OE2023: Só o vinho escapa: tabaco, refrigerantes e bebidas alcoólicas vão subir de preço

Aumento da carga fiscal já foi contestado em diversos sectores

Revista de Imprensa

Só o vinho escapa: o Orçamento do Estado para 2023 indicou um agravamento fiscal de 4% sobre as bebidas alcoólicas e refrigerantes. No que toca ao tabaco, o imposto sobre os cigarros aquecidos vai aumentar 6% no próximo ano, enquanto ainda se desconhece o efeito no maço de tabaco normal.

“O agravamento, por força da fiscalidade do preço final dos bens de consumo sujeitos a IABA e IT, vai conduzir a um agravamento da taxa de inflação, à qual acrescerá a chamada ‘inflação importada’, incorporada naquilo que representa o preço de aquisição de bens e serviços externos ao território nacional, já de si encarecidos ou inflacionados, sobretudo matérias-primas e bens energéticos,” alertou Amílcar Nunes, da Ernest & Young, em declarações ao ‘Dinheiro Vivo’, sobre o efeito da subida do Imposto sobre o Álcool, Bebidas Alcoólicas e Bebidas Adicionadas de Açúcar (IABA).

O aumento da carga fiscal já foi contestado em diversos sectores: a Associação Portuguesa das Bebidas Refrescantes Não Alcoólicas (PROBEB) assinalou a proposta do OE2023 “representa a continuidade de um imposto” que a associação “considera injusto e discriminatório”, declarou o diretor-geral Francisco Furtado Mendonça. Os Cervejeiros de Portugal lamentaram também a “insensibilidade” do Governo para um sector “que representa 1,5% do PIB e mais de 150 mil empregos diretos e indiretos”, reforçou Francisco Gírio, secretário-geral da associação. “O aumento do IABA, em 4%, significa que as cervejas portuguesas passarão a pagar quase 22 euros por hectolitro de imposto, quando, em Espanha, se manterá em 10 euros por hectolitro”, explicou, destacando a exceção do vinho no subida da carga fiscal.

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