OE2022: Portugal devia mostrar-se como “um país que defende e aposta nas empresas”, sublinha Deloitte

Portugal tem que ser um ponto de atração para empresas e empresários que produzam mais riqueza no país e que criem mais emprego. Quem o defende é Renato Carreira, Partner da Deloitte, que comenta que esta proposta para o orçamento “fica aquém do que seria desejado”.

André Manuel Mendes

Portugal tem que ser um ponto de atração para empresas e empresários que produzam mais riqueza no país e que criem mais emprego. Quem o defende é Renato Carreira, Partner da Deloitte, que comenta que esta proposta para o orçamento “fica aquém do que seria desejado”.

“No cenário ideal teríamos um orçamento que pude reduzir efetivamente a carga fiscal que incide sobre as empresas, mas isso não vai acontecer”, refere o Partner da Delloite em entrevista à TVI24.

“Falta um sinal claro, uma apresentação de Portugal como um país que defende e aposta nas empresas, e isso podia fazer-se através de uma redução da carga fiscal para as empresas, do IRC, das derramas diminuição das tributações autónomas, simplificar o processo de relação com a autoridade tributária, entre outros”.

Renato Carreira explica que o OE2022 prevê algumas medidas que são positivas, sendo uma delas o incentivo fiscal à recuperação que vai permitir um crédito de imposto para os investimentos das empresas. Esse incentivo é, segundo analisa, uma comparticipação com o Estado que aceita não receber tanto de IRC, melhorando assim a capacidade de investimento das empresas e melhorando as suas capacidades.

Outro dos pontos abordados na entrevista foi a questão da digitalização. Com a pandemia “fomos todos confrontados com a urgência da digitalização” e, para isso, foi anunciado o plano de recuperação que prevê verbas que podem vir a ser canalizadas para as empresas em programas de transição digital e também para uma economia mais verde.

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Esta manhã, o Ministro das Finanças, João Leão, anunciou a atribuição de subsídios e incentivos no valor de dois mil milhões de euros para empresas.

Estes incentivos financeiros anunciados pelo Governo inserem-se na bazuca financeira no âmbito do PRR. Portugal tem uma verba a fundo perdido destinada a este fim no valor de cerca de 14 mil milhões de euros, direcionados para várias áreas, mas com um grande enfoque na recapitalização das empresas.

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