OE «passa ao lado da Educação». Fenprof convoca greve nacional para 31 de janeiro

A Federação Nacional dos Professores convocou todos os docentes para uma greve nacional de Educadores e Professores, a 31 de Janeiro, em Lisboa, alegando que a proposta de Orçamento de Estado para 2020, que agora transita para a fase de debate na especialidade, «passa ao lado da Educação». 

Ana Rita Rebelo

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) convocou todos os docentes para uma greve nacional de Educadores e Professores, a 31 de Janeiro, em Lisboa, alegando que a proposta de Orçamento de Estado (OE) para 2020, que agora transita para a fase de debate na especialidade, «passa ao lado da Educação». 

«Esta área mantém-se financeiramente estagnada, após uma década em que o financiamento público foi reduzido em 12%», acusa o sindicato, lembrando que «as escolas não verão reforçados os seus orçamentos, continuando a debater-se com problemas cada vez mais difíceis de resolver».

A Fenprof considera que também os professores «são completamente ignorados» pela proposta do Governo, uma vez que esta «nada prevê para recuperar o tempo de serviço e resolver outros problemas de carreira, para aceder à aposentação sem penalizações, para resolver os abusos e ilegalidades nos horários de trabalho ou para ser resolvido o grave problema de precariedade que continua a afectar o sector».

No que toca aos salários, o sindicato repudia «a provação dos 0,3%». E «acresce que esta proposta de Orçamento do Estado prevê, ainda, o aprofundamento do processo de municipalização, que os professores contestam e que a Fenprof considera um erro que deverá ser corrigido», aponta.

Entrando, agora, o OE numa nova fase de discussão, a Fenprof entende que «seria inadmissível que a Educação, a Escola Pública e os seus profissionais continuassem fora da agenda negocial entre os partidos». Assim, realizando-se em 17 de Janeiro, à tarde, o debate de especialidade sobre Educação, com a presença do ministro da tutela no Parlamento, o sindicato decidiu realizar um cordão humano, a partir das 15 horas, em frente à Assembleia da República.

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