OE2023: Orçamento “ficou aquém da ambição que a CIP colocou nas suas propostas”, diz António Saraiva

O Orçamento do Estado para 2023 (OE2023) foi aprovado no passado dia 25 de novembro na votação final global, depois de uma semana de discussão na especialidade, mas a CIP considera que este ficou aquém das propostas apresentadas pela confederação.

Em declarações à Executive Digest, António Saraiva, Presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, sublinha que, qualquer que fosse o OE, este seria sempre insuficiente para contrariar as pressões recessivas e inflacionistas da atual crise.

Referiu ainda que qualquer que fosse o OE, este seria sempre “suscetível de críticas no que respeita ao equilíbrio entre salvaguarda da sustentabilidade das finanças públicas e a mitigação dos efeitos desta crise sobre as famílias e as empresas”.

Conclui, no entanto, que na atual situação que o país atravessa, seria possível fazer melhor.

“Na minha opinião, o Orçamento do Estado agora aprovado ficou aquém do possível. Ficou aquém da ambição que a CIP colocou nas suas propostas. Representa, contudo, uma inversão no caminho de contínuo aumento da carga fiscal, incluindo medidas com algum impacto positivo sobre as empresas”, afirma o Presidente da CIP.

António Saraiva considera que as medidas apresentadas no OE2023 refletem o que ficou expresso no Acordo de Competitividade e Rendimentos, subscrito pelo Governo e os Parceiros Sociais, e que representam o caminho para a criação de melhores condições para o aumento da competitividade das empresas.

No que respeita ao Plano de Recuperação e Resiliência, o presidente da CIP considera de extrema importância a sua rápida execução por forma a contrariar os efeitos da atual crise sobre o tecido empresarial e, em particular, sobre o investimento.

“Tendo em conta a incerteza em que vivemos e as ameaças que se pesam sobre as empresas, destaco, ainda, a necessidade de um acompanhamento atento da atividade económica, por forma a contrariar evoluções indesejadas através das medidas que se revelarem necessárias”, alerta.

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