com um valor abaixo da média de desocupação da região (6,4%).

As zonas Porto – ZEP (Zona Empresarial do Porto) e Matosinhos apresentam, por seu turno, as taxas mais reduzidas, ambas na ordem dos 5,6%. Por outro lado, a taxa de desocupação mais elevada é verificada na zona do Porto – Oriental, com 10,7%.

Quanto ao preço das rendas, verifica-se o mesmo cenário que em Lisboa: a intensidade da procura e a pouca oferta contribuem para o aumento das rendas. As rendas prime no Porto são praticadas naquela que é considerada a zona mais emblemática, a da Boavista, e, neste momento, as rendas estão nos 18 euros/metros quadrado.

Continue a ler após a publicidade
Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.